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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Novidades - 153 : Tudo sobre os dedos

Tudo o que se pode querer saber sobre os nossos preciosos dedos, com o contributo da etimologia, da anatomia e da história de arte.

The Finger, A Handbook, Angus Trimble, Yale University Press, Set.2010.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Novidades - 135

Ninguém quer ser gordo hoje em dia, os ginásios estão cheios, os comprimidos e outros elixires pró-emagrecimento vendem-se muito bem, os gurus das dietas ficam milionários e no entanto a obesidade é um problema de saúde pública em grande parte do mundo ocidental.

Este livro de Georges Vigarello, historiador e divulgador que todos conhecem e de quem já leram outros livros certamente, não responde a este aparente paradoxo mas antes produz uma história da obesidade desde a Idade Média até aos nossos dias.
Uma análise dos regimes alimentares, a invenção das balanças, a história dos regimes de dieta, dos tratamentos médicos contra a obesidade etc.
Vigarello mostra, dizem as recensões que li, como a obesidade passou de sinal de prestígio e de opulência a ser hoje em dia sinal de doença e mesmo de exclusão social- o magro é a norma, o padrão.

Les Métamorphoses du gras. Histoire de l'obesité, Georges Vigarello, éd.du Seuil, col. L' Univers historique, 374p, €20.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O que estou a ler

"(...) O século XVIII viu assim nascer, por volta de 1750, o papel descartável para o asseio, os penicos começarem a ser esvaziados diariamente e, desde 1730, novos hábitos de vestir, especialmente como prática urbana e da classe média. Alivia-se o peso das roupas, usando tecidos como musseline e algodão, simplificam-se os modelos masculino e feminino, de modo que o corpo, livre para respirar, ficava saudável pela capacidade de dispersar os vapores nocivos.
Os banhos, após terem sido abandonados na Idade Média, voltaram à moda e depois deles, as novas fragrâncias, os perfumes, responsáveis por disfarçar o cheiro dos vapores nocivos.
Também os centros urbanos, uma vez que a cidade tem por modelo o corpo, começam a promover novas práticas de limpeza, drenando buracos e depressões alagadas, cheias de urina e fezes, para esgotos subterrâneos. (...) "

Breve história do corpo e de seus monstros , Ieda Tucherman, 2ªed, Vega, 2004, p.81
Muito interessante ver que o tomamos por garantido, básico, primário, no nosso quotidiano, é relativamente recente , tanto no que respeita à higiene pessoal como à higiene urbana...