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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Marcadores de livros - 3776

Verso e reverso.

Em 17 de julho de 1945, têm início em Postdam as reuniões dos Três Grandes.
Anteriormente tinham reunido em Teerão em 28 de novembro de 1943., só que nesta reunião o Presidente dos EUA era Roosevelt e em 1945 já era Truman.

Agradeço a quem me enviou o marcador de Postdam.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Marcadores de livros - 2565

Mais uns marcadores da editora Masonica. Ver outro aqui.


Versos e reversos de marcadores de livros da editora Detrad.

Agradeço a quem mos ofereceu. E ao Mercúrio.

quarta-feira, 3 de março de 2021

Um quadro por dia - 517





 O minarete da Koutoubia, Janeiro de 1943, 45,7x61cm, a única tela pintada por Sir Winston Churchill durante a Segunda Guerra Mundial. Acabada a Conferência de Casalanca, Churchill vai para a sua amada Marraquexe mas convida Roosevelt a visitá-lo para conhecer a cidade, e é durante a estada do presidente norte-americano que o premier britânico pinta e oferece este quadro a FDR.

Um quadro que foi de Angelina Jolie até há 2 dias, quando foi vendido na Christie's de Londres por uns estonteantes 8 milhões de libras, um novo recorde para o pintor e político .

sábado, 9 de maio de 2020

Londres: 8 de Maio de 1945

Decorridos 75 anos sobre o fim da Segunda Grande Guerra na Europa, continuam comoventes e fascinantes as imagens e os testemunhos sonoros do dia  8 de Maio de 1945 em Londres: o discurso de Churchill, proferido às 15h desse dia, as multidões que pouco depois saúdam o Primeiro Ministro, que se encontra em Whitehall e declara "This is your victory" (ao que as multidões replicam "No - it's yours!" ) e, evidentemente, a célebre aparição da família real e de Churchill em Buckingham Palace diante milhões de londrinos que gritam "We want the king!". 

A festa e a alegria prolongaram-se até às primeiras horas da madrugada, tal como em Paris ou noutras cidades da Europa que celebravam a vitória sobre a Alemanha. 
Terminava assim um conflito no Velho Continente que contou 60 milhões de mortos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Leituras no Metro - 992

Lisboa: Temas e Debates: Círculo de Leitores, 2017

Foi o primeiro livro de Catherine Merridale que li, que escolheu para epígrafe desta obra uma citação de N. K. Krupskaia, mulher de Lenine: «Deve contar-se toda a verdade, a verdade nua e crua, às massas, sem medo de que a verdade as assuste e afaste.»
Gostei, parece-me uma historiadora imparcial, tanto quanto se pode ser em relação a um personagem como Lenine. 
Merridale fez esta viagem cem anos depois, quando certas linhas de comboio desapareceram ou foram alteradas. 
Em abril de 1917, Lenine saiu de Zurique a 9 de abril, atravessou a Alemanha em guerra (com a ajuda das autoridades deste país) e chegou a Haparanda onde foi metido num comboio selado, tendo chegado à estação Finlândia em Petrogrado a 16 de abril. Churchill, anos mais tarde, escreveu a este respeito o seguinte: «Temos de tomar plenamente em consideração as apostas desesperadas em que os líderes de guerra alemães já estavam empenhados. Todavia, foi com um sentimento de pavor que viraram contra a Rússia a mais sinistra de todas as armas. Transportam Lenine num vagão selado, como um bacilo da peste, da Suíça para a Rússia.» (cit. p. 18).

«Neste momento, há quase tanta instabilidade no Planeta como existiu no tempo de Lenine e um conjunto ligeiramente diferente de grandes potências continua a trabalhar arduamente para garantir a sua supremacia no topo. Uma técnica que utilizam nos conflitos regionais, uma vez que o envolvimento militar direto tem tendência para custar demasiado, é ajudar e financiar rebeldes locais, sendo que alguns estão no terreno, mas outros têm de ser colocados lá precisamente como aconteceu com Lenine. […] A história do comboio de Lenine não é propriamente exclusiva dos soviéticos. Em parte, é uma parábola sobre a intriga das grandes potências e uma das regras, aí, é que as grandes potências quase sempre interpretam mal as coisas.» (p. 19)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Um quadro por dia - 320

 - Como é sabido, Winston Churchill perdidas as eleições a seguir à Segunda Guerra dedicou-se à escrita e à pintura , tendo pintado cerca de 500 telas . Esta vista costeira de Miami, pintada em 1946 , foi vendida num leilão da Boningtons recentemente por 192 000 libras a um comprador britânico .



- Em contrapartida, esta de Gizé, com as célebres pirâmides , não encontrou comprador que desse as pedidas 600 000 libras ...

