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sexta-feira, 15 de abril de 2016

A Maçonaria em exposição na BnF

K. F. Schinkel - cenário para A Flauta Mágica, de Mozart, 1819 
BnF, Bibliothèque-musée de l’Opéra

A Biblioteca National de França, que conserva um dos mais importantes fundos maçónicos do mundo, abriu no passado dia 12, Uma grande exposição dedicada à maçonaria francesa. 
Em colaboração com o Musée de la franc-maçonnerie, a exposição apresenta mais de 450 peças, algumas nunca expostas, que pertencem a BnF, às principais obediências maçónicas francesas e a colecões estrangeiras. 
O percurso foca as origens da maçonaria, a história da sua implementação em França, os símbolos e rituais e a sua contribuição nos vários domínios, como o político, religioso, artístico ou filosófico.
A exposição pretende dar a conhecer e a compreender, de um modo didático, o que é a maçonaria.

http://www.liberation.fr/france/2016/04/10/la-franc-maconnerie-s-expose-au-regard-du-profane-a-la-bnf_1445185


O catálogo da exposição:
Paris: BnF, 2016
€45,00


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Arquitectos VII, Nova Casa da Guarda, Karl Friedrich Schinkel

A minha sétima escolha vai para Karl Schinkel, arquitecto do neoclassicismo. Atrai-me nele, especialmente, o desempenho como encenador.
A Nova Casa da Guarda, Berlim
O planeamento e a construção da Nova Casa da Guarda entre 1815 e 1818 representam o ponto de viragem na carreira de Schinkel. Este foi um grande projecto. Foi mandado executar pelo rei Frederico Guilherme III.
A Casa da Guarda devia servir como monumento nacional – como um monumento às Guerras de Libertação.
O desenho foi baseado no de um castro romano, uma base militar; os quatro cantos do edifício têm a forma de torres. A fachada principal é adornada como um pórtico dórico de colunas com um frontão. O tímpano é adornado com uma batalha que reflectia a vitória prussiana. No entablamento foram colocadas deusas da vitória, desenhadas por Gottfried Schadow.
O edifício é dividido em dois andares de grande simplicidade. Com esta Casa conseguiu estabelecer-se como arquitecto.
Schinkel foi também encenador. Ele desenhou o fantástico cenário para a ópera de Mozart, “A Flauta Mágica”. Incluía 12 cenários. A estreia teve lugar na Ópera Real de Linden no dia 18 de Janeiro de 1816, durante o aniversário da coroação de Frederico I como primeiro rei da Prússia (18 de Janeiro de 1701).
O pano de fundo mais conhecido foi usado em palco da Rainha da Noite (acto 1, cena 4) que é uma das minhas favoritas. Ela aparece de pé sobre uma lua crescente, com as estrelas do firmamento dispostas em cúpula. Schinkel terá encontrado inspiração em representações medievais da Madona.

Martin Steffens, Schinkel, Colónia: Taschen, 2003, p.25-27 e 29