João de Barros, que nasceu há 141 anos e foi ministro da Instrução na I República, adaptou para prosa e para jovens várias obras clássicas, de que as destes três marcadores são exemplo. Li todas três em edições da Sá da Costa.
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sábado, 4 de fevereiro de 2023
sexta-feira, 19 de março de 2021
«Um pai», por João de Barros
Excelente texto do pedagogo João de Barros, apoiante do movimento da Escola Nova.
Publ. A Lucta, Lisboa, 15 ago. 1906
Rep. in A visagem do cronista, vol. 1, p. 403-405
Professores e educadores, ponham os olhos neste texto. Se ensinassem os miúdos a entender o que leem e o que lhes estão a explicar, talvez estivéssemos melhor e também a escola fosse mais atrativa. O problema é que, hoje, muita gente não entende o que lê ou que ouve (vide perguntas repetidas em conferências de imprensa) e tem poucos conhecimentos.
Eu tive um ensino de 'encornanço'. Era demais! A escola era muito autoritária e nada interessante, salvo o convívio com colegas.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Marcadores de livros - 362
«Um amigo sensato é um bem precioso.»
Homero
A primeira vez que tive contacto com as obras de Homero foi através das adaptações em prosa de João de Barros, nas edições da Sá da Costa.
Il. de Martins Barata
Il. Luís Filipe de Abreu
Há uns anos, a Sá da Costa fez umas reedições com novas ilustrações de André Letria. E parece que continuam a ser lidas, a atender nas reedições.
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Sá da Costa Editora
terça-feira, 25 de março de 2014
Sempre atual
«A instrução é sempre a causa mais direta e imediata da prosperidade de um país, e, por essa mesma razão, gastar dinheiro com ela é, positivamente, semear dinheiro.»
João de Barros - In: A nacionalisação do ensino
domingo, 16 de maio de 2010
Clássicos 3 1/2
Lisboa: Portugália, s.d. (Biblioteca dos rapazes)
«Numa divertidíssima conversa publicada há umas semanas no El País, os escritores Mario Vargas Llosa e Arturo Pérez-Reverte entretêm-se a discorrer sobre as suas relações com a literatura infanto-juvenil. O pretexto é a estreia literária de ambos no género, e o que um e o outro, separados no tempo por uns doze anos bem medidos, têm a dizer evoca recordações em quem tenha nascido em meados do século passado. Pérez-Reverte, por exemplo, revela-se um defensor das adaptações de clássicos para o público juvenil: "É graças a elas que muitos de nós chegámos aos grandes autores. Uma boa adaptação leva-te ao clássico integral."
«Aconteceu comigo, sobretudo em relação a A Ilha do Tesouro, de Stevenson, que havia de tornar-se um dos livros da minha vida (mas também com Peregrinação e a Odisseia, adaptados por João de Barros). Ao texto integral de Stevenson só cheguei por volta dos 20 anos; antes, tinha conhecido o livro em versão abreviada, numa colecção infanto-juvenil, a Colecção Histórias da Editorial Ibis, que alternava pedaços seleccionados com ilustrações. Nesta série, lembro-me ainda do Rob Roy e do Ivanhoe, mas Walter Scott nunca foi autor da minha preferência (estas foram, curiosamente, as primeiras leituras de Vargas Llosa). [...]
«Os dois autores coincidem na exaltação de Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. "O livro, diz Pérez-Reverte, levava-te à História, às paixões, à amizade, havia de tudo, sem excluir a traição e a deslealdade..." Reverte leu-o aos 7 anos; eu, aos 10. Sei-o bem, porque conservo o exemplar da edição da Portugália, datado numa caligrafia ainda pouco segura: 24/12/59. Um presente de Natal, evidentemente. E o trigésimo livro a entrar na minha pequena biblioteca pessoal, porque é esse o número com que o classifiquei, no único esforço palpável que fiz para ordenar os livros que ia coleccionando. Tenho, em relação a Os Três Mosqueteiros, a mesma reserva que Vargas Llosa: impressionou-me tanto que nunca o quis reler. [...]»
«Os dois autores coincidem na exaltação de Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. "O livro, diz Pérez-Reverte, levava-te à História, às paixões, à amizade, havia de tudo, sem excluir a traição e a deslealdade..." Reverte leu-o aos 7 anos; eu, aos 10. Sei-o bem, porque conservo o exemplar da edição da Portugália, datado numa caligrafia ainda pouco segura: 24/12/59. Um presente de Natal, evidentemente. E o trigésimo livro a entrar na minha pequena biblioteca pessoal, porque é esse o número com que o classifiquei, no único esforço palpável que fiz para ordenar os livros que ia coleccionando. Tenho, em relação a Os Três Mosqueteiros, a mesma reserva que Vargas Llosa: impressionou-me tanto que nunca o quis reler. [...]»
António Mega Ferreira
In: Notícias Sábado, 15 Maio 2010, p. 61
Pode ler a conversa de Vargas Llosa e Pérez-Reverte, «Como dos niños com libro nuevo», em: http://www.elpais.com/articulo/cultura/ninos/libro/nuevo/elpepicul/20100430elpepicul_1/Tes
E, se puder, leia também a crónica de Mega Ferreira. Ficará a saber porque se intitula «Clássicos 3 1/2»!
domingo, 6 de setembro de 2009
«o Junqueiro bric-à-braquista»
Para além do Junqueiro poeta, «houve um Junqueiro político; o Junqueiro bric-à-braquista; o Junqueiro filósofo; o Junqueiro sábio; o Junqueiro ferozmente anticlerical; o Junqueiro sim ou não convertido; o Junqueiro tolstoiano; o Junqueiro lavrador de Barca de Alva; o Junqueiro causticamente irónico de Lisboa e do Porto.» (João de Barros)
Edifício construído no século XVIII, atribuído a Nicolau Nasoni, para habitação de Domingos Barbosa, cónego da Sé do Porto. Foi adquirido pela filha do poeta, em 1934 e doado à CMP para albergar os objectos que Junqueiro coleccionou ao longo da vida, recriando o ambiente da sua casa.
A Casa-Museu apresenta notáveis colecções de artes decorativas.
Escultura de Leopoldo de Almeida.
Uma buganvília.
Casa-Museu Guerra Junqueiro
Rua D. Hugo, 32
Porto
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