Prosimetron

Prosimetron
Mostrar mensagens com a etiqueta História da Arquitectura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História da Arquitectura. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Lá fora - 318





A nossa época é a dos arquitectos-estrela, mas a verdade é que a aura da profissão vem de longe como esta exposição patente no Palais de Chaillot demonstra.

L'Architecte - Portraits et clichés, até 4 de Setembro na Cité de l'architecture et du patrimoine, Palais de Chaillotcitedelaarchitecture.fr

terça-feira, 21 de março de 2017

Números




2,4 milhões de euros

Não me agrada particularmente ser um rés-do-chão, mas tirando isso o antigo ateliê dos irmãos Martel , que ocupa o piso térreo do palacete desenhado para os artistas gémeos por Robert Mallet-Stevens, é fantástico mesmo 90 anos depois. Uma área generosa, 171m2, nunca mexida após 1927 , em que as grandes vidraças desenhadas por Louis Barillet continuam a dar muita luminosidade, e que a porta corrediça desenhada por Jean Prouvé continua a exercer a sua função.
Também neste número 10 da actual Rue Mallet-Stevens ( XVI arrondissement ) continuam presentes as peças de mobiliário desenhadas por Francis Jourdain em 1930, funcionais e de linhas simples que talvez por isso resistiram bem às décadas. Não foi também alterado o quarto concebido por Gabriel Guevrekian, nem o bar desenhado por Charlotte Perriand em 1929-30.
Está classificado o ateliê como monument historique, o que também não permitirá grandes alterações a quem o comprar, e está à venda na agência Architecture de collection, especializada em casas de arquitectos e artistas dos séculos XX e XXI.

sábado, 11 de abril de 2015

Lá fora - 217




Meio século depois da morte de Charles-Edouard Jeanneret, mais conhecido como Le Corbusier, o Centro Pompidou dedica-lhe uma grande exposição patente até 3 de Agosto. Evocação do grande arquitecto, que também se dedicou à pintura e à escultura.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Biografias e afins


França celebra o bicentenário do nascimento de Viollet-le-Duc, arquitecto que restaurou várias glórias nacionais. É o tempo da redescoberta da Idade Média como lembra esta monografia de Françoise Bercé, e o arquitecto tem apenas 30 anos quando lhe é confiado, após ter ganho o concurso promovido pela Comission des Monuments Nationaux, o restauro desse ícone que é Notre-Dame de Paris. Mas não é este o seu primeiro trabalho de vulto : quatro anos antes, em 1840, a mesma comissão já lhe tinha confiado o restauro da Basílica Sainte Marie-Madeleine de Vézelay, cuja nave milenar ameaçava ruir.
O restauro de Notre-Dame vai durar 20 anos,  não sem algumas polémicas, e são imensas as descobertas feitas pelo grande arquitecto ao longo dos anos que mostram comprovadamente que a catedral tal como chegou ao séc.XIX é fruto de intervenções nos sécs.XIII e XIV e até mais tardiamente, pelo que todo o " purismo " à volta do restauro tem muito que se lhe diga...


São muitas as intervenções notáveis de Viollet-le-Duc por toda a França, mas não quero deixar de salientar o trabalho feito no castelo de Pierrefonds por encomenda de Napoleão III : o que hoje visitamos e admiramos é obra dele, uma vez que o velho castelo estava como se vê na foto desde o séc.XVII .

Um pormenor interessante é a " assinatura " do arquitecto : fez-se representar nos muitos restauros que fez, emprestando os seus traços a figuras de pedra. É ele que vemos como São Tomé, esculpido por Geoffroi-Dechaume , em Notre-Dame ao  pé da flecha olhando para o céu, e aparece também como peregrino de Compostela no castelo de Pierrefonds, ou ainda aos pés de um santo na catedral de Amiens.


Restaurer un édifice, ce n'est pas l' entretenir, le réparer ou le refaire, c'est le rétablir dans un état complet qui peut n'avoir jamais existé à un moment donné.

- Viollet-le-Duc

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dia Mundial da Arquitectura

- Rotonda.
- Villa Cornaro.

