Para Maria Luisa.
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segunda-feira, 7 de abril de 2025
terça-feira, 7 de abril de 2015
Gabriela Mistral
Assinala hoje o Google o aniversário (nasceu em 7 de Abril de 1889) da poetisa Gabriela Mistral, nascida em Vicuña, Chile, que recebeu em 1945 o Prémio Nobel da Literatura, o primeiro atribuído a um autor latino-americano. E eu escolhi um poema seu para evocar essa grande poetisa, educadora e diplomata.
viste que es primor,
viste en limonero
y en naranjo en flor.
Lleva por sandalias
unas anchas hojas,
y por caravanas
unas fucsias rojas.
Salid a encontrarla
por esos caminos.
¡Va loca de soles
y loca de trinos!
Doña Primavera
de aliento fecundo,
se ríe de todas
las penas del mundo...
No cree al que le hable
de las vidas ruines.
¿Cómo va a toparlas
entre los jazmines?
¿Cómo va a encontralas
junto de las fuentes
de espejos dorados
y cantos ardientes?
De la tierra enferma
en las pardas grietas,
enciende rosales
de rojas piruetas.
Pone sus encajes,
prende sus verduras,
en la piedra triste
de las sepulturas...
Doña Primavera
de manos gloriosas,
haz que por la vida
derramemos rosas:
Rosas de alegría,
rosas de perdón,
rosas de cariño,
y de exultación
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
PATAGÓNIA [- 2]
À Patagónia os seus filhos
chamaram sempre a Mãe Branca.
Dizem que Deus não a quis
por ser agreste e distante
e com a noite como aurora
e os gritos da ventania,
a gritaria do vento,
as ervas ajoelhadas,
e porque nela há um rio
de gentes estrangeiradas.
[…]
Gabriela Mistral
In: Antologia poética / trad. Fernando Pinto do Amaral. Lisboa: Teorema, 2002
chamaram sempre a Mãe Branca.
Dizem que Deus não a quis
por ser agreste e distante
e com a noite como aurora
e os gritos da ventania,
a gritaria do vento,
as ervas ajoelhadas,
e porque nela há um rio
de gentes estrangeiradas.
[…]
Gabriela Mistral
In: Antologia poética / trad. Fernando Pinto do Amaral. Lisboa: Teorema, 2002
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
DÁ-ME A MÃO

Dá-me essa mão e dançaremos;
dá-me essa mão e amar-me-ás.
Como uma só flor nós seremos,
como uma flor e nada mais.
O mesmo verso cantaremos
e ao mesmo ritmo dançarás.
Como uma espiga ondularemos,
como uma espiga e nada mais.
Chamas-te Rosa e eu Esperança;
mas o teu nome esquecerás,
porque seremos uma dança
sobre a colina e nada mais.
Gabriela Mistral
In: Antologia poética / trad. Fernando Pinto do Amaral. Lisboa: Teorema, 2002
Tenho de agradecer ao Luís e ao João os bons momentos que tenho passado a reler a Gabriela Mistral. Não consegui encontrar umas mãos chilenas. Tive de me socorrer da Capela Sistina...
Boa viagem!
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