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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Leituras no Metro - 983

Lisboa: CLEPUL, 2011

Ofereceram-me Érico Veríssimo: Um romancista brasileiro, a segunda dissertação de licenciatura de Mário Dionísio, apresentada em 1939. A primeira, em 1938, tinha sido sobre a «Ode Marítima» de Álvaro de Campos, quando Fernando Pessoa não tinha 'entrada' na Faculdade de Letras, lpgo Mário Dionísio foi reprovado.
O livro conta com apresentação, edição e revisão de Vania Pinheiro Chaves e com uma introdução de João Marques Lopes que escreve. «Esta tese insere-se na atmosfera literário-intelectual que acabámos de descrever e parece-nos relevante por três razões: Primo: provavelmente, foi durante décadas o trabalho português que mais aprofundou o tema do posteriormente chamado romance brasileiro de 30, sobretudo na sua feição de denúncia social regionalista. Secundo: desenvolveu a superação de certos binómios e equações para marcar a abertura de uma nova posição no campo intelectual de então. Tértio: abordou os romances de Érico Veríssimo com uma invulgar profundidade em questões de ordem narratológica e “sociológica”…» (João Marques Lopes)
Penso que já várias vezes aqui referi que gosto muito de Érico Veríssimo que li muito na minha adolescência e continuo a ler. O primeiro livro que li dele penso que foi Olhai os lírios do campo, a que se seguiu Clarissa, um livro que ofereço muito a adolescentes do género feminino. Os últimos comprei-os em alfarrabistas e na net porque está esgotado há anos. Espero que a Livros do Brasil, que está a reeditar muitas obras do seu fundo, reedite Érico Veríssimo. Clarissa (1933) foi o primeiro romance eu o autor escreveu. Mas o meu preferido é Olhai os lírios do campo.


«Clarissa é um livro de ambiente limitado. [...]  Porém, o problema central do livro é Clarissa. E o problema reveste-se de suma importância porque Clarissa é tomada naquele período difícil de tratar da transformação da criança em mulher. Talvez qe não seja exagerado nem extremamente literário dizer que esta transformação é dada duma maneira musical. [...] A descoberta da criança que vai, aos poucos, tomando conhecimento do que a rodeia, dos que a rodeiam, uma contínua surpresa, cada dia maior, maior.» (Mário Dionísio, p. 62-63)
Mário Dionísio faz na introdução a esta sua pequena tese considerações sobre o estudo da literatura da antiga Faculdade de Letras, sobre os antigos e os modernos. Pelo que se vê, em quase cem anos não se tinha avançado nada.


sábado, 16 de julho de 2016

Boa noite!

Mário Dionísio


Mário Dionísio nasceu há 100 anos. A Casa da Achada quer lembrá-lo todos os dias, não apenas hoje. Mas hoje também.
Durante todo o dia, entre as 10h00 e as 22h00, haverá actividades para todos na Casa e no Largo da Achada: oficinas, jogos, leitura de poemas, canções, comes e bebes. Estão todos convidados a vir passar este dia connosco; a levarem para casa um exemplar da Poesia Completa de Mário Dionísio, acabadinha de editar pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda; a verem o espectáculo Não se pode viver sem utopia, apresentado pelo Coro da Achada; a pegarem no megafone e contarem por onde é que pegam em Mário Dionísio, o que vos interessa nele, porque é que precisamos dele hoje, passados 100 anos.
Neste dia, fazemos saltar para a rua as nossas edições e mais uns tantos livros e objectos raros, sorteamos um tapete feito a partir de um quadro de Mário Dionísio e continuamos a campanha para a reedição d'A paleta e o mundo, actualmente esgotada. Não faltarão formas de ajudar a Casa da Achada a continuar o seu trabalho de tratamento e divulgação do espólio literário, artístico e pessoal de Mário Dionísio. Em exposição estará o quadro para cujo restauro pedimos apoio em Dezembro do ano passado, no fim-de-semana «Já não há papel», que já está restaurado!
Venham passar este dia connosco, ler um poema, cantar uma canção, estampar uma t-shirt, fazer um pin, jogar Gafanhoto caracol, ouvir uma entrevista, comprar uma serigrafia, comer, beber, conversar. Porque 100 anos é pouco tempo.

