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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Pedras - 4





O colar ontem mostrado pela nossa M.R. lembrou-me que estava em falta a pedra de Setembro. Trata-se da safira, uma das pedras preciosas mais apreciadas e resistentes, só perdendo em durabilidade para o diamante. Existem em quase todas as cores, excepto em vermelho ( rubis ), e são encontradas sobretudo no Oriente ( Tailândia, Camboja, Sri Lanka ) embora também na Austrália e na Nigéria.
E a safira histórica que escolhi foi a safira azul de Maria da Roménia, comprada na Cartier para aquela que nasceu Princesa Maria de Edimburgo, neta da Rainha Vitória, e entrou para a História como Maria da Roménia (1875-1938), mulher de Fernando I da Roménia e mãe de Carol II que viveu vários anos entre nós.
Esta princesa britânica que amou o seu país adoptivo foi, aliás, decisiva para a sobrevivência do mesmo após a Primeira Grande Guerra, tendo-se deslocado até aos Estados Unidos para garantir a integridade territorial da Roménia, registando a História a muito interessante réplica que Sua Majestade Romena deu ao Presidente Wilson, então árbitro do mundo: Quando Wilson lhe disse que a Roménia tinha de respeitar as minorias étnicas dentro das suas fronteiras, logo Maria lhe respondeu que sim, mas que os EUA também tinham de respeitar os negros...
Voltando à bela pedra que está supra, há muito que não pertence à Casa Real da Roménia: foi vendida logo em 1947 pelo neto de Maria, o Rei Miguel, que se viu forçado a abandonar o país quando este se transformou em mais um satélite soviético, tendo sido comprada pelo grande joalheiro Harry Winston.
A notícia mais recente que se tem dela é que foi vendida num leilão da Christie's em 2003 por 1 milhão e meio de dólares. E duvido que tenha sido comprada pelos proprietários originais, embora estes tenham recuperado muito do que era seu quando a Roménia se tornou uma democracia.
Na Roménia, a Rainha Maria não está esquecida:


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lá fora - 81 : Drácula

Está patente no Museu Nacional de Arte da Roménia, em Bucareste,parte do antigo Palácio Real, a exposição Drácula- Voivode e vampiro, dedicada ao grande mito cultural romeno, Vlad III Tepes, Príncipe da Valáquia no séc.XV, aliado do rei da Hungria Matias Corvino contra os Turcos. Foi este sanguinário senhor da Valáquia que tinha uma predilecção por empalar os inimigos que deu origem a uma das personagens mais conhecidas da literatura de terror( e depois do cinema), criada pelo irlandês Bram Stoker: o Conde Drácula, Rei dos Vampiros.
A exposição reúne os vários retratos conhecidos de Vlad III, provenientes do Kunsthistoriches de Viena e de outros museus, bem como manuscritos, gravuras e outros objectos. Os mais temerosos podem munir-se de um kit anti-vampiro como este que vemos infra, feito em meados do séc.XIX.




quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ícones romenos em Lisboa

Depois de ter estado patente noutros locais de Lisboa, a Almae Luces, exposição itinerante de ícones ortodoxos romenos, está a partir de hoje no Instituto Cultural Romeno de Lisboa, que funciona no edifício do Institut Franco-Portugais ( Luís Bívar, 91 ),e até 8 de Janeiro.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Biografias, autobiografias e afins - 42

Esta é a história de uma grande família moldava, os Cantemir, que tiveram um papel importante na história da Roménia. Estadistas, diplomatas ou artistas, espalhados entre Istambul, Moscovo e São Petersburgo, são uma família incontornável do séc.XVIII destes cantos da Europa.

- Les Cantemir, Stefan Lemny, éditions Complexes, 2009, €24.