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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Marcadores de livros - 3485

Verso e reverso.

Talvez me arrisque a ler este novo livro do Capitão Alatriste quando for traduzido.

Para Justa.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Leituras no Metro - 2962

Porto: Asa, 2008

Estou a reler este Pérez-Reverte sobre o 2 de Maio de 1808.
Uma das epígrafes do livro: «Tenho por inimigo uma nação com doze milhões de almas, indescritivelmente enfurecidas. Tudo o que aqui se fez a 2 de Maio foi odioso. Não, Sire. Estais enganado. A Vossa glória afundar-se-á em Espanha.» (José Bonaparte ao seu irmão Napoleão)
Afundou-se na Peninsula Ibérica e na Rússia.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Marcadores de livros - 3060

Dado o dia de São João se comemorar no mês de junho, foi sugerido que encontrássemos marcadores com velas, fogueiras ou incêndios. Eis a minha contribuição, minimalista:


«Herege não é aquele que arde na fogueira e sim aquele que a acende.»
Shakespeare

«A alma é um fogo que precisa de ser alimentado e que se extingue se o não for.»
Voltaire

sábado, 25 de novembro de 2023

domingo, 10 de setembro de 2023

O que estamos a ler? - 27

A leitura de Miss Tolstoi em 3 set.: 

Lisboa: Livros do Brasil, 2023.

«Comecei hoje a ler Confiança de Hernán Díaz. Promete.
«Segue-se O Italiano de Arturo Pérez-Reverte, que já está aqui ao meu lado, muito quietinho. Os dois comprados ontem [2 de setembro].»

Porto: Asa, 2023.

Vi boas referências ao livro de Hernán Díaz pelo que já o pus na minha lista. E Pérez-Reverte também lá está, embora Linha da frente, o último que li, foi dos que menos gostei dele. Estou à espera que o Jad, que me iniciou na leitura deste espanhol com O clube Dumas, me empreste O Italiano.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

O que estamos a ler? - 8

Também estou a ler um policial:

Lisboa: Planeta, 2009

O corpo de um cadete é encontrado enforcado na Academia Militar de Veneza. O jovem é filho de um médico e antigo deputado pretensamente íntegro. Os pais do rapaz não acreditam que o filho se tenha suicidado. A atitude dos militares é no mínimo estranha. Cabe agora a Guido Brunetti desvendar se o rapaz se suicidou ou por quem foi suicidado.


[Brunetti] «Comprou Il Tempo e Il Gazzetino na edicola em campo Santa Marina e entrou no Didovich para tomar um café e comer um brioche.» (p. 89)

Porto: Asa, 2022

«São 00h15 e não há luar. 
«Agachadas na escuridão, imóveis e em silêncio, as dezoito mulheres da secção de transmissões observam o denso desfile de sombras que se dirige para a margem do rio. Não se ouve nem uma voz, nem um sussurro. Só o som dos passos, às centenas, na terra molhada pelo relento noturno; e, às vezes, o leve entrechocar metálico de espingardas, baionetas, capacetes de aço e cantis. A sucessão de sombras parece interminável.» É deste modo que se inicia este romance de Pérez-Reverte sobre a Guerra Civil Espanhola.
Veremos...

Parece-me que este livros vão reaparecer aqui.

Continuem a dizer-nos o que estão a ler.

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Marcadores de livros - 2404

Parabéns a Pérez-Reverte que faz hoje 71 anos.



Marcador da ed. portuguesa de Linha da frente, que está no monte para uma próxima leitura.


Com agradecimentos a Justa, Paula G. e Pini.

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Arturo Pérez-Reverte: «A minha biblioteca é a minha Wikipédia»


Para o Jad, que me deu a ler O Clube Dumas, o que foi o início de uma das minhas preferências literárias. Depois, li os livros anteriores e posteriores deste escritor, embora tenha três em atraso. E de As aventuras do capitão Alatriste só li o primeiro (em castelhano e achei-o muito difícil de ler), mas vi a série. Um dia talvez leia a tradução para ver como o tradutor conseguiu transferir aquele castelhano para português.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Leituras no Metro - 979

Estou a ler este livro:

Porto: Asa, 2017


Houve uma época em que eu comprava El País aos fins de semana. Agora compro raramente, mas num dia em que o comprei, a revista El País Semanal (8 out. 2017) trazia o artigo «El mundo de Falcó», no qual o autor explica como preparou a escrita deste romance, rodeando-se dos objetos pessoais das suas personagens para se conseguir meter na pele delas. Talvez Pérez-Reverte venha um dia a fazer um museu, como o que Pamuk idealizou para O mundo da inocência. Se tal acontecer, terá aqui uma visitante. :)

Passaporte, cigarreira em tartaruga, cigarros Players, isqueiro de prata Parker Beacon, tubo de Cafiaspirinas, caneta Sheaffer Balance e pistola Browning. Foto Sofía Moro.

