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quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

A educação melhora o futuro da humanidade

 


«Quando criamos os nossos filhos, temos de nos lembrar de que somos os guardiões do futuro. Ao melhorarmos a educação deles, melhoramos também o futuro da humanidade, o futuro deste mundo.» 
Segundo Immanuel Kant.
In: Lev Tolstoi - O calendário da sabedoria. Carcavelos: Self, 2022, p. 30.

domingo, 28 de abril de 2019

Madrid, cidade educadora 1898/1938 - Memória da Escola Pública


O Museu de História de Madrid acolhe uma exposição que visa recuperar a história da renovação do ensino público na cidade nos primeiros anos do século XX.
A exposição percorre um período da história de Madrid, considerado como uma referência e fundação da modernização do sistema educacional e pedagógico em Espanha. As histórias das dezenas de grupos escolares treinados em Madrid durante as primeiras décadas do século XX são resgatadas através de objetos, fotografias, audiovisuais e material didático, ou reconstruindo as práticas escolares e o quotidiano dos seus protagonistas.
Uma parte da exposição é dedicada à passagem da escola unitária (uma turma e um professor para todos os alunos) para uma escola gradual (várias salas de aula e diferentes professores, de acordo com os anos de escolaridade). É visível a fratura que a Guerra Civil trouxe para a educação, suprimindo os avanços da escola pública até aquele momento.
Também presta homenagem aos professores que tornaram essa mudança possível, que viajaram pela Europa recolhendo novas práticas e projetos educacionais, tendo acedido à direção de escolas em Madrid, para implementarem essas ideias e práticas com o fim de mudar a educação em Espanha.
Esta exposição pode ser vista no Museu de História de Madrid até 1 de setembro.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Bailarinos do Conservatório Nacional em destaque

Parabéns para os bailarinos: Miguel Pinheiro e Ito Mitsuru, ambos alunos da Escola de Dança do Conservatório Nacional, em Lisboa, foram distinguidos na final do 43º Prix de Lausanne, que se realizou no dia 7 de Fevereiro na cidade suíça.
Miguel Pinheiro obteve o prémio de interpretação de dança contemporânea, no  Prix de Lausanne, e recebeu uma das bolsas atribuídas pela competição, e Ito Mitsuru obteve o terceiro lugar na final do concurso.
Felizmente a dedicação pessoal destes artistas está para lá da falta de empenho do Ministério da Educação.

Hoje professores do ensino artístico reivindicaram os salários em atraso e a falta de verbas para  as escolas de arte. Uma reivindicação harmoniosa pois foi realizada com música.

«Um país sem artistas é um país de curtas vistas», 
slogan na manifestação.



domingo, 28 de dezembro de 2014

"Por uma democracia social"

Li e gostei do artigo do Professor Doutor Reis Torgal sobre o Ensino Superior, a educação e a sociedade em que vivemos. Achei tão pertinente que estou aqui a partilhá-lo.

Que “licenciados” queremos? Que Universidade ou que Ensino Superior? Que Educação? Ou, sobretudo, que Sociedade?



Não sei o que Angela Merkel disse sobre os licenciados em Portugal e em que circunstâncias. O que sei é que há estadistas a preocuparem-se demais com situações de outros países e a ocuparam-se pouco dos problemas da Europa, deste “sistema” que nos aflige e que nos tem desequilibrado social e economicamente: neste mundo onde existem roubos fiscais legalizados, quebra de contratos com trabalhadores e aposentados, encerramento e deslocalização de empresas, bancos em falência, privatizações por sistema, aumento de desempregados e subempregados… Há, pois, que lutar por uma outra democracia, talvez afinal pela Democracia ou por uma Democracia Social. Mas entendo que a questão dos “licenciados a mais” é uma questão a discutir com rigor.

