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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Leituras no Metro - 2990

Este n.º dedicado a Erasmo é fracote. Mesmo sendo a divulgação o seu objetivo, o humanista merecia melhor.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Antes que o dia acabe, 2 de fevereiro de 2024

Retrato de Dürer, 1532

Passaram no passado dia 30 de janeiro 450 anos sobre a morte de Damião de Góis. Hoje, dia 2 de fevereiro, ocorrem 522 anos sobre o dia do seu nascimento. A vinheta (que MR colocou) recordou-nos essas duas datas... 

Uma vida, sofrida por ter a coragem de pensar! 

Tantos e tantos sofreram e sofrem por terem a coragem de pensar e de ser diferente!

Dizem que quando voltou da prisão procurou pelo retrato que tinha de Erasmo! A Inquisição tinha ficado com ele, não lho devolveu, quando nos últimos dias da sua vida lhe devolveram as suas coisas que lhe tinham confiscado. 

Assim se destrói a história e as memórias. 

sábado, 12 de agosto de 2023

Moedas coloridas comemorativas do Centenário da República

 Em 2014 escrevi uma mensagem sobre uma moeda colorida do Centenário da República Portuguesa. Um anónimo fez hoje uma pergunta o que motivou esta nova mensagem.

Tenho mais duas na minha coleção:


E verifiquei que não guardei nenhuma (ofereci várias) iguais à que tinha colocado em 2014, que volto a repetir de seguida:


A diferença, para além da tonalidade do verde, é ter a coroa de louros/carvalho também pintada de verde.

Comprei todas em França, numa casa de moedas. Julgo que a Arthur Maury também vendia.

Aliás, vi agora, a do Erasmo, portuguesa, também colorida:

se não for proibido, aqui fica o link: https://www.arthurmaury.fr/les-euros-en-couleur/10014044-portugal-2022-erasmus-2-euro-commemorative-en-couleur-3666920187374.html.

quarta-feira, 20 de julho de 2022

sábado, 18 de maio de 2013

Bom dia !


De um dos discos deste ano, Erasmus van Rotterdam, Eloge de la folie, éd. Alia Vox, 6 cd e mais um livro de 666 páginas, €20.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A lei dos gramáticos

Holbein - Erasmo

«Os grandes escritores nunca foram feitos para suportar a lei dos gramáticos, mas sim para impor a sua.»
Erasmo

sexta-feira, 22 de março de 2013

Durero grabador, del Gótico al Renacimiento

Dürer - Erasmo

A exposição de Dürer, atualmente na Biblioteca Nacional de Espanha e que pode ser vistada até 5 de maio, mostra uma seleção das melhores gravuras de Dürer existentes na BNE.
Encontram-se expostas mais de 100 gravuras de Dürer, acompanhadas de gravuras de outros artistas da época, como Holbein ou Cranach.

E quem quer ir ver o Durero?

sábado, 14 de maio de 2011

Boa noite!


André Cardinal Destouches (1672-1749) - Le Carnaval et la Folie
Comédia-bailado, em quatro actos, com libreto de Antoine Houdar de la Motte, inspirado pelo Elogio da loucura, de Erasmo. Esta nooite no CCB.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Erasmo - 2


«Os maiores males infiltram-se na vida dos homens sob a ilusória aparência do bem.»
Erasmo

Erasmo - 1


Hans Holbein, o Jovem - Portrait of Desiderius Erasmus of Rotterdam with Renaissance Pilaster, 1523
Londres, National Gallery
«Pode querer bem aos outros quem não quer bem a si mesmo?»
(Elogio da loucura)
Nasceu em Roterdão a 27 de Maio de 1466(?) e faleceu em Basileia a 12 de Julho de 1536.

domingo, 29 de novembro de 2009

PENSAMENTO DO DIA

- Hans Holbein, Erasmo de Roterdão.


Rir de tudo é coisa dos tontos, mas não rir de nada é coisa dos estúpidos.

Erasmo de Roterdão

domingo, 22 de novembro de 2009

Elogio da Loucura 1.

Hans Holbein, desenho no livro: Elogio da Loucura, de Erasmo de Roterdão


Erasmo de Roterdão a Thomas More (5 de Junho de 1508)

"Achando-me, dias atrás, de regresso da Itália à Inglaterra, a fim de não gastar todo o tempo da viagem em insípidas fábulas, preferi recrear-me, ora volvendo o espírito aos nossos comuns estudos, ora recordando os doutíssimos e ao mesmo tempo dulcíssimos amigos que deixara ao partir. E foste tu, meu caro More, o primeiro a aparecer aos meus olhos, pois que malgrado tanta distância, eu via e falava contigo com o mesmo prazer que costumava ter em tua presença e que juro não ter experimentado maior em minha vida. Não desejando, naquele intervalo, passar por indolente, e não me parecendo as circunstâncias adequadas aos pensamentos sérios, julguei conveniente divertir-me com um elogio da Loucura. Porque essa inspiração?
— perguntar-me-ás. Pelo seguinte: a princípio, dominou-me essa fantasia por causa do teu gentil sobrenome, tão parecido com a Mória quanto realmente estás longe dela e, decerto, ainda mais longe do conceito que em geral dela se faz. Em seguida, lisonjeou-me a idéia de que essa engenhosa pilhéria pudesse merecer a tua aprovação, se é verdade que divertimentos tão artificiais, não me parecendo plebeus, naturalmente, nem de todo insultos, te possam deleitar , permitindo que, como um novo Demócrito, observes e ridicularizes os acontecimentos da vida humana. Mas, assim como, pela excelência do génio e de talentos, estás acima da maioria dos homens, assim também, pela rara suavidade do costume e pela singular afabilidade, sabes e gostas, sempre e em toda parte, de habituar-te a todos e a todos parecer amável e grato".

