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sexta-feira, 20 de março de 2026

Boa noite!

Não percam este documentário sobre Orwell e o seu livro 1984. Como ele foi visionário e o filme chega a 2024, só falta a «excursão» que os EUA estão a fazer no Irão, segundo palavras de Trump.

sábado, 26 de abril de 2025

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Boa noite!

Este filme do enterro de Durruti (1896-1936) foi feito por Juan Mariné que distribuiu máquinas de filmar por vários operadores de câmara e filmaram. É pelo menos o que ele conta no documentário Juan Mariné, um século de cinema.

domingo, 17 de julho de 2022

Marcadores de livros - 2272


Lisboa: Matéria-Prima, 2016

É a história do tenente António Augusto de Seixas. Natural de Montalegre. Republicano, combateu contra a Monarquia do Norte. Em 1936, quando a Guerra civil de Espanha começou, chefiava a Guarda Fiscal em Barrancos. Contra as ordens do exército e da PVDE (como então se designava a PIDE), montou outro campo para receber mais refugiados, a alguns quilómetros da raia para que estes não pudessem ser alvejados pelos falangistas que disparavam do outro lado da fronteira. Estes refugiados foram mais tarde reencaminhados para Lisboa de onde embarcaram para Tarragona, então zona republicana.
Foi julgado, esteve preso, foi expulso da Guarda Fiscal e mais tarde readmitido.


Não me lembro de ter visto este documentário na RTP. 
Sobre este período imprescindível ler o livro de Mário Neves com a reportagem que ele fez daqueles dias em Badajoz para o Diário de Lisboa,  só integralmente publicada após o 25 de Abril.


sábado, 25 de abril de 2020

Leituras na quarentena - 24

Porto: Porto Ed., 2019

Espanha, final da década de 1930. A vitória iminente das tropas franquistas na Guerra Civil obriga milhares de pessoas a abandonar o país, numa perigosa viagem através dos Pirenéus, naquilo que ficou conhecido como A Retirada. Entre eles, encontram-se Roser Bruguera, uma jovem viúva, e Víctor Dalmau, estudante de Medicina e irmão do falecido marido de Roser. Em França, conseguem embarcar no Winnipeg, um navio de carga fretado pelo poeta Pablo Neruda e transformado para transportar mais de dois mil espanhóis de Bordéus até Valparaíso no Chile - essa «longa pétala de mar, de vinho e de neve» (Neruda). Víctor e Roser integram-se na vida social do Chile, ele como médico e ela como pianista, até ao golpe de Estado que derruba Salvador Allende, com quem Dalmau por vezes joga xadrez. O casal é de novo forçado ao exílio, desta vez na Venezuela. Mas, «se vivermos o suficiente, todos os círculos se fecharão», o que acontecerá.
Já há muito tempo que não lia um livro de Isabel Allende e li este em dois dias.

Winnipeg

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Boa noite!


El exilio republicano de 1939, ochenta años después



A queda de Barcelona em 26 de janeiro de 1939 precipitou a Retirada. Desde esse dia e todo o mês de  fevereiro, de um inverno gélido, aproximadamente meio milhão de espanhóis republicanos vencidos, de todas as classes sociais e idades, atravessaram a fronteira francesa com as suas malas. Para la maioria desses intelectuais, a primeira experiência desse exílio foram os campos de concentração: Argelès, Saint Cyprien e outros. Muitos deles preferiram, por razões de cultura e língua, exilar-se na América; outros ficaram em França, numa Europa às portas da II Guerra Mundial.
Instalados, foram criadas instituições como a Junta de Cultura Espanhola, fundada em Paris em março de 1939, onde os intelectuais republicanos exilados puderam começar a publicar os primeiros livros e revistas, expôr quadros, etc. 
Esta exposição, comissariada por Manuel Aznar Soler e José-Ramón López e que está patente até 2 de fevereiro de 2020 na Biblioteca Nacional de Espanha, pretende reconstituir a atividade cultural, durante esse ano de 1939, dos exilados republicanos espanhóis que se exprimem em quatro línguas: castelhano, catalão, galego e basco.
Consulte aqui o folheto da exposição.


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Leituras no Metro - 1038

Sevilla: Renacimiento, 2017

De Barcelona a la Bretaña francesa foi publicado pela primeira vez em 2014. Nesta obra, a escritora, então militante no campo republicano, relata os seus últimos momentos em Barcelona, a fuga para França e as vivências nos campos de refugiados neste país até chegar a Le Pouliguen, na Bretanha. Aqui termina a 'viagem' de Luisa Carnés e daqui sairia num barco, com outros exilados espanhóis, para o México onde viveu até 1964, ano da sua morte. 
É o terceiro livro desta autora que leio e acho que me vou abalançar noutros.


sábado, 27 de julho de 2019

Marcadores de livros - 1395


A fotojornalista Gerda Taro foi a primeira mulher a morrer a cobrir uma guerra. Faleceu em 27 de julho de 1937, em Brunete, enquanto registava a Guerra Civil Espanhola. Era mulher de Robert Capa.

Obrigada, Justa!


domingo, 7 de julho de 2019

Leituras no Metro - 1024

Lisboa: Matéria-Prima, 2016

Gostei de ler este livro sobre a fuga de espanhóis pela raia e como muitos deles foram ajudados por guardas-fiscais e populares: os primeiros porque os deixavam entrar e os segundos porque os esconderam. Foca também algo do que se passava nas fronteiras do lado espanhol e como muitos refugiados foram entregues aos franquistas para serem mortos. 
Sei bem que houve excessos de ambos os lados da guerra, estando o lado republicano muito dividido. Mas não nos esqueçamos que o governo republicano tinha saído de eleições livres, realizadas em 1931, e que esta guerra começou com um golpe de Estado fracassado, organizado em Melila e Ceuta (no chamado Marrocos espanhol), contra a Segunda República espanhola.