Num livro de que sou coautor, Que Universidade?, pus de algum modo em questão, saudavelmente, o juízo de António Nóvoa, num excelente discurso que proferiu num 10 de Junho, de que a actual geração era a mais bem preparada de sempre. Julgo sim que é a que tem mais graus universitários, pois não a considero, tendo em conta as circunstâncias de cada época, a mais bem preparada. É que não se verificou uma democratização do ensino, mas a sua massificação e, com isto, a perda de exigência dos professores e alunos e do seu sentido crítico. A própria transformação da gestão democrática das Universidades em simples gestão de tipo empresarial tirou capacidade crítica a uns e a outros. Mais: a lamentável adaptação que se fez da Declaração de Bolonha (19.06.1999) que, ao contrário das suas nobres aspirações, passou a ser apenas um processo criador de três ciclos de ensino superior, originou cursos, mais ou menos de continuidade, em que cada grau não é marcado tanto pela qualidade, mas pelo facto de o ser. O que é preciso é prosseguir numa escada de três degraus, em que cada um deles pode não ser índice de boa preparação.

Luís Reis Torgal, Ler o artigo todo
No Público, 28-12-2014.

Boa tarde.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Profs contra Profs





Um quarto dos professores não fez a prova de avaliação. Estavam no seu direito. Mas os três quartos que a quiseram fazer também estavam no seu direito, e os colegas que invadiram escolas ( no caso a Rodrigues de Freitas, no Porto ), fizeram barulho, perturbaram no geral estiveram mal. Não gostei do que vi e ouvi ontem. Quando a Fenprof tem de acalmar os ânimos de outros grupos já se vê ao que isto chegou.
Quanto à prova propriamente dita, é de lamentar desde logo existirem erros nas perguntas, já admitidos aliás pelo júri da prova.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Da ciência...

Imagem do blogue De Rerum Natura

(...)
Na semana passada, Crato, não contente com os cortes drásticos que efectuou nas bolsas de ciência, obrigando numerosos jovens a emigrar, resolveu liquidar de vez a ciência em Portugal. De um universo de 322 unidades de investigação, condenou à morte a curto prazo 154, cerca de metade. Destas, 83 tiveram Bom, num processo de avaliação que, na parte em que não é obscuro, está empestado de erros e omissões, e têm a morte anunciada. Terão um financiamento ridículo e ficarão impossibilitadas de obter recursos humanos ou equipamentos. Bom, numa escala que contempla ainda Muito Bom, Excelente e Excepcional, é péssimo. E 71 tiveram Razoável ou Insuficiente, o que significa a execução imediata. Foi tudo a eito: Matemática, Física, Engenharia, Sociologia, Filosofia, etc. As outras unidades (168) aguardam o seu destino: estão num limbo e poderão também ser condenadas. O número de investigadores já sentenciados à morte é de 5187 num total de 15444. Entre eles estão alguns dos melhores cientistas portugueses, nomeadamente Nuno Peres, do Centro de Física do Porto e Minho, e Mário Figueiredo, do Instituto de Telecomunicações, que acabam de ser distinguidos internacionalmente como as mentes mais brilhantes.
(...)
Carlos Fiolhais O pior do Crato

terça-feira, 25 de março de 2014

Sempre atual


«A instrução é sempre a causa mais direta e imediata da prosperidade de um país, e, por essa mesma razão, gastar dinheiro com ela é, positivamente, semear dinheiro.»
João de Barros - In: A nacionalisação do ensino

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A arte do retrato


Obra do retratista britânico Jonathan Yeo, este primeiro retrato pintado da jovem activista paquistanesa Malala Yousafzaia, que escapou à tentativa de assassínio por parte dos taliban, já está na National Portrait Gallery de Londres. Chama-se Rapariga a ler, ou não tivesse sido essa a causa que ia custando a vida à jovem de 15 anos.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Um quadro por dia


Jan Steen, O professor severo, 1668, óleo sobre madeira, col.particular

Porque é o Dia Mundial do Professor ( ainda tive um ou dois como o do quadro, com ponteiro...., e os amigos? )

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Um quadro por dia - 226


Winslow Homer, The Country School, óleo sobre tela, St.Louis Museum of Art, EUA.