Nota -Por comodidade fui buscar o livro virtual que tornou a tarefa mais facilitada do que transcrever do meu.

sábado, 21 de novembro de 2009

Erasmo


Hans Holbein - Erasmo de Roterdão
Óleo sobre tela, 1523
Paris, Museu do Louvre


«Comecemos […] por enunciar, com clareza e brevidade, a razão que faz ser-nos querido, ainda hoje – hoje principalmente – Erasmo de Roterdão, esse grande esquecido; ele foi, de facto, de todos os escritores e autores ocidentais, o primeiro europeu consciente, o primeiro “combatente pacifista”, o defensor mais eloquente do ideal humanitário, social e espiritual. E se foi vencido na luta por uma organização mais equitativa, mais racional do nosso mundo espiritual, a sua trágica sorte não faz senão apertar mais os laços fraternais que nos ligam a ele.
«Erasmo amou muito as coisas que nos são queridas: a poesia e a filosofia, os livros e as obras de arte; as línguas e os povos, sem fazer diferença entre os homens, a humanidade inteira, conferindo a si próprio a missão de a educar moralmente.
«Ele não odeia na Terra senão uma coisa, porque ela lhe parece a negação da razão: o fanatismo. [...] Erasmo via na intolerância o mal hereditário da nossa sociedade. Tinha a convicção de que seria possível pôr fim aos conflitos que dividem os homens e os povos, sem violência, por mútuas concessões, porque eles dependem todos do domínio do humano [...]. A liberdade de consciência era para ele uma coisa natural e, aos olhos desse espírito livre, logo que um homem, padre ou professor, subia ao púlpito e começava a ensinar a sua verdade, como se fosse uma mensagem que Deus lhe tivesse comunicado ao ouvido, e só a ele, via aí um atentado contra a divina diversidade do Mundo. [...]
«Pôr harmoniosamente de acordo os contrastes do espírito humano - tais foram a missão e o sentido da vida de Erasmo.»
Stefan Zweig
In: Erasmo de Roterdão / trad. Alice Ogando. Porto: Civilização, 1979, p. 9-12

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O problema das datas e Erasmo de Roterdão!

Hans Holbein, o Jovem, Erasmo de Roterdão


Confrontei-me com este problema das datas:

Num livro de efemérides que me ofereceram está indicado que Erasmo de Roterdão terá nascido a 28 de Outubro de 1467. Noutro livro que consultei e na wikipedia a data referida como a possível para o seu nascimento é 27 de Outubro de 1466. Qual será a verdadeira?

Não me importa que tenha sido a 27 ou a 28 de Outubro, importa-me sim falar aqui no seu "Elogio da Loucura" e da sua sapiência para lhe prestar homenagem.

"Digamos a verdade tal como ela é: a Fortuna ama os irreflectidos, os temerários, os aventureiros, aqueles que dizem facilmente: «os dados estão lançados!». A sabedoria torna os homens tímidos; assim encontrareis por todo o lado sábios a morrer de fome, pobreza e dor, esquecidos, sem glória e sem simpatia. Os loucos, pelo contrário, nadam em dinheiro, governos os Estados e, numa palavra, encontram em pouco tempo a prosperidade. Se fazeis consistir a vossa felicidade em agradar aos princípes e em ser admitidos entre os cortesãos, divindades brilhantes de pedrarias, de que vos servirá a sabedoria? Recuaríeis perante um perjúrio, coraríeis antes de mentir, pois tendes na cabeça os escrúpulos dos sábios sobre o roubo e usura. Se ambicionais as dignidades e bens eclesiásticos, mais facilmente os conseguiríeis se fosseis asno ou boi, do que sendo sábio.Se procurais o prazer amoroso, as mulheres, parte importante neste assunto, amam os loucos e fogem dos sábios como de um escorpião. Enfim, se decidis viver para os divertimentos, deveis evitar o sábio. Em suma, indo por onde quiserdes, entre os papas, princípes, juízes, magistrados, amigos, inimigos, grandes e pequenos, todos procuram o metal sonante; e, como o sábio, despreza o dinheiro, todos evitam a sua companhia. É universalmete admitido que: «Quando não temos algo, devemos simulá-lo». Donde se conclui que «simular a loucura do louco é a sua sabedoria»

Erasmo de Roterdão, Elogio da Loucura

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Modo de Orar a Deus, Erasmo de Roterdão!

A tradução para português de "O Modo de Orar a Deus", foi efectuada recentemente e publicada com anotações por Álvaro Pereira Mendes e Pedro Teixeira da Mota da obra em latim “Modus orandi Deum", em 2008. Desidério Erasmo de Roterdão criticou a sociedade do seu tempo e propunha através desta obra uma visão humanista da religiosidade.
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"O que quer para si, «nos vossos corações»? Ninguém pense que Deus se deleita quer com o barulho fútil das vozes, quer com o grito melodioso dos músicos, quer com os órgãos, com que, hoje e por todo o lado, ressoam os templos; não que eu encontre dano na música instrumental (corporalem), se junta moderada e sobriamente ao culto divino saiba-se porém que esta nada vale, se está ausente aquele tácito (tacitus) afecto da piedade para com Deus (in Deum), o qual é uma canção gratíssima a Deus, mesmo se nenhum estrépito de vozes o acompanhe".
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Erasmo, Modo de Orar a Deus, (tradução anotada Álvaro Pereira Mendes e Pedro Teixeira da Mota de “Modus orandi Deum”), Porto: Publicações Minerva, 2008, p. 99.