PROGRAMA:
– 10h30 – Quebrajum!
– 11h00 – Oficina «Faz a tua t-shirt»
– 12h00 – Jogo «Gafanhoto caracol» / Leituras em voz alta
– 14h30 – Oficina «Faz o teu pin» / Leituras em voz alta
– 16h00 – «Não se pode viver sem utopia» pelo Coro da Achada
– 17h30 – Oficina «Faz o teu pin» / Leituras em voz alta
– 18h00 – Lançamento da «Poesia Completa» de Mário Dionísio
– 19h00 – «Mário Dionísio – por onde é que eu lhe pego» - várias intervenções / Oficina «Faz a tua t-shirt»
– 21h00 – Sorteio do tapete de trapilho
Sem hora marcada: leitura de poemas e outros textos de Mário Dionísio, canções, projecção de entrevistas de Mário Dionísio, audição do programa CenteMário na Rádio Paralelo, exposição de um quadro de Mário Dionísio restaurado recentemente, bancas de edições, livros e objectos vários, comes e bebes.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Varinas de Lisboa


Uma bela exposição a ver até domingo no Museu da Cidade, agora chamado Museu de Lisboa.

E vós varinas que sabeis a sal
e trazeis o mar no avental!
Almada Negreiros


Domingos Rebelo - Mercado no Largo do Martim Moniz, 1951
Museu de Lisboa 

Ribeira do Tejo. Tapeçaria de Maria José Taxinha, feita a partir de um cartão de Mário Dionísio, 1950-1952
Lisboa, Casa da Achada 

Mário Eloy - Varinas (estudo), 1924
Lisboa, CAM 
Jorge Barradas - Pote decorado com varina, 1947
Museu de Lisboa 
Almada Negreiros - Domingo lisboeta, 1978-1979
Lisboa, CAM 
Leonel Cardoso - Varina
Museu de Cerâmica de Sacavém 
Raul da Bernarda (Alcobaça) - Jarra, ca 1950-1960 

Prato com varina, ca 1940
Fábrica de Loiça de Sacavém 
Copo, 2.ª metade século XX 
Jarro, copo e prato com desenhos de Jorge Barradas 
Cerâmica de Jorge Barradas 
B

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Utilidade


   Senhora da Rosa, 1425-1450 , Museu Nacional Machado de Castro
UTILIDADE

Sá as mãos que se estendem para a frente interessam.
Só os olhos que vêem para além do que se vê,
só o que vai para o que vem depois,
só o sacrifício por uma realidade que ainda não existe,
só o amor por qualquer coisa que ainda não se vê e ainda, nem nunca, será
nossa,
interessa.

Mário Dionísio, in Geração do "Novo Cancioneiro", Poemas Ditos por Maria de Jesus Barroso, Música de Luísa Amaro. Lisboa: Althum. com, 2010, p. 49.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Altos cachões de espuma...

Um dos poemas do livro Memória de um pintor desconhecido. 
Manuscrito autógrafo de Mário Dionísio.

Jorge Silva Melo lê Memória dum pintor desconhecido

Amanhã, Dia Mundial dos Museus, no Museu Vieira da Silva, às 16h00, com entrada livre.


«É um dos livros mais curiosos que jamais li. Aparentemente seria um livro de poesia, mas poderia ser também um ensaio, um diário, o esboço de um romance, a memória de uma vida, o avesso do grande livro de ensaio que Mário Dionísio concluiu pouco tempo antes, A Paleta e O Mundo. É por isso que é tudo: poesia. E é tão bonita a sua relação com a demorada arte de pintar. É um dos grandes livros de poesia do século XX, li-o desde a primeira hora, aluno que eu era de Mário Dionísio (1916-1993), quando o livro saiu, em 1965.»
Jorge Silva Melo

domingo, 27 de junho de 2010

Amanhã na Casa da Achada

ULTIMA SESSÃO DO CICLO FILMES PROIBIDOS ANTES DO 25 DE ABRIL COM A PROJECÇÃO DE FLORES DE PAPEL

Filmes proibidos antes do 25 de Abril

Amanhã, segunda-feira, dia 27 de Junho, mostramos o filme Flores de Papel (1959, 148 min.) do realizador indiano Guru Dutt. A projecção é às 21:30h e tem a apresentação de Manuel Mozos. Termina assim este ciclo iniciado no mês de Abril, que contou com a projecção de, entre outros, As vinhas da ira, Os Carabineiros, Outubro, Terra em transe e Dr. Strangelove.

EM JULHO COMEÇA O CICLO CINEMA AO AR LIVRE NO LARGO DA ACHADA

cartaz cinema ao ar livre

Os ciclos de cinema da Casa da Achada continuam todas as segundas-feiras, mas fora de portas, no Largo da Achada, de Julho a Setembro. É o ciclo Assim começaram 13 grandes realizadores. Pode consultar aqui a programação.

