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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Leituras no Metro - 2972

«Llévame caballo pequeño
a la gran ciudad del sueño [...].»

Madrid: BNE, 2023

Li este livro há um tempo. É a edição de um dos «tesouros» que a Biblioteca Nacional de Espanha tem: um manuscrito de Miguel Hernández com quatro contos infantis, escrito em treze folhas de papel higiénico cosidas que o poeta fez para o seu filho Manuel, provavelmente na sua última prisão, em Alicante. Estes contos são os últimos textos que o poeta escreveu. A BNE editou este caderninho, numa ed. fac-similada com transcrição ao lado e com um estudo de José Carlos Rovira, por ocasião da exposição que realizou entre outubro de 2023 e janeiro de 2024.


quarta-feira, 16 de outubro de 2024

María Lejárraga: una voz en la sombra


Mais uma exposição na Biblioteca Nacional de Espanha, esta sobre uma mulher que me é completamente desconhecida. Nem sei se algum dia tinha ouvido o seu nome. A ver até 5 de janeiro de 2024.
«María Martínez Sierra (San Millán de la Cogolla, 1874 - Buenos Aires, 1974), nome pelo qual María de la O Lejárraga García queria ser conhecida, é essencial para compreender os meandros da história cultural e política da Espanha do século XX. Professora, dramaturga, romancista, política, cronista, autora de libretos de óperas e comédias musicais... 
«Através desta exposição, descobriremos todas estas facetas de María Lejárraga: a sua rica e variada produção literária, bem como o seu empenhamento político e a sua luta incansável pela igualdade entre homens e mulheres. Em 1918, foi uma das fundadoras da União Espanhola de Mulheres, uma organização pioneira que lutou pela igualdade de direitos e oportunidades para as mulheres no nosso país.
«Desde muito jovem, demonstrou uma paixão inata pela literatura e um talento excecional para a escrita. A sua mente inquieta e o seu espírito livre levaram-na a mergulhar no mundo das letras, onde rapidamente provou o seu valor como autora. No entanto, a vida de Lejárraga foi marcada pela sua situação pessoal e pelas limitações impostas às mulheres do seu tempo. Apesar do seu indiscutível talento, escondeu o seu nome por detrás do do seu marido, Gregorio Martínez Sierra, na assinatura de quase todas as suas obras.
«Ao longo desta exposição poderemos desfrutar de uma cuidada seleção de manuscritos, fotografias, objetos pessoais e testemunhos que nos permitirão mergulhar na vida íntima e profissional desta mulher íntima e profissional.» (Daqui.)
Não há nada desta autora traduzido em Portugal. A entrada da Wikipédia sobre Maria Martínez Sierra dá-nos outras facetas desta mulher. 


Vanessa Montfort (que tem alguns livros trad. em Portugal) escreveu um romance sobre a vida de María Lejárraga/María Martínez Sierra. Já agora, podiam traduzir este.

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Carmen de Burgos, Colombine. La modernización de España


Celebrou-se ontem em Espanha o Dia das Escritoras. Acho que o dia fica bem representado com referências a duas exposição que estão na BNE até 5 de janeiro de 2025 e que eu gostava muito de ver. Mas é um pouco longe. Esta e outra que aparecerá amanhã.


Carmen de Burgos, que assinava com o pseud. de Colombine, foi uma defensora dos direitos da mulher, da lei do divórcio e do sufrágio universal. 
«Escreveu sete novelas de ambiente português, dedicou muitas das suas crónicas a Portugal, a políticos republicanos e escritores portugueses, foi colaboradora do jornal O Mundo, professora na Faculdade de Letras de Lisboa, conferencista na Academia das Ciências e agraciada com a Ordem de Santiago de Espada. 
«Criou a Cruzada das Mulheres Espanholas, que, com a Cruzada das Mulheres Portuguesas, integraria a partir de 1922 a Liga Internacional de Mulheres Ibéricas e Hispano-Americanas. A sua obra foi proibida durante a ditadura espanhola». (Daqui)
Carmen de Burgos e Ramón de la Serna tiveram uma estreita relação com Portugal entre 1915 e 1926. Quem quiser pode ler Por tierras de Portugal con Carmen e Ramón, de Anna M. Klobucka.


Tenho no monte uma volumosa (e espero que boa) biografia de Carmen de Burgos para ler, a que acrescentei recentemente o seguinte livro:
S.l.: Vasco Santos, 2024.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

El exilio republicano de 1939, ochenta años después



A queda de Barcelona em 26 de janeiro de 1939 precipitou a Retirada. Desde esse dia e todo o mês de  fevereiro, de um inverno gélido, aproximadamente meio milhão de espanhóis republicanos vencidos, de todas as classes sociais e idades, atravessaram a fronteira francesa com as suas malas. Para la maioria desses intelectuais, a primeira experiência desse exílio foram os campos de concentração: Argelès, Saint Cyprien e outros. Muitos deles preferiram, por razões de cultura e língua, exilar-se na América; outros ficaram em França, numa Europa às portas da II Guerra Mundial.
Instalados, foram criadas instituições como a Junta de Cultura Espanhola, fundada em Paris em março de 1939, onde os intelectuais republicanos exilados puderam começar a publicar os primeiros livros e revistas, expôr quadros, etc. 
Esta exposição, comissariada por Manuel Aznar Soler e José-Ramón López e que está patente até 2 de fevereiro de 2020 na Biblioteca Nacional de Espanha, pretende reconstituir a atividade cultural, durante esse ano de 1939, dos exilados republicanos espanhóis que se exprimem em quatro línguas: castelhano, catalão, galego e basco.
Consulte aqui o folheto da exposição.


sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Un museo en miniatura: el Libro de horas de Carlos V


O restauro do Libro de horas de Carlos V, um dos manuscritos iluminados mais importantes da BNE, motivou a desencadernação do mesmo, permitindo que as suas 37 folhas sejam expostas separadamente, numa oportunidade única, já que depois da exposição vai ser reencadernado. 
Na Biblioteca Nacional de Espanha até 4 de janeiro de 2020.



segunda-feira, 10 de junho de 2019

El paisaje acústico de Joaquín Rodrigo


Comissariada por Ana Benavides e Walter Clark​, a exposição assinala os 20 anos da morte do maestro e compositor Joaquín Rodrigo. Organizada pela Biblioteca Nacional de Espanha e pela Fundación Victoria y Joaquín Rodrigo, a mostra é composta de livros, partituras, manuscritos, discos, fotografías, etc.


sábado, 8 de junho de 2019

Piranesi na Biblioteca Nacional de Espanha

Piranesi - Roma, 1751

A exposição centra-se nos fundos de estampas e livros, além de desenhos da série Carceri, de Guiovanni Battista Piranesi, que se conservam na Biblioteca Nacional de Espanha.Pode ser visitada até 22 de setembro.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

¿Qué es una biblioteca para ti?



A Biblioteca Nacional de España tem patente uma exposição na qual 20 humoristas gráficos de diferentes diários de âmbito nacional dão a sua visão do que é para eles uma biblioteca: um olhar, profundo, reflexivo e cheio de humor. 
Os vinte quadros podem ser vistos até dia 28 de maio, numa das salas do Museu da BNE.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Antes del pop-up: libros móviles antiguos en la BNE


Não há muitos livros tão fascinantes como os pop-ups. Esta designação foi-lhes dada em 1932 pela editora americana Blue Ribbon quando publicou uma coleção infantil Pop-up Books. Hoje esta designação refere-se a qualquer livro com elementos móveis ou animados. 
Os livros móveis mais antigos que se conhecem datam do século XIII, e não eram livros destinados a crianças. 
Esta exposição, a primeira que se realiza em Espanha sobre o tema, mostra exemplares dos séculos XIV a XVIII, principalmente dos fundos da BNE. Entre eles. destacam-se algumas edições de obras de Ramón Llull, tratados de navegação de Pedro Medina, Martín Cortés de Albacar ou Rodrigo Zamorano. Apresenta também obras manuscritas, como o Tratado de Astrología do Marqués de Villena ou textos sobre a construção de relógios, como os de Tadeo Felipe Cortés del Valle.


A exposição, comissariada por Gema Hernández Carralón com a colaboração de Mercedes Pasalodos Salgado, abre hoje na Biblioteca Nacional de Espanha e pode ser vista até 4 de setembro.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Nos 500 anos da morte de um grande Humanista

http://www.bnportugal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=1068%3Amostra-aldo-manuzio-ca-1450-1515-o-inventor-do-italico-22-set-31-dez&catid=165%3A2015&Itemid=1088&lang=pt

Vídeo que acompanhou a exposição 500 años sin Aldo Manuzio: Mercaderes en el templo de la literatura, que esteve na BNE entre 10 fev. e 19 abr. 2015.

Boa noite!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

De la geometría a los pespuntes


A partir de hoje, a sala de exposições temporárias da BNE vestir-se-á de padrões, tratados, métodos de confeção e revistas de moda, com a inauguração da exposição «De la Geometría a los pespuntes. Tratados, manuais e les y sistemas de corte y confección», para que descubramos como os alfaiates, as costureiras e as mestras usavam as fitas métricas, as tesouras, as agulhas e os alfinetes.
A BNE mostra uma seleção dos seus fundos, desde o século XVI até aos anos 40 do século XX.

terça-feira, 23 de abril de 2013

«Quando o coração transborda, a língua fala» (Dom Quixote)

Col. BNE

«Cervantes deu-nos em 1605 a Bíblia do personalismo individualista espanhol». 
«A sede de sobreviver sufocou em Dom Quixote o gozo de viver.»
Miguel de Unamuno

Venha o Sancho da lança e do arado, 
E a Dulcineia terá, vivo a seu lado,
O senhor D. Quixote verdadeiro!
Miguel Torga (in Poemas ibéricos)

sexta-feira, 22 de março de 2013

Durero grabador, del Gótico al Renacimiento

Dürer - Erasmo

A exposição de Dürer, atualmente na Biblioteca Nacional de Espanha e que pode ser vistada até 5 de maio, mostra uma seleção das melhores gravuras de Dürer existentes na BNE.
Encontram-se expostas mais de 100 gravuras de Dürer, acompanhadas de gravuras de outros artistas da época, como Holbein ou Cranach.

E quem quer ir ver o Durero?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012