Entretanto, encontrei o artigo na net. Podem lê-lo em:
https://elpais.com/elpais/2017/10/09/eps/1507500324_150750.html

sábado, 25 de novembro de 2017

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Falcó


O anúncio na rua...

Falcó é um ex-contrabandista de armas que se converte em espião sem escrúpulos. É o novo herói criado por Arturo Pérez-Reverte. Embora o livro tenha saído em novembro de 2016 a minha edição, que me foi hoje oferecida, é a quarta (com data de janeiro de 2017).  
Estamos no Outono de 1936, num comboio a caminho de Barcelona...

... o livro que me aguardava no quarto.

sábado, 20 de maio de 2017

De uma entrevista de Pérez-Reverte - 4

Reuters

«[...] convém ter presente uma coisa: não há nada para inventar ou descobrir. O novo é apenas aquilo que já foi esquecido. Nós, os homens modernos, somos tão estúpidos que acreditamos que fazemos coisas novas, mas não. Tudo já foi dito. Quando um escritor lê o teatro de Sófocles, de Eurípedes, de Aristófanes, está tudo ali. O adultério, o enigma, a viagem. Tudo. O que acontece é que, nos distintos momentos da humanidade, os artistas tomam para si os temas eternos e vão-lhes dando uma forma adequada aos eu momento histórico. E assim renovam esses grandes temas. os génios, de uma forma genial. Os medíocres, de forma medíocre. mas os temas essenciais estão sempre aí.»

Arturo Pérez-Reverte, em entrevista ao Expresso, 1 out. 2016
(Estava no monte à espera de ser lida.)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Leituras no Metro - 271

Mem Martins: Europa-América, 2003

O Prisioneiro de Zenda (1894), de Anthony Hope, é um romance de aventuras em que o Rei de Ruritânia é drogado na véspera de sua coroação, não podendo por isso participar na cerimónia. Mas se esta não se realizar, ele perderá a coroa. Assim, os seus simpatizantes persuadem um turista inglês, parecido com o monarca, a substituí-lo na cerimónia...
Este romance de aventuras foi várias vezes adaptado ao cinema.





«Hay novelas que contienen un doble misterio. Uno de esos misterios es el de la historia que su autor cuenta en ellas: un peculiar atractivo que, gracias al talento y al oficio de quien las escribe, puede mantener a un lector - incluso a millones de lectores - atrapado entre sus páginas, viviendo las peripecias que allí se narran, olvidado por completo del mundo real. Aunque hay un segundo misterio más sutil cuyo secreto nadie ha podido desentrañar aún, pero que es causa del torrente de luz que deslumbra la historia misma, la in­dependiza de su tiempo, de sus lectores e incluso del propio escritor, y pasa a convertirla en algo especial. A integrarla en el muy selecto club de los libros que nunca envejecen.» escreve Arturo Pérez-Reverte no prefácio a uma nova edição espanhola deste livro, prólogo que pode ser lido aqui:
http://www.zendalibros.com/prologo-prisionero-zenda/

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Leituras no Metro - 268

«Madrid, Aranda de Duero, Burgos… Nos dias seguintes, já mais familiarizado com os mapas e guias de caminhos do século XVIII, estabeleci com mais precisão o itinerário dos dois académicos, calculando as estalagens e as postas, as distâncias em léguas entre uma e outra. Depois levei tudo para o mapa de Tomás López, e por último para um guia moderno de estradas. A maior parte das rotas atuais coincidia com as antigas estradas e autoestradas de sentido duplo tinham vindo a substituir os velhos caminhos de roda e ferradura, mas quase sempre o traçado era o mesmo. Verifiquei, além disso, que algumas estradas secundárias se mantinham fiéis aos antigos caminhos, delimitadas pelos mesmos topónimos que figuravam nos guias setecentistas […].»


«Ainda havia sol quando, ao entardecer, me sentei à mesa de uma esplanada na Plaza Mayor de Aranda de Duero. Pedi um café, abri alguns livros e um mapa do que levava na minha bolsa de viagem, e verifiquei que até ali tudo coincidia com os guias dos caminhos de setecentos […].
«A praça principal de Aranda tinha mudado muito durante os mais de dois séculos decorridos desde a viagem dos académicos; mas conservava o seu traçado original, alguns edifícios da época e boa parte das velhas arcadas sob as quais naquela noite de regresso da câmara, caminhavam don Pedro Zárate e o jovem Quiroga quando se cruzaram, sem o conhecer, com Pascual Raposo. Agora eu precisava de definir o ambiente adequado para recriar uma cena interior, de jantar amistoso e conversa agradável entre o almirante, don Hermógenes, e viúva e o seu filho. Qualquer dos bares ou restaurantes próximos podia encontrar-se no mesmo lugar ocupado pela hospedaria estrecha e a estalagem trabajosa, palavras que no século XVIII eram sinónimos de mal organizado, pobre ou miserável.»

