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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Marcadores de livros - 2396

A Figueira da Foz evocou os 200 anos da morte de Manuel Fernandes Tomás e os 250 anos do nascimento de José Liberato Freire de Carvalho.
Agradeço ao amigo que me enviou os marcadores.

domingo, 1 de outubro de 2017

Marcadores de livros - 836

Estão a começar as comemorações do bicentenário da Revolução de 1820. Este ano evoca-se a conspiração de 1817, que pretendia derrubar o governo do marechal Beresford. Os conspiradores foram enforcados em 18 de outubro de 1817: Gomes Freire junto ao Forte de São Julião da Barra (Oeiras) e os seus companheiros no Campo de Santana (Lisboa) que, em 1880, passou a chamar-se Campo dos Mártires da Pátria.

Postal e marcador de Manuel Fernandes Tomás, gravura de C. Legrand, 1841 
O marcador tem dois reversos diferentes.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

sábado, 8 de janeiro de 2011

No meu sofá, a ler... - 1


Mary Cassatt - Young lady reading, 1878

... quando me lembrei deste painel de Columbano:

Painel de Columbano Bordalo Pinheiro, na Sala dos Passos Perdidos (Assembleia da República), retratando Manuel Fernandes Tomás (o que está virado para nós), Manuel Borges Carneiro e Joaquim António de Aguiar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

190 anos


Figueira da Foz, praça 8 de Maio.




Os 190 anos que hoje mesmo se completam não serão muito mais importantes do que os "100"? Não nos unirão mais em torno do que é essencial?
Fica a dedicatória, e a "provocação", para MR e JAD!


Há 22 anos, feitos logo à noite, estava muito perto desta estátua, a assistir à tumulação do Patriarca da Liberdade na base da dita (a praça está muito diferente).

NB: imagem retirada a 100anosrepublicaff.blogspot.com

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

«O campeão da liberdade, o patriarca da regeneração portuguesa»


Estátua de Manuel Fernandes Tomás,
na Praça 8 de Maio (ou Praça Nova), na Figeira da Foz.

«E quem choramos nós: quem lamentam os portugueses? um cidadão extremado; um homem único; um benemérito da Pátria, um libertador dum povo escravo: Manuel Fernandes Tomás. Que nome, senhores, que nome nos fastos da liberdade! que pregão às idades futuras! que brado às gerações que hão-de vir! Este nome será só por si a história de muitos séculos, este nome encerra em compêndio milhões de males arredados de um grande povo: bens incontáveis acarretados sobre ele.
[…]
«Como homem, honrou a natureza: como cidadão, a Pátria que o diga: eu falarei por ela. […]
«Raiou o grande dia 24 de Agosto, o primeiro da liberdade portuguesa; infantigável não descansou desde então: havia entrado na arena, não voltava sem ter prostrado o grande inimigo com quem travara: este inimigo vós o conheceis, e bem mal que todos os conhecemos! era o despotismo: aterrou-o, venceu-o. Portugal tornou a ver as suas cortes, e a nação teve quem o representasse: toda a Europa admirou com respeito um congresso ilustrado, e no meio dele o campeão da liberdade, o patriarca da regeneração portuguesa: vede-o como alça denodado o trovão da sua voz enérgica para fulminar antigos abusos, e destruir arraigados vícios: a sua eloquência despida de pompas não respira senão verdade: severa, e descarnada só põe mira na utilidade comum, e no bem da Pátria: vem-lhe do coração franco aos lábios sinceros, por natural impulso de indefeso zelo: no estirado curso de comprida legislatura sempre o mesmo, sempre incansável, debalde a moléstia lhe abate as forças; o ânimo é sempre igual; nem há poder que o mingúe, nem doença que o desfalque.
«[…] Manuel Fernandes Tomás morreu: derramemos lágrimas de gratidão e de saudade: este é o verdadeiro elogio fúnebre dos grandes homens; estas lágrimas são as honras do seu funeral, são as pompas do seu enterramento: elas terão lugar na história, elas serão o epitáfio eloquente que mostrará aos vindouros o jazigo das suas cinzas gloriosas: molhai com essas lágrimas a pena da verdade, e escrevei-lhe sobre a lápide sepulcral – “Aqui jaz o libertador dos Portugueses: salvou a Pátria, e morreu pobre”.»
Almeida Garrett
In: Oração fúnebre de Manuel Fernandes Tomás, lida a 27 de Novembro de 1822 em sessão extraordinária da Sociedade Literária Patriótica.

Manuel Fernandes Tomás


Charles Legrand - Manuel Fernandes Thomas
Litografia, 1841
http://purl.pt/4550

Magistrado, fundador do Sinédrio, teve um papel fundamental na Revolução Liberal que eclodiu no Porto em 24 de Agosto de 1820. Vogal da Junta Provisional de Governo do Reino em 1820 e eleito deputado, foi Presidente das Cortes Constituintes de 1821.
Um dos meus ídolos de adolescência. E não só.




Veloso Salgado – As Cortes Constituintes de 1821
MFT a discursar.
Lisboa, Assembleia da República (Sala das Sessões)



Columbano – Manuel Fernandes Tomás,
Manuel Borges Carneiro e Joaquim António de Aguiar
Lisboa, Assembleia da República (Passos Perdidos)