Verso e reverso de um marcador que veio de Lugo. Com um agradecimento a quem mo enviou.
Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta Halloween. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Halloween. Mostrar todas as mensagens
sábado, 31 de outubro de 2020
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
Feliz Halloween!
Eu não comemora, mas desejo com - este belo presente que recebi - um feliz Halloween a quem o festejar.
Com um agradecimento à Paula, e em geminação com Ponto Aqui! Ponto Acolá!
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Isto é que seria uma visão halloweenesca
sábado, 31 de outubro de 2015
Teapot
Para coleccionadores:
Um bule japonês dos anos 60 alusivo ao Halloween
https://www.etsy.com/in-en/listing/93754119/witch-and-black-cat-teapot-1960s
Boa noite!:))
domingo, 25 de outubro de 2015
Na montra
Il de Arthur Getz.
Também já vamos vendo por aí algumas abóboras, convidando à celebração de algo que não tem nada a ver com a nossa cultura.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Um graffiti
Após o registo de MR aqui fica um graffiti que liga bem com o dia das bruxas.
Um dia feliz!
Nesta cidade do Rio,
de dois milhões de habitantes,
estou sozinho no quarto,
estou sozinho na América.
Estarei mesmo sozinho?
Ainda há pouco um ruído
anunciou vida ao meu lado.
Certo não é vida humana,
mas é vida. E sinto a bruxa
presa na zona de luz.
De dois milhões de habitantes!
E nem precisava tanto…
Precisava de um amigo,
desses calados, distantes,
que lêem verso de Horácio
mas secretamente influem
na vida, no amor, na carne.
Estou só, não tenho amigo,
e a essa hora tardia
como procurar amigo?
E nem precisava tanto.
Precisava de mulher
que entrasse neste minuto,
recebesse este carinho,
salvasse do aniquilamento
um minuto e um carinho loucos
que tenho para oferecer.
Em dois milhões de habitantes,
quantas mulheres prováveis
interrogam-se no espelho
medindo o tempo perdido
até que venha a manhã
trazer leite, jornal e clama.
Porém a essa hora vazia
como descobrir mulher?
Esta cidade do Rio!
Tenho tanta palavra meiga,
conheço vozes de bichos,
sei os beijos mais violentos,
viajei, briguei, aprendi.
Estou cercado de olhos,
de mãos, afetos, procuras.
Mas se tento comunicar-me
o que há é apenas a noite
e uma espantosa solidão.
Companheiros, escutai-me!
Essa presença agitada
querendo romper a noite
não é simplesmente a bruxa.
É antes a confidência
exalando-se de um homem.
Carlos Drummond de Andrade
(cortesia do Google, http://drummond.memoriaviva.com.br/alguma-poesia/a-bruxa/)
Máscara de bruxa
Il. de Charles Kaiser para The Saturday Evening Post, 31 out. 1942
Isto da noite de Halloween é uma importação recentíssima.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Do profano...
Abóbora,
Surripiada da net

O belíssimo post de Filipe Vieira Nicolau fez-me recordar uma tradição de Coimbra ligada à véspera do Dia de Finados: os "Bolinhos e Bolinhós". Não será só da cidade, pois, em algumas vilas do centro do país também se segue este costume.
Não se sabe bem a sua raiz. É um uso que vem do século passado. Consta que começou por ser uma actividade das crianças mais desfavorecidas da cidade.
O Bolinho e Bolinhós é uma cantilena feita pelas crianças que vão de porta em porta a pedir o Bolinho... Mascaram-se e trazem abóboras enfeitadas e iluminadas. Estes dados são de tradição oral.
A cantoria é a seguinte:
Bolinhos e Bolinhós
Bolinhos e bolinhós
Para mim e para vós
Para dar aos finados
Que estão mortos enterrados.
À porta da bela cruz,
Truz, truz…
A senhora está lá dentro
Sentada num banquinho
Faz favor de vir à porta
P’ra nos dar um tostãozinho ou um bolinho.
Se os donos da casa derem os tais bolinhos… canta-se:
Esta casa cheira a broa
Aqui mora gente boa.
Esta casa cheira a vinho
Aqui mora algum santinho.
(e voltava-se a cantar o refrão, "bolinhos e bolinhós...")
Caso contrário, se não derem, a cantilena é assim:
Esta casa cheira a alho
Aqui mora algum espantalho.
Esta casa cheira a pão
Aqui mora algum papão.
(e voltava-se a cantar o refrão, "bolinhos e bolinhós...")
Cá em casa estamos sempre preparados para receber o grupo de mascarados mas, em vez dos bolinhos, há rebuçados, caramelos, gomas e chocolates porque eu não sei fazer os ditos bolinhos.
domingo, 31 de outubro de 2010
E qual será a ementa?

