Lisboa: Zigurate, 2023.
Há muito tempo que queria ler este livro. Gostei bastante. Segundo a sinopse, «O legado de Estaline caiu em desgraça com a ascensão ao poder de Kruschev. Nessa altura os milhares de livros que Estaline leu e anotou metodicamente foram dispersos por várias bibliotecas. Descoberto e reunido no período pós-soviético [mas não na totalidade, o que é pena], esse acervo veio a revelar-se o melhor meio para se ter acesso à vida interior do ditador – a chave para a personalidade que fez do seu regime algo de tão monstruoso. É na sua biblioteca pessoal, na forma como ele leu, assinalou e anotou os seus livros, que conseguimos chegar verdadeiramente perto do Estaline espontâneo – o intelectual imerso nos seus próprios pensamentos.»
O livro traça em paralelo a vida do ditador. Mais uma vez se percebe como ele era um homem muito culto, um grande melómano, o que Simon Sebag Montefiore já tinha mostrado na biografia que escreveu sobre este personagem sinistro.