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Primavera de 1945 - 8 de Maio


A entrada em vigor da capitulação incondicional da Alemanha a 8 de Maio de 1945 pôs fim à Segunda Guerra Mundial na Europa. Terminava assim o regime nazi e o capítulo mais tenebroso da História Alemã.
Durante seis anos, 70 milhões de pessoas terão perdido a vida: na União Soviética foram 27 milhões, e a Polónia perdeu 17% da sua população. Seis milhões de judeus morreram em campos de extermínio.
Nesse dia, a 8 de Maio de 1945, festejava-se este acontecimento tão desejado em cidades como Londres ou Paris. 
It´s VE-day!  


Winston Churchill assinalando inconfundivelmente a vitória preenche por isso a nossa vinheta.



domingo, 1 de março de 2015

Os eleitores

Final de um texto de Filipe Ribeiro de Meneses, «Winston Churchill: a falta que ele nos faz», publ. no Expresso, 10 jan. 2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

In Memoriam


... e já passaram 50 anos após a sua morte.



Não há loucura mais cara que a do idealismo intolerante.
Winston Churchill

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2398032/Winston-Churchills-wartime-speeches-did-inspire-thought-drunk-famous-finest-hour-address-claims-academic.html

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Leituras no Metro - 156

Lisboa: A Esfera dos Livros, 2014

O Expresso "oferece", desde sábado passado e durante sete semanas, uma história da Grande Guerra, da autoria de Martin Gilbert, já anteriormente publicada na Esfera dos Livros.
O último volume será dedicado à participação portuguesa, sendo da autoria de Margarida Magalhães Ramalho, Ricardo Marques e Rui Cardoso.
Li o primeiro volume que me parece uma boa síntese das situações que levaram ao eclodir da Guerra, bem como o seu início em 1914.

«Winston Churchill, sobre quem recairia a responsabilidade de uma guerra naval britânica, escreveu à sua mulher ao saber da declaração de guerra da Áustria [28 de julho]: "Interrogo-me sobre se os estúpidos reis e imperadores  não poderiam reunir-se e revivificar a monarquia salvando as nações do inferno, mas estamos todos a entrar numa espécie de estúpido transe cataléptico. Como se fosse um assunto que dissesse respeito apenas aos outros".» (p. 73)

Parece é que não aprendemos nada com a História.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Leituras no Metro - 104

Sebastian Haffner - Churchill / trad. Luís Jesus. Lisboa: Expresso, 2011

«A notável resistência, dignidade e autoconfiança com que a Inglaterra começou por se defender em 1940 foi uma consequência inequívoca das suas próprias limitações: as centenas de pescadores, pequenos armadores e proprietários de barcos de recreio ingleses que, no fim de Maio, quando tudo começava a falhar em França, atravessaram o canal nas suas cascas de noz por iniciativa e risco próprios para ir buscar a Dunquerque o exército encurralado sob uma chuva de bombas não só evidenciaram o seu heroísmo como também o seu instinto insular. Por volta desta altura, o rei Jorge VI (um inglês muito mais típico do que Churchill) escrevia numa carta pessoal: “Pessoalmente, sinto-me muito melhor agora que já não temos de quaisquer aliados a quem sejamos obrigados a agradar e a proteger.” E, pouco tempo depois, um diplomata inglês afirmava que tinha acabado para a Inglaterra o tempo das garantias europeias e que era necessário os ingleses pensarem por si próprios. Estas palavras foram ditas no âmbito de um dos cautelosos contactos ocasionais e secretos que tinham lugar na altura com intermediários neutros e, em alguns casos, também já com os alemães. Quando Churchill teve conhecimento do que fora dito, interveio com a sua força de leão. 
«É provável que o diplomata estivesse mais em sintonia com o estado de ama da maioria dos ingleses do que Churchill quando afirmou, após a Batalha de Dunquerque, que haveria de continuar a lutar mesmo após a perda “desta ilha” ou quando declarava, duas semanas mais tarde e após a capitulação da França: “As nossas exigências são justas e não retiramos nenhuma. Não retiramos uma vírgula e também nenhum ponto dos is. Os checos, polacos, noruegueses, holandeses e belgas uniram-se à nossa causa e temos de os ajudar a reerguer-se.” A tirania nazi, por outro lado, teria de ser “para sempre erradicada”. O que Churchill estava a exigir em 1940, enquanto a Inglaterra ainda lutava pela sua simples existência, era a capitulação incondicional de Hitler. […]
«Quais eram os fundamentos da sua convicção? De onde provinha esse férreo e obstinado desejo de destruição que transformaria o Churchill de 1940 numa figura lendária, quase um demónio  guerreiro pré-histórico que levanta o globo terrestre nas suas próprias mãos? «As incríveis e provocadoras torrentes de insultos que proferiu na época contra o vitorioso Hitler, queimando todas as pontes e criando um fosso inultrapassável (“este homem da pior espécie, esta incarnação do ódio, este foco de cancro da alma, esta aberração feita de inveja e desonra; é empunhando a espada da justiça que iremos nos eu encalço”) levam a crer que, durante breves instantes, ressurgiu em Churchill o radicalismo da sua juventude. Afinal, este discurso trazia ao de cima o que ia na alma da Esquerda europeia e inglesa, a tal Esquerda que Hitler odiava como a verdadeira encarnação do Diabo. Churchill […] tornou-se, neste período, um herói – para os ingleses e para o mundo inteiro.
«Mas não se podem tirar conclusões precipitadas e afirmar que ele se passara para o outro lado, que se tornara um radical, um progressista, um esquerdista. Não é esse, de todo, o Churchill da Segunda Guerra Mundial., e o próprio provou-o claramente com o decorrer da guerra. É certo que ele necessitou, nessa época, do apoio da Esquerda, uma vez que apenas esta ala partilhava do mesmo desejo de vencer e destruir o regime nazi; um desejo que os conservadores (que ainda há pouco tinham elogiado e, por inação, fortalecido Hitler) não partilhavam seguramente, uma vez que continuavam a não perceber ao certo  o motivo pelo qual a tentativa de acordo com Hitler tinha fracassado.
«De modo que Churchill fez o corte à Esquerda […]. Um exemplo é o que aconteceu no caso do grande dirigente sindicalista Ernest Bevin: este liderara 14 anos antes a greve geral, e nessa ocasião, Churchill teria gostado de desencadear uma autêntica guerra civil com os sindicatos. Agora, porém, Churchill foi buscar Bevin para o seu governo e fez dele uma espécie de ditador do trabalho. Churchill recorreu a todos os instrumentos ao seu alcance para conquistar a Esquerda […].» (p. 109-111)