Marcadores de livros - 1383


sábado, 5 de agosto de 2017

Leituras no Metro - 283

Trad. Helena Pitta. Porto: Asa, 2002

Há uns dias li uma entrevista de António Mega Ferreira em que falava da última obra de Javier Cercas, El monarca de las sombras, ainda não traduzida em Portugal. Este livro conta a história do seu tio-avô materno, Manuel Mena, falangista, que morreu em combate com 19 anos. Resolvi então reler, quinze anos depois, este Soldados de Salamina e... gostei imenso. Este livro é igualmente passado na Guerra Civil Espanhola, o grande tema da obra de Javier Cercas.

«É curioso (ou pelo menos parece-me curioso agora): desde que o relato de Ferlosio despertou a minha curiosidade nunca me ocorreu que alguns dos protagonistas da história pudesse ainda estar vivo, como se de facto não tivesse acontecido apenas há sessenta anos, mas fosse tão remoto como a batalha de Salamina.» (p. 37). Este Ferlosio é o escritor Rafael Sánchez Ferlosio, filho de Rafael Sánchez-Mazas. O modo como este se livrou de ser fuzilado em Collell inspirou Javier Cercas a escrever Soldados de Salamina. 

Porto: Livros do Brasil, 2017


David Trueba adaptou o livro ao cinema.

Alguém muito meu próximo, que viveu a Guerra Civil Espanhola deste lado da fronteira, teria gostado de ler Javier Cercas.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Capa en Color em Madrid


Esta exposição, que se encontra no Circulo de Bellas Artes, em Madrid, e pode ser visitada até 15 de janeiro de 2017, pretende homenagear Robert Capa, o grande fotojornalista húngaro que cobriu eventos históricos, como a Guerra Civil Espanhola e a II Guerra Mundial. 
Algumas das 150 fotografias agora exibidas nunca tinham sido impressas. A mostra apresenta ainda documentos pessoais do fotógrafo.




domingo, 17 de julho de 2016

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Tempo de Memória: Les Deux Memoires de Jorge Semprún

A Filmoteca espanhola restaurou, no ano passado, a película de Jorge Semprun, Les Deux Mémoires (1974), produzida em 1972. Este documentário assenta numa série de entrevistas que relatam a memória dos dois lados da Guerra Civil Espanhola. Escritores, historiadores, atores falam e alguns deles mostram como as divisões da esquerda contribuíram para vitória de Franco.
Depoimentos de Santiago Carrillo, Federica Montseny, Gabriel Jackson, Ian Gibson, María Casares, Yves Montand, Costa Gavras, Dionisio Ridruejo, José Peirats, José María Gil-Robles e Juan Goytisolo (último Prémio Cervantes), entre outros.
O filme passa hoje às 21h30 na Cinemateca, inserido no CineFiesta.

sábado, 16 de janeiro de 2010

À volta de "Baroja".

Do gato desenhado por Almada Negreiros partiu-se à procura de Pio Baroja.
O escritor nasceu em San Sebastian, em 1872 e morreu em 1956. Baroja integrou-se no movimento de escritores espanhóis da "Geração de 98". A sua obra foi influenciada, entre outros, pelos filósofos Nietzsche e Schopenhaeur e pela atmosfera das guerras: Grande Guerra, Guerra Civil espanhola e II Guerra Mundial.
Durante a guerra civil conheceu Ernest Hemingway, correspondente de guerra, tornou-se seu amigo e irá, segundo alguns autores, influenciar o escritor americano.
No final da vida, já doente, Pio Baroja recebeu Ernest Hemingway como se pode ver na fotografia.

Ernest Hemingway e Pio Baroja, Outubro de 1956 (pouco antes de morrer)

Colecção Fotográfica de Ernest Hemingway , John F. Kennedy Presidential Library and Museum, Boston.

Um excerto retirado do livro "Mari Belcha y otros cuentos" revela o pessimismo que caracterizava Barojo.

Pio Baroja, Mari Belcha y otros cuentos, Madrid: Ediciones de la Torre, 1988, p.63
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Pio Baroja pertencia a uma família de pessoas notáveis. Ricardo Baroja, seu irmão era pintor, gravador e ilustrador.

Ricardo Baroja (1871-1953), irmão do escritor, O Piropo


Outro Baroja que se notabilizou foi o sobrinho, Júlio Caro Baroja, antropólogo, historiador e linguística que num dos seus trabalhos analisou o recurso antropológico das lendas históricas na literatura de cordel.
Luís Taruja Ferreira, num artigo sobre a figura de D. Inês de Castro na literatura de cordel, século XVIII, transpôs as ideias de Júlio Baroja para uma das lendas portuguesas mais belas - o amor de Pedro por Inês. As duas personagens ter-se-ão popularizado, citando o linguísta, por serem:
"Seres que se movem num tempo e num espaço pouco definidos e que são interessantes por razões meramente individuais, psicológicas mais que sociais e culturais".
Julio Caro Baroja, Ensayo sobre la Literatura de Cordel, Madrid: Ediciones Istmo, 1990, p.143
Luís Tarujo Ferreira, “Para uma Revisitação da Figura de Inês de Castro, o contributo dos folhetos de cordel do século XVIII”, Revista da Faculdade de Letras – Línguas e Literaturas, II, Série, vol. XXIII, Porto, 2006 [2008],pp 127-161.
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/5641.pdf