Ao contrário de outros países, designadamente os EUA, a Europa não tem muitos casos de crianças educadas pelos pais, ou educadas em casa, nem a questão se tem posto frequentemente. No entanto, em Espanha começou a ser pertinente com mais de um milhar de crianças nessas condições, o que levou o Tribunal Constitucional de Espanha a decidir recentemente que as famílias não têm o direito de educarem os seus filhos em casa, alegando que " só a escola contribui para a socialização ".
Que pensam os meus amigos disto? Os direitos dos pais devem ceder perante os interesses do Estado? Ou o interesse primordial é o da criança, e este é melhor servido por uma escolaridade colectiva?

domingo, 20 de março de 2011

O quotidiano na escola republicana



Mais informações
http://www.centenariorepublica.pt/conteudo/coloquionoscemanosdareforma

SINOPSE
A grande reforma republicana do ensino primário foi publicada em 29 de Março de 1911. A este importante documento que abrangia os ensinos infantil, primário e normal, outros diplomas se seguiram que incidiram sobre os outros níveis de ensino, modificando a estrutura educativa herdada da Monarquia. Uma nova concepção de escola, novas disciplinas, novos níveis de ensino e novas universidades fizeram parte de algumas das grandes inovações da escola republicana. Nesta semana, em que se celebram os cem anos da Reforma de 1911, propomo-nos com este colóquio dar a conhecer, pela voz dos especialistas, como se vivia e aprendia na nova escola criada pelos republicanos.

PROGRAMA
10H00 Sessão de abertura
10H30 O ENSINO PRIMÁRIO
Património e quotidiano escolar, Maria João Mogarro IE/Universidade de Lisboa
Modos de ensinar, Margarida Felgueiras FPCE/Universidade do Porto
12H00 Debate
12H30 Intervalo para almoço
14H00 ENSINO SECUNDÁRIO E SUPERIOR
Ensino técnico e profissional, Luís Marques Alves FL/Universidade do Porto
As Universidades, Luís Reis Torgal FL/Universidade de Coimbra
15H30 Debate
16H00 Pausa
16H15 A MULHER E O ENSINO, Maria Alice Samara, ESE Setúbal
17H00 Debate

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Números - 34


300


É o número de cursos universitários e politécnicos encerrados este ano, por decisão da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior fundada na falta de qualidade dos docentes ou no reduzido número de alunos inscritos.
Foi um dos grandes erros de governos sucessivos: permitir a massificação do ensino universitário e politécnico ( por vezes, até em sedes de concelhos! ) sem um rigoroso acompanhamento.
E como se explica agora às famílias que andaram a suportar as despesas e aos alunos que os frequentavam?

sábado, 2 de outubro de 2010

Citações - 122

(...) Eu sou de esquerda, toda a gente sabe. Mas a esquerda teve algumas culpas no nosso sistema educativo. Houve uma altura em que se passou a achar que a Educação devia ser uma coisa lúdica. Sou muito a favor da avaliação. Dos professores e dos alunos. A escolha criteriosa dos professores seria um bom começo.

Irene Flunser Pimentel, no Expresso de hoje.



E eu só acrescento que seria bom que alguns ex-governantes assumissem um dia as suas responsabilidades sobre o estado a que chegou o nosso sistema educativo: da indisciplina à avaliação. Mas não, caladinhos que nem uns ratos, a começar por uma sra.ex-secretária de Estado que vejo amiúde na Mexicana...

sábado, 18 de setembro de 2010

Novidades - 142


Um post de hoje do Arpose, blogue sempre recomendável, lembrou-me este ensaio publicado recentemente pela Bizâncio.
E se se fizesse uma sondagem entre nós, tenho a certeza que a pergunta seria esmagadoramente respondida na afirmativa, mas a praxis lusa, e não só por cá, infelizmente é outra...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Citações - 104 : Do Estatuto do Aluno