Foi ontem. Mas ficou esquecido entre a euforia centenária de uns e as mágoas de outros... :)
Lembro hoje o dia reservado à nobre e antiga arte, com recurso a um dos meus preferidos mestres-arquitectos de todos os tempos: Palladio, o grande mestre do século XVI.
As casas que desenhou são milagres de pedra: na resistência ao tempo e ao gosto, na inserção na paisagem, na harmonia das formas. Inveja é sentimento que não me costuma habitar, mas relativamente a uma casa palladiana, abro uma excepção...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pancho Guedes


Está patente no Museu Colecção Berardo a exposição Pancho Guedes- Vitruvius Mozambicanus, sobre a vida e a obra daquele que é um dos grandes arquitectos portugueses do séc.XX, Amâncio d' Alpoim Miranda Guedes, conhecido como Pancho Guedes, que embora tenha nascido em Lisboa, viveu quase toda a sua vida adulta em África ( São Tomé, África do Sul e Moçambique ) só regressando definitivamente a Portugal em 1988. Além da extensa obra arquitectónica, pouco conhecida entre nós, também pintou, esculpiu e desenhou com grande qualidade, tendo sido também um grande pedagogo. E não pára- é ele o arquitecto do edifício em construção que vai a ser a sede da Fundação Malangatana em Maputo, ou não tivesse sido ele também professor do jovem Malangatana.
Pancho Guedes-Vitruvius Mozambicanus, Museu Colecção Berardo, até 16 de Agosto.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Novidades - 18 : O Brasil em Portugal

- Vila Belmira, Ponte de Lima. ( Esta foto não é do Arq. Júlio de Matos e apenas serve como mera ilustração deste texto. As do livro de que falo abaixo merecem outro destaque e virão depois. )

Foi recentemente lançado o volume CASAS DE BRASILEIRO, com fotografias de Júlio de Matos e ensaio de Jorge Pereira de Sampaio. Desde já, uma declaração de interesses: tenho a honra de ser amigo do Jorge Pereira de Sampaio, e acompanho há muito tempo a sua obra que neste momento ( e falo só dos livros ) atinge já uma dúzia de títulos se a memória não me falha.
Jorge Pereira de Sampaio que além de ser doutorado em História ( na variante de História de Arte), é também Técnico Superior do Ministério da Cultura ( colocado presentemente no Mosteiro de Alcobaça ), galerista/antiquário, coleccionador ( saliento a sua magnífica colecção de porcelanas e faianças ), e também fotógrafo amador ( de talento, como se verá em breve aqui neste blogue ) , além de ser também programador cultural de reconhecidos méritos.
Aliás, este livro deriva de uma exposição comissariada por Jorge P. Sampaio e Júlio de Matos sobre o mesma tema, integrada nas Comemorações Oficiais dos 200 anos da ida da Família Real para o Brasil, e que esteve já patente em Salvador e em Brasília, e agora em 2009 no Rio de Janeiro.
Passando ao livro, direi que as fotografias do Júlio de Matos são esplêndidas como já nos habituou, e mesmo quanto àqueles edifícios que melhor conheço- Beau Séjour, Regaleira, Casa do Castelo do Bom Jesus em Braga, e algumas casas no Alto Minho que tive oportunidade de conhecer num período da minha vida profissional- revelam pormenores e subtilezas que nos encantam.
O ensaio do Jorge Sampaio dá o enquadramento histórico-artístico deste fenómeno arquitectónico, simultaneamente social e de mentalidades, com interessantes notas biográficas de alguns dos proprietários/edificadores- os "brasileiros"- portugueses que fizeram fortuna no Brasil e regressados a Portugal demonstram na pedra a dimensão do seu sucesso.
O livro conta ainda com um prefácio de Rui Rasquilho, Comissário das Comemorações dos 200 anos da ida da Família Real para o Brasil.

- CASAS DE BRASILEIRO, fotografia de Júlio de Matos e ensaio de Jorge Pereira de Sampaio, Dematos Designers, Outubro de 2008.