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sexta-feira, 20 de agosto de 2021
domingo, 28 de dezembro de 2014
"Por uma democracia social"
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Um fim de dia proveitoso
«Há homens que fazem parte dos destinos da nação. Raúl Rêgo foi um desses homens». (A.A)
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
domingo, 29 de maio de 2011
domingo, 20 de março de 2011
O quotidiano na escola republicana

Mais informações
http://www.centenariorepublica.pt/conteudo/coloquionoscemanosdareforma
SINOPSE
A grande reforma republicana do ensino primário foi publicada em 29 de Março de 1911. A este importante documento que abrangia os ensinos infantil, primário e normal, outros diplomas se seguiram que incidiram sobre os outros níveis de ensino, modificando a estrutura educativa herdada da Monarquia. Uma nova concepção de escola, novas disciplinas, novos níveis de ensino e novas universidades fizeram parte de algumas das grandes inovações da escola republicana. Nesta semana, em que se celebram os cem anos da Reforma de 1911, propomo-nos com este colóquio dar a conhecer, pela voz dos especialistas, como se vivia e aprendia na nova escola criada pelos republicanos.
PROGRAMA
10H00 Sessão de abertura
10H30 O ENSINO PRIMÁRIO
Património e quotidiano escolar, Maria João Mogarro IE/Universidade de Lisboa
Modos de ensinar, Margarida Felgueiras FPCE/Universidade do Porto
12H00 Debate
12H30 Intervalo para almoço
14H00 ENSINO SECUNDÁRIO E SUPERIOR
Ensino técnico e profissional, Luís Marques Alves FL/Universidade do Porto
As Universidades, Luís Reis Torgal FL/Universidade de Coimbra
15H30 Debate
16H00 Pausa
16H15 A MULHER E O ENSINO, Maria Alice Samara, ESE Setúbal
17H00 Debate
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
VALE TUDO…!?
Assim sucedeu, por exemplo, com o Cabaret da Santa, do companhia Teatrão, de Coimbra, numa co-produção luso-brasileira. Ali se evoca de forma humorística, entre o teatro brechtiano e a revista à portuguesa, vista à maneira brasileira, a chegada dos portugueses e de D. João VI ao Brasil e muito mais coisas, numa sucessão talvez excessiva (verdadeira rapsódia de cenas e de músicas), em interacção com o público, que se sente ora seduzido ora "enganado", mas sempre entusiasmado.
Sobre Salazar, vi, já em posterior apresentação televisiva, Deus, Pátria e Maria, encenada, há alguns anos, no Teatro Maria Matos, da autoria de Maria do Céu Ricardo e com excelente interpretação de Márcia Breia. Mais recentemente, assisti a Férias grandes com Salazar, cujo original foi escrito pelo espanhol Manuel Martínez Mediero, apresentada pelo Teatro Nacional D. Maria II no pequeno Teatro da Politécnica.. E vi mesmo, sem me chocar, Salazar, The Musical, encenada no Teatro Villaret pelo inglês John Mowat. Independentemente de ter gostado ou não dessas peças, o certo é que se tratava também de ficção, estando bem definidos os planos da História e da "estória", sem haver qualquer confusão.
O mesmo não se pode dizer desta Vida Privada de Salazar, apresentada em horário nobre pela SIC. A vida íntima consistia, nesta apresentação de pretensões históricas, sem nenhuma qualidade, em conduzir o espectador a passar da visão de um "Salazar austero" para um "Salazar licencioso", onde tudo é permitido, desde que encha os olhos de um público estranhamente à espera da última tirada do "Chefe", que governou este país, em ditadura, durante cerca de quarenta anos. Clara Ferreira Alves, num seu artigo do Expresso, em 21 de Março de 2007, dizia ironicamente: "Salazar é que está a dar". E a cineasta Maria Medeiros, numa entrevista ao Jornal de Letras, em Junho de 2008, afirmou com desânimo: "Quando vou a Portugal choca-me a catadupa de livros, séries e produtos à volta de Salazar. Parece-me um absurdo. Nos outros países não há uma nostalgia assim de um ditador. Romantiza-se um período, ocultando o horror da tortura e da guerra".
Na verdade, vale tudo, para que o produto se venda. Seja a Vida Privada de Salazar ou alguns livros que editores sérios deveriam ter vergonha de lançar no mercado, seja o concurso Grandes Portugueses, da nossa oficialíssima RTP, com a colaboração de muitos intelectuais da nossa praça, que colocou no pódio do "maior português de todos os tempos"… António de Oliveira Salazar!
Enfim, não é de admirar que, neste panorama — que nem sequer é apenas português —, se destruam a cultura, a indústria e o comércio nacionais, surja um desemprego nunca visto e se caia numa das maiores crises de sempre, com escândalos públicos e privados que todos os dias nos batem à porta. E ninguém parece lembrar-se que o fascismo surgiu de crises idênticas da democracia política e, sobretudo, de crises da democracia social e da ética, que alguns evocam só em momentos de puro oportunismo.
De resto, vale tudo…! Mesmo tudo!? Espero que, ao menos, nos reste um pouco de vergonha, de inteligência e de esperança para mudar o "sistema", aprofundando a Democracia numa visão verdadeiramente Política e Social. Mas, para isso, é necessário uma outra Cultura. Esta é mesmo a hora da Cultura ou… a hora da incultura e do desespero.
(Diário de Coimbra, 11 Fev. 2009, p. 9)


