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quarta-feira, 15 de julho de 2015

No meu sofá, a ler... - 2

Trad. Ana Luísa Faria, Miguel Serras Pereira.
Lisboa: Dom Quixote, 2015

Comecei o 1.º vol., de 8, da edição desta obra, distribuída pelo Expresso. Gosto bastante da escrita de Martin Gilbert, que faleceu no passado dia 3 de fevereiro.
O livro inicia-se com a invasão da Polónia pela Alemanha, em setembro de 1939. O objetivo de Hitler, para além de recuperar os territórios perdidos em 1918, era subjugar o povo polaco. Aldeias inteiras foram incendiadas e pessoas mortas com uma crueldade impensável.
A avaliar pela narração, não vai ser um livro para levar até ao fim de enfiada. Dá volta ao estômago.
Uma guerra na qual morreram 46 milhões de pessoas, civis e militares.


sábado, 23 de agosto de 2014

1914: 23 de agosto

«O pintor francês, Paul Maze, que se tinha juntado às tropas britânicas como intérprete, recordou mais tarde a primeira vez que viu as tropas alemãs, a 23 de agosto, numa aldeia perto de Binche: "Apontei o telescópio para uma linha de caminho-de-ferro num aterro, a cerca de 2000 metros, e vi num círculo de luz muita figurinhas cinzentas a deitarem-se no chão, Movendo-se ao longo da via férrea, iam aparecendo cada vez mais, por detrás de uma elevação no terreno." Maze recordou também como a visão dos alemães teve um efeito imediato nos aldeãos. "As mulheres começaram a lamentar-se e correram para as suas casas, seguidas dos homens, enquanto as crianças cheias de curiosidade, iam atrás, voltando-se para ver." Então os alemães aproximaram-se e começou o tiroteio. "De repente, a atmosfera mudou - em poucos segundos, todos aqueles civis fugiam pelos caminhos, enquanto a invasão, subindo como uma maré, foi ganhando terreno. Nos seus fatos de domingo, as mulheres, de chapéus de plumas na mão, sem terem tido tempo de os pôr na caneça, a pé, com carrinhos de mão, bicicletas e tudo o que tivesse rodas, fugiam com os seus bebés e os seus homens aterrorizados."»
Cit. in Martin Gilbert - A Primeira Guerra Mundial. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2014, vol. 1, p. 131

Não conhecia este pintor franco-inglês, que deixou uma coleção de fotografias sobre a Grande Guerra, que se encontra no Imperial War Museum.
Aqui ficam dois pastéis de sua autoria:

Vista para a cidade
Toronto, Odon Wagner Gallery
Linha da costa
Toronto, Odon Wagner Gallery

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Leituras no Metro - 156

Lisboa: A Esfera dos Livros, 2014

O Expresso "oferece", desde sábado passado e durante sete semanas, uma história da Grande Guerra, da autoria de Martin Gilbert, já anteriormente publicada na Esfera dos Livros.
O último volume será dedicado à participação portuguesa, sendo da autoria de Margarida Magalhães Ramalho, Ricardo Marques e Rui Cardoso.
Li o primeiro volume que me parece uma boa síntese das situações que levaram ao eclodir da Guerra, bem como o seu início em 1914.

«Winston Churchill, sobre quem recairia a responsabilidade de uma guerra naval britânica, escreveu à sua mulher ao saber da declaração de guerra da Áustria [28 de julho]: "Interrogo-me sobre se os estúpidos reis e imperadores  não poderiam reunir-se e revivificar a monarquia salvando as nações do inferno, mas estamos todos a entrar numa espécie de estúpido transe cataléptico. Como se fosse um assunto que dissesse respeito apenas aos outros".» (p. 73)

Parece é que não aprendemos nada com a História.