TAMBÉM, NA SEGUNDA FEIRA, JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA TERMINA A LEITURA DO CAPÍTULO «NOS UMBRAIS DA SOLIDÃO» DE A PALETA E O MUNDO

Ciclo A Paleta e o Mundo

A leitura de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio é, como acontece habitualmente, às 18:30h.

As sessões de leitura desta obra de Mário Dionísio são sempre às segundas-feiras. O próximo capítulo é: «Um prato com maças ou a virgindade do mundo».

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Janeiro na Casa da Achada

    

Em Janeiro: Oficinas para miúdos, cinema para graúdos

Começam agora em Janeiro o ciclo de cinema Filmes de que Mário Dionísio falou e a oficina plástica para crianças Entre linhas e cores. O ciclo Filmes de que Mário Dionísio falou, com projecções todas as segundas-feiras às 21h30, e cujo programa já está anunciado na nossa página, estender-se-á até Março de 2010. A oficina Entre linhas e cores, que decorrerá todos os domingos de Janeiro entre as 15h30 e as 17h30, será orientada por Carla Mota e os interessados deverão inscrever-se, apesar de ser gratuita, pois tem um máximo de 10 participantes (a partir dos 6 anos).

Sábado 5 de Dezembro: Clube de Leitura da Achada e «Os vizinhos»

Mais sessões de leitura em 2010

Continuam o Clube de Leitura e o Ciclo A Paleta e o Mundo. O Clube de Leitura, orientado pela escritora e investigadora Filomena Marona Beja, terá as próximas sessões nos dias 9 e 30 de Janeiro, às 16h, e debruçar-se-á sobre o livro Um prego no coração, de Paulo José Miranda. O Ciclo A Paleta e o Mundo continua com as sessões de leitura colectiva com comentários e projecção de imagens todas as segundas-feiras, às 18h30. Para além disso, haverá uma sessão sobre o 4º capítulo da primeira parte d’A Paleta e o Mundo, «O mundo dentro do mundo», com Manuel Gusmão e seus convidados, no sábado 10 de Janeiro, às 15h. A exposição «50 anos de pintura e desenho», com obras de Mário Dionísio e outros, continua a estar na Casa da Achada e pode ser vista durante o horário de abertura.

Casa da Achada apresenta obras literárias e cinematográficas

No dia 18 de Janeiro, sábado, às 18h, haverá na Casa da Achada a apresentação de quatro livros de Saguenail (Le peu de chose, Le Repas de famille ou Le vieux monde, Ne carpti dies, Exils), de três livros de Regina Guimarães (Orbe, Lady Boom, Cantigas de Amigo) e do filme-duelo (Nus dans la cage d'escaliers) de Saguenail e Regina Guimarães, editados pela Hélastre. No dia 28 de Janeiro, quinta-feira, às 18h, acolheremos o lançamento do livro Finisterra: O trabalho do fim: ReCitar a origem, de Manuel Gusmão, sobre o romance Finisterra de Carlos de Oliveira.

Duas sessões extra no Ciclo de Cinema Neo-realista Italiano

Sabia que?

No dia 29 de Janeiro, por iniciativa da Associação Alagamares em colaboração com o Centro Mário Dionísio, haverá uma sessão de apresentação do livro de Francisco Castro Rodrigues e Eduarda Dionísio, Um cesto de cerejas – conversas, memórias, uma vida, em local e hora a anunciar brevemente na secção de Notícias da página da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

As novidades do Centro Mário Dionísio Página do CMD CMD no TwitterCMD no Facebook

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FILMES DE QUE MÁRIO DIONÍSIO FALOU - 2º ciclo de cinema na Casa da Achada

2º CICLO DE CINEMA

NA CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO

FILMES DE QUE MÁRIO DIONÍSIO FALOU

Tem início na segunda-feira 4 de Janeiro às 21h30, na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, o 2º ciclo de cinema, FILMES DE QUE MÁRIO DIONÍSIO FALOU, com Silvestre de João César Monteiro, que será apresentado por Vasco Pimentel.

O Ciclo Filmes de que Mário Dionísio falou prossegue, todas as segundas-feiras às 21h30, durante três meses – em Janeiro, Fevereiro e Março.

Os filmes projectados são, além de Silvestre: Trás-os-Montes de António Reis e Margarida Cordeiro, A Bomba de Peter Watkins, O Deserto Vermelho de Antonioni (em Janeiro, apresentados respectivamente por Manuel Mozos, Regina Guimarães e Marta Brito); Farenheit 451 de Truffaut, Pedro o Louco de Godard, Oito e Meio de Fellini, Cléo de 5 à 7 de Varda (em Fevereiro); Hiroshima meu amor de Resnais, antecedido da curta de André Michel La rose et le réséda, As férias do Sr. Hulot de Tati, antecedido do desenho animado Professor Small and Mister Tall de John Hubley e Paul Sommer, Luzes da Ribalta de Chaplin, Los Olvidados de Buñuel, antecedido de Cão Andaluz do mesmo realizador, Couraçado Potemkin de Eisenstein, antecedido de Jaime de António Reis, como aconteceu na primeira sessão (Maio de 1974) em que foram projectados estes dois filmes, que estavam proibidos pela censura antes do 25 de Abril (em Março).