«Cidades, hotéis, paisagens, adquirem um caráter singular quando alguém se aproxima deles com leituras prévias na cabeça. Muda muito as coisas, nesse sentido, percorrer a Mancha com o Dom Quixote nas mãos, visitar Palermo tendo lido O Leopardo, passear por Buenos Aires com Borges ou Bioy Casares na lembrança, ou caminhar por Hisarlik sabendo que houve ali uma cidade chamada Troia, e que os sapatos do viajante levam o mesmo pó pelo qual Aquiles arrastou o cadáver de Heitor atado ao seu carro.»

Arturo Pérez-Reverte - Bons amigos. Trad. Cristina Rodriguez, Artur Guerra. Alfragide: Asa, 2016, p. 93, 114, 129


Bailava-se nas tabernas espanholas no século XVIII.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Leituras no Metro - 267

«Recriar a viagem de Madrid a Paris colocava-me algumas dificuldades técnicas. […]
«Embora os roteiros de caminhos impressos existissem há dois séculos, na época desta história, com a moda das viagens e a curiosidade própria do século, este tipo de guias tinha-se popularizado, editando-se em formato de pequenos manuais de viagem que descreviam os percursos entre as capitais europeias ou os trajetos para as províncias, com a distância em léguas […].

Esta ed. é de 1760.

Jaillot, 1763

«Eu dispunha na minha biblioteca de alguns desses guias, e outros obtive-os para construir esta história. Sobre itinerários espanhóis acabou por ser mais adequado o de Escribano, editado em 1775, enquanto os caminhos e postas franceses estabeleci-os através do guia impresso em Paris por Jaillot, em 1763. Precisava também de mapas que mostrassem caminhos, povos e cidades do seu tempo; e num leilão de livros antigos consegui arranjar, num bom golpe de sorte, um volume raro e grosso em grande formato que continha a obra completa de Tomás López, o espanhol que cartografou toda a Espanha de finais do século XVIII. No que se refere à França, a solução foi-me dada por uma velha amiga, a alfarrabista Michèle Polak que, na sua loja de Paris, especializada em navegação e viagens, me conseguiu um exemplar em muito bom estado da Nouvelle carte des postes de France.
«- Tenho uma coisa que te vai interessar – disse-me ela por telefone.
«Quatro dias depois, eu estava em Paris. Qualquer pretexto era bom para mergulhar na sua multivariada gruta das maravilhas da Rue de l’Échaudé, onde os livros se empilham em estantes e em montes no chão, em volta de um aquecedor elétrico que temo sempre vir a pegar fogo a tudo?» 
Arturo Pérez-Reverte - Bons amigos. Alfragide: Asa, 2016, p. 75-76.

http://www.justacote.com/paris-75006/librairie/librairie-polak---marine-voyages-1291111.htm

Gosto do modo como Pérez-Reverte construiu este romance, entremeando a trama com o modo de pesquisas que fez para a construir de um modo credível. 

sábado, 7 de janeiro de 2017

Leituras no Metro - 266

A Casa del Tesoro devia situar-se na elipse, nesta planta de Teixeira, 1656.


«Num romance, tento sempre cuidar dos cenários […]. 
«[…] foi fácil situar o edifício da Casa del Tesoro, onde ficava a Real Academia Espanhola aquando da aquisição da Encyclopédie: um anexo do Palácio Real , cujos interiores, naquele tempo, ainda estavam a acabar de ser decorados. A Casa del Tesoro já não existe hoje, pois foi demolida em 1810 para a construção da Praça do Oriente; mas encontrei na internet na alçados do edifício, construção de um arquiteto francês anónimo, que estão depositados na Biblioteca Nacional. Com eles e com cópias de outros planos [plantas] andei pela zona para situar a topografia atual na do passado, dando longos passeios enquanto tentava recriar o edifício onde os numerários da Espanhola se haviam reunido durante quarenta anos, até que em 1793 um decreto real lhes destinou outra sede na Calle de Valverde. Foi assim que imaginei os veneráveis sábios de então, entrando e saindo do velho casarão, e que reconstruí o itinerário aproximado que Manuel Higueruela e Justo Sánchez Terrón, os dois académicos que de diferentes posições ideológicas se tinham oposto à aquisição da Encyclopédie, seguiram no seu passeio noturno pela Calle Mayor até à Puerta del Sol […].» 
Arturo Pérez-Reverte – Homens bons. Trad. Cristina Rodriguez, Artur Guerra. Alfragide: Asa, 2016, p. 49-51.

A RAE na Calle Valverde