Lisboa: Guerra e Paz, 2020
Li com gosto estas memórias de Domingos Lopes, pelas quais ficamos a saber que Marcelo Rebelo de Sousa, em 1974, não era leninista, «considerava-se apenas marxista». Que novidades!...
«Fiquei espantado com o desabafo e a rápida conversão de Marcelo ao marxismo,
«Com efeito, bastava estar ao lado do jovem aspirante a fazer carreira como professor e político para se sentir o marxismo de Marcelo a destilar por todos os poros. [...]
«Marcelo, já em 1974, tinha no seu ADN esta faceta de ser o que é preciso em cada momento para surfar sem ir ao fundo, mesmo renegando o que era.» (p. 91-92)