Ernest Bevin (1881-1951)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pensamento(s) ou frase(s)

Chegou-me num e-mail:

«Nunca discutas com um estúpido. Ele leva-te ao seu nível e bate-te em experiência.» Winston Churchill;

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

V

Fotografia No. HU 55521 das Colecções do Imperial War Museum (domínio público).


Fotografia tirada em Downing Street, Londres. Winston Churchill faz o "V" de Vitória, a 5 de Junho de 1943. É igualmente a fotografia da característica humana da liderança, personificando a perseverança e o levantar da moral como forças motrizes da sociedade.

Recorde-se que a 5 de Junho de 1943, o panorama era pouco favorável para o Primeiro Ministro Britânico, a caminho de completar três anos de guerra mundial. A Velha Europa estava manchada pela suástica Nazi e pelos emblemas dos seus aliados dos Pirinéus até à Ásia: França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Noruega, Finlândia, Dinamarca, Checoslováquia, Áustria, Polónia, Estónia, Letónia, Lituânia, as repúblicas soviéticas da Bielorrússia e da Ucrânia, Itália, Jugoslávia, Albânia, Grécia, Hungria, Bulgária, Roménia e até as Channel Islands britânicas, hasteavam bandeiras do Eixo. Do outro lado do mundo, o Oriente estava pintado com o Sol Nascente: para além do Japão, a bandeira dominava vastas províncias na China (incluindo a Manchúria), e países ou províncias coloniais como Burma, Cambodja, Hong-Kong, Indonésia, Malásia, Tailândia, Singapura, Filipinas, Vietname, Coreia e a Formosa, e até territórios do Raj Britânico (as ilhas de Andaman e Nicobar).

Havia sinais de esperança, uns mais visíveis do que outros: em Fevereiro, a primeira grande vitória aliada tinha tido lugar na Frente Oriental, com a rendição do 6º Exército Alemão em Estalinegrado às tropas soviéticas; depois de múltiplos sucessos, a 13 de Maio o Afrika Korps e as tropas Italianas do Norte de África renderam-se às tropas Aliadas; a gênese do movimento francês de Resistência pode ser traçado a 15 de Maio (mas ainda sem expressão que justificasse um entusiasmo internacional); a 24 de Maio, o almirante Karl Dönitz ordenara a retirada da maior parte dos submarinos Nazis do Atlântico, na sequência das pesadas perdas inflingidas pelas novas tácticas anti-submarino dos Aliados.

No entanto, eram sinais frágeis e recentes, na sua maioria possivelmente reversíveis (sem o benefício de olhar para trás na História): em Varsóvia, os Nazis acabavam de esmagar a sublevação do ghetto, com a sua total destruição; os exércitos Nazis haviam reconquistado Cracóvia às tropas soviéticas poucos dias antes; tropas Americanas e Japonesas defrontavam-se nas Aleutas (as ilhas que formam um prolongamento da península do Alasca); aviões japoneses bombardeavam em Maio a cidade de Darwin, na Austrália.

Em Downing Street, Winston Churchill fazia o sinal da vitória para as câmaras.