Trata-se de alguns dos filmes sobre os quais Mário Dionísio escreveu ou a que simplesmente se referiu nos muitos escritos, publicados ou inéditos, que ao longo da sua vida escreveu.

Mário Dionísio nunca fez cinema nem foi crítico de cinema. Foi espectador de cinema, como muita gente, e atento, como nem toda gente foi. Especialmente atento, como em tudo, às novidades. Entrou em polémicas que certos filmes e festivais originaram na imprensa, sobretudo nos anos 60, tempos da «nouvelle vague».

Interessou-se, nos anos 40 do século XX, por «cinema e poesia» e por «cinema e cor» - títulos de dois artigos que publicou. Entrou no debate «o cinema matou a literatura?» e respondeu que não.

As sessões têm entrada livre e em cada sessão é distribuída uma folha de sala que, neste ciclo, inclui textos de Mário Dionísio.

Em anexo: cartaz do ciclo, programa do ciclo.



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Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa
tels: 21 8877090
e-mail: casadaachada@centromariodionisio.org
página: http://www.centromariodionisio.org/
notícias: http://noticias.centromariodionisio.org/
mapa: http://www.centromariodionisio.org/localizacao.php

ENTRE LINHAS E CORES - a partir de 3 de Janeiro na Casa da Achada (Lisboa)

OFICINAS PARA CRIANÇAS

NA CASA DA ACHADA – CENTRO MÁRIO DIONÍSIO

ENTRE LINHAS E CORES

Oficina de expressão plástica para crianças

Tem início no Domingo 3 de Janeiro, à tarde, entre as 15h30 e as 17h30, na Casa da Achada (Rua da Achada, 11, em Lisboa), uma oficina de expressão plástica para crianças a partir dos seis anos, orientada por Carla Mota.

A oficina Entre Linhas e Cores é constituída por 5 sessões e partirá da observação de quadros de Mário Dionísio em exposição na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Trata-se de ver, olhar, observar, explorar com os olhos, o lápis, a caneta e o pincel. De ser espectador e artista ao mesmo tempo.

Destinada prioritariamente aos habitantes da zona, a oficina pode ser frequentada por outras crianças.

As sessões têm lugar todas as tardes de domingo de Janeiro (3, 10, 17, 24 e 31), às 15h30 e têm a duração de 2 horas.

Máximo de participantes: 10.

Inscrição gratuita.

São fornecidos os materiais aos participantes.

Esta Oficina surge na sequência de várias experiências pontuais anteriores realizadas na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, desde Dezembro de 2008.

É a primeira realização regular destinada a crianças, com a duração de um mês. Seguir-se-ão outras, com características semelhantes, nas várias áreas de expressão.

Recordamos que Mário Dionísio, escritor e pintor, foi professor a vida inteira e que, nos seus escritos, várias vezes insistiu na importância da arte na educação.




Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, nº 11 r/c - 1100-004 Lisboa
tels: 21 8877090
e-mail: casadaachada@centromariodionisio.org
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Leilão a favor da Casa da Achada

Leilão que se destina ao arranque do Centro Mário Dionísio
29 Nov. 2008
18h00

com obras de: Alberto Péssimo – Ângelo de Sousa – Bárbara Assis Pacheco – Carlos Calvet – Carlos Ferreiro – Eduardo Batarda – Emerenciano – Eurico Gonçalves – Frederico Mira – Germano Santo – Henrique Ruivo – João Abel Manta – João Cutileiro – João Vieira – Jorge Martins – José Paiva – José Rodrigues – Júlio Pomar – Manuel Botelho – Manuela Bacelar – Maria Keil – Maria Luísa Tavares – Nikias Skapinakis – Pedro Avelar – Pedro Chorão – Raul Perez – Renato Roque – Rocha de Sousa – Sérgio Pombo – Sofia Areal – Teresa Magalhães – Tereza Arriaga – Zulmiro de Carvalho – e outros...

que estão em
EXPOSIÇÃO
28 Nov. 2008, 15h00-20h00; 29 Nov. 2008, a partir das 15h00

Rua da Achada, 11B
Lisboa

http://leilaodartecmd.blogspot.com/