Nada de receitas do livro de S. Cipriano! :) Fiquem-se pelo bolo de chocolate, pelo doce de abóbora, pelas pevides de abóbora, pela sopa servida na abóbora, etc. - tudo receitas portuguesas.
E se tiverem jeito para enfeites, podem desenhar ou modelar caveiras, bruxas, aranhas, etc., em bolos. A bem do divertimento.
Bom jantar! para quem festejar este dia. E para quem não celebrar, também.
E se tiverem jeito para enfeites, podem desenhar ou modelar caveiras, bruxas, aranhas, etc., em bolos. A bem do divertimento.
Bom jantar! para quem festejar este dia. E para quem não celebrar, também.
Abóbora

Natureza-morta com abóbora e outros frutos, em fundo negro.
Foto de Petr Kratochvil
x
x
Doce de abóbora-menina
(Beira Litoral)
x
Abóbora-menina - q.b.
Acúcar - q.b.
canela - q.b.
Nozes - q.b.
Limpa-se das pevides e da casca uma abóbora-menina de tamanho médio. A polpa da abóbora corta-se aos quadrados e pesa-se. Junta-se-lhe metade do peso em açúcar, um pouco de canela em pó e deixa-se assim ficar de um para o outro. No dia seguinte lrva-se ao lume e deixa-se cozinhar até ficar com a consistência de ovos-moles.
Durante a cozedura vai-se desfazendo a abóbora com a ajuda de uma colher de pau. Depois de pronto o doce junta-se-lhe miolo de nozes partido aos epdacinhos e um pouco mais de canela se for necessário e vaza-se em que se deseja servir. Serve-se frio e acompanhado de natas batidas.
M.A.M. - Cozinha do mundo português. Porto: Tavares Martins, imp. 1962, p. 626-627
x
Lisboa : Bertrand, 1955
Aquilino dedica este livro, que tem o subtítulo de Polémica e crítica, a Jaime Cortesão:
«Dê-me licença, querido amigo, que lhe ofereça esta carrada de abóboras. Dou o que tenho. Faça de conta que lhe trago... o quê? os pomos de oiro das Hespérides.
«Abóboras?! Pois então! Como os bons e pobres cultivadores da minha serra, agora que chegou o meu Outono, sinto que é a altura de tirar as abóboras do campo e pô-las de barriga ao léu, o ar estupefacto, a inocência rósea, o esforoidal caprichoso em cima do telhado.
«As autênticas cucurbitáceas, enquanto estão na terra, por via de regra acaçapadas entre o milho, dir-se-ia têm por obrigação dormir. Dormem como as bolas de pedra em toda a parte em que as há, sobretudo nos adros das igrejas e portas dos fidalgos. Dormem e crescem. Crescem sem licença de Deus e todavia não são sôfregas no comer como as couves galegas e os calondros. E são generosas. Uma gota de orvalho convertem-nas em odres de ambrósia. Ambrósia aboboral, já se deixa ver, mas nem por isso a transubstanciação é menos notável. [...]
«Os telhados, quando se vão embora as andorinhas dos beirais, ficariam vazios e confusos sem a presença inefável. Depois delas o dilúvio. Entretanto, a sorrirem ao longe e ao perto, quedam ali, tal as almas dos santos padres no limbo, com seu ar inconsútil e bronco de eternidades à espera de quem? Do facalhão da dona de casa que as corte em talhadas para a sopa de feijão burro adubada a salpicão e orelha de cerdo, dessas gloriosas e peninsulares sopas que têm de urrar para ser genuínas? [...]
«Que debruçadas do alpendre exalam uma outonal melancolia, que dúvida! [...]»
Tenho pena de não poder transcrever todo a dedicatória de Aquilino a Cortesão. Mas quem tiver ficado com apetite, pegue no livrinho e leia-o.
Eu sou fã de Aquilino e destas Abóboras no telhado.
Bom dia!
Para entrarmos no espírito do Halloween, festividade com grande tradição no mundo anglo-saxónico (GB, EUA, Canadá, Irlanda ) mas que se foi globalizando, aqui está um divertido vídeo que conjuga memórias do Universo Disney e tem uma divertida banda-sonora:
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Halloween , Dia do Saci ou Dia das Bruxas

Nos países anglo-saxónicos, em especial nos Estados Unidos da América, celebra-se o Halloween, uma tradição pagã de origem céltica. No Brasil, onde se copia tudo o que vem dos EUA, já começava a comemorar-se também o 31 de Outubro, com as brincadeiras, trajes e artefactos do dia. Mas o Governo brasileiro decidiu que este dia é o Dia do Saci.
O Saci, ou Saci-pereré, é um personagem bastante conhecido da mitologia brasileira, que se presume ter tido a sua origem entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país.Inicialmente retratado como um endiabrado, é uma criança indígena, com uma perna e de cor morena, com a diferença de possuir um rabo. Na Região Norte do Brasil, a mitologia africana transformou-o num negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também a cultura africana do pito, uma espécie de cachimbo, e da mitologia europeia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho.Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes nocturnos com os seus assobios. O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII. O saci não tem amigos, vivendo solitário nas matas. Imortalizado nas histórias contadas à beira das fogueiras nas cidades do interior do Brasil, o Saci ganhou um novo e importante aspecto cultural nos livros de Monteiro Lobato e nas histórias em quadradinhos de Ziraldo, criador da Turma do Saci Pereré, alcançando desta forma, também as crianças da cidade grande. Figura ainda em muitas histórias do Chico Bento, personagem criada por Mauricio de Sousa, típico caipira do interior paulista. Com a contribuição destes escritores o mito do Saci sobrevive à invasão das culturas estrangeiras amplamente divulgadas pela comunicação social. Com a transposição dos textos de Lobato para a Televisão, o Saci deixou o imaginário para ser personificado numa figura de carne e osso.
Em Portugal, que também gosta de macaquear tudo o que vem de fora, há uns tontos e tontas - até nos infantários e escolas - que deram para comemorar o Dia das Bruxas. Sem ser tradição portuguesa, não deixa de ter alguma razão. É que por cá também temos algumas que merecem essa homenagem...
Subscrever:
Mensagens (Atom)