(...) Também há boas notícias e a aprovação do novo Estatuto do Aluno é, sem dúvida, uma delas. A partir de agora regressa a responsabilidade dos pais e encarregados de educação pelos respectivos pupilos e estes, por sua vez, deixam de ficar impunes face a eventuais maus comportamentos. Ou seja, vai haver faltas, chumbos e suspensões, contrariando quem persiste na ideia de que os estudantes só têm direitos a reclamar e nenhuns deveres a cumprir.
Vai ser premiado o mérito para que não haja dúvidas de que o esforço compensa e deve ser valorizado, em detrimento da cultura de facilitismo que há muito tinha assentado arraiais na escola.
Isabel Alçada está de parabéns. É assim que verdadeiramente se defende e promove a escola pública. Esperemos que não lhe falte a mão para continuar nesta senda e que não ceda a quaisquer tentativas de compensação. As futuras gerações agradecem.


- Áurea Sampaio
, na VISÃO desta semana, p.46.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

PENSAMENTO DO DIA

O maior mal não é o analfabetismo, é o iletrismo das classes dirigentes, dos próprios órgãos de opinião e das classes diplomadas.
- Ricardo Jorge ( 1858-1939)
Hoje o analfabetismo já não é o flagelo que era no tempo do Prof.Ricardo Jorge, embora ainda estejamos na cauda da Europa no tocante a adultos analfabetos. Relativamente às nossas elites, não sei se as coisas mudaram assim tanto pese embora o aumento exponencial de licenciados, mestres e doutores. Já para não falar de quem nos governa,à esquerda e à direita, onde por vezes encontramos quase um desprezo pelas "coisas da cultura".

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

ENTRE LINHAS E CORES - a partir de 3 de Janeiro na Casa da Achada (Lisboa)

OFICINAS PARA CRIANÇAS

NA CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO

ENTRE LINHAS E CORES

Oficina de expressão plástica para crianças

Tem início no Domingo 3 de Janeiro, à tarde, entre as 15h30 e as 17h30, na Casa da Achada (Rua da Achada, 11, em Lisboa), uma oficina de expressão plástica para crianças a partir dos seis anos, orientada por Carla Mota.

A oficina Entre Linhas e Cores é constituída por 5 sessões e partirá da observação de quadros de Mário Dionísio em exposição na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Trata-se de ver, olhar, observar, explorar com os olhos, o lápis, a caneta e o pincel. De ser espectador e artista ao mesmo tempo.

Destinada prioritariamente aos habitantes da zona, a oficina pode ser frequentada por outras crianças.

As sessões têm lugar todas as tardes de domingo de Janeiro (3, 10, 17, 24 e 31), às 15h30 e têm a duração de 2 horas.

Máximo de participantes: 10.

Inscrição gratuita.

São fornecidos os materiais aos participantes.

Esta Oficina surge na sequência de várias experiências pontuais anteriores realizadas na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, desde Dezembro de 2008.

É a primeira realização regular destinada a crianças, com a duração de um mês. Seguir-se-ão outras, com características semelhantes, nas várias áreas de expressão.

Recordamos que Mário Dionísio, escritor e pintor, foi professor a vida inteira e que, nos seus escritos, várias vezes insistiu na importância da arte na educação.




Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa
tels: 21 8877090
e-mail: casadaachada@centromariodionisio.org
página: http://www.centromariodionisio.org/
notícias: http://noticias.centromariodionisio.org/
mapa: http://www.centromariodionisio.org/localizacao.php

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Força e carisma


"Na sala de aula não havia democracia, havia hierarquia. Todas sabíamos que ela era a melhor professora de literatura portuguesa que podíamos ter encontrado e, quando se encontra o melhor, abdicamos, aliviadamente, de ser subversivos adolescentes."


Excerto do artigo "Força e carisma" de Clara Macedo Cabral (na imagem), publicado no Jornal de Letras na edição de 16 de Dezembro - um artigo interessantíssimo, inserido no tema principal desta edição, dedicado à Educação