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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Marcadores de livros - 3776

Verso e reverso.

Em 17 de julho de 1945, têm início em Postdam as reuniões dos Três Grandes.
Anteriormente tinham reunido em Teerão em 28 de novembro de 1943., só que nesta reunião o Presidente dos EUA era Roosevelt e em 1945 já era Truman.

Agradeço a quem me enviou o marcador de Postdam.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Marjane Satrapi (1969-2026)




Soube pela Maria que Marjane Satrapi faleceu na sexta-feira, com 56 anos. A Maria gostava muito dela e enviou um filme e uma novela gráfica para assinalar a triste notícia.

terça-feira, 3 de março de 2026

Vinheta

Ilustração do livro:
Henry de Monterlant, L'Éventail de Fer, Paris: Flamarion, 1944

 Irão: Esperemos que seja PRIMAVERA!


domingo, 16 de novembro de 2025

Boa noite!


Jafar Panahi, oposior do regime iraniano e que conheceu as suas prisões, dirigiu mais uma vez na clandestinidade o filme Foi Só um Acidente. Um homem sequestra outro por lhe ter reconhecido o andar e pensar que foi o homem que o torturou no passado e lhe deixou marcas na sua saúde. Mais não conto. O filme ganhou a Palma de Ouro em Cannes e vale mesmo a pena.

quinta-feira, 10 de julho de 2025

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Boa noite!


Iman, um funcionário público, advogado e oficial de justiça, é promovido a investigador do Tribunal Revolucionário de Teerão. No novo cargo, é-lhe atribuída uma arma e começa a ser pressionado pelos superiores para assinar sentenças de morte sem direito a investigação ou julgamento. Tudo isto se passa nos dias que sucedem a morte de Mahsa Amini.
Um dia, a arma desaparece de casa. A afronta enfurece Iman, que suspeita da mulher e das duas filhas adolescentes. Como aceitar um cargo numa ditadura vai destruir tudo.

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Mahsa Amini (2000-2022)


O Parlamento Europeu atribuiu este ano o Prémio Sakharov a Mahsa Amini, que foi presa a 13 de setembro do ano passado pela «Polícia da Moralidade» do Irão, por alegadamente usar de forma incorreta o véu islâmico. Vítima de violência, enquanto esteve presa, morreu três dias depois num hospital de Teerão. 
O prémio distinguiu igualmente o movimento iraniano Mulher, Vida, Liberdade.

Entretanto, Elaheh Mohammadi, de 36 anos e Niloufar Hamedi, de 31 anos, as duas jornalistas que passaram a notícia da causa da morte de Masha Amini para fora do Irão, foram julgadas e condenadas a, respetivamente, sete e seis anos de prisão.


Mais uma rapariga foi espancada: Armita Geravand, de 16 anos, está em morte cerebral. A estudante liceal entrou no metro de Teerão, no dia 1 de outubro, com duas colegas. Ia sem véu e foi violentamente agredida por elementos da polícia da moralidade que iam dentro da carruagem. Quantas mais raparigas vão ser agredidas e morrer? Estamos no século XXI...


Acrescento em 28 out., 20h53: Armita Geravand faleceu!

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Narges Mohammadi: Nobel da Paz 2023


O comité norueguês distinguiu a ativista e jornalista, como reconhecimento das «centenas de milhares de pessoas que se manifestaram contra a opressão do regime teocrático [iraniano] contra as mulheres». Narges Mohammadi tem 51 anos, já foi presa parece-me que 13 vezes e está novamente na prisão, em Teerão, desde o ano passado e esta pena é de 11 anos. 

sábado, 11 de maio de 2019

O chá das cinco - 123

Um chá iraniano com um bolinhos de Sohan Mohammad. São feitos de manteiga, açúcar, farinha, pistácios, cardomomo, gemas de ovos, espelta, água de rosas e açafrão. E são muito bons.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Jardins - 39


O Jardim Botânico Eram em Shiraz é uma beleza e é um dos nove jardins iranianos registados como Património da Humanidade pela UNESCO.
A música deste vídeo não me parece muito apropriada.

sábado, 20 de abril de 2019

Vou-me embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe - d’água.
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Manuel Bandeira
1930

Para APS e porque também eu me lembrei deste poema sobre Pasárgada, onde está o túmulo de Ciro II.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Shiraz


Planta a árvore da amizade para  a paz do teu coração
Arranca o arbusto da inimizade que envenena a vida
Aproveita a noite de diálogo, porque depois de nós
O mundo irá rodar muito mais ainda.
Hafiz

ó rouxinol, aprende a amar com a borboleta
que, ao arder na chama, não ousou emitir um som.
Sa'adi

aquele cujo coração não vive senão do amor
não morrerá jamais.
Hafiz

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Naqsh-e Rustam



«Seguíamos de carro pela grande estrada que atravessa como em sonhos a planície da Pérsia, imensa e saturada de calor. Era a mesma estrada que os soldados de Alexandre tinham percorrido, há tantos séculos atrás, quando um mundo ruiu com o incêndio de Persépolis, em direção a norte, no encalço de Dario. O rei estava em fuga. Fora um homem valoroso, mas perdera todo o seu poder com a batalha Gaugamela, e fugiu sem parar, pelas montanhas curdas, pelas suas terras, Média e Bactriana, até que o sátrapa Besso o matou.
«A planície da Pérsia também não mudou desde então, talvez nunca venha a mudar. Na Pérsia, a planície é sempre cercada por montanhas, como barcos encalhados, e pensamos que nos aproximamos delas, mas quando finalmente lá chegamos, vemos que atrás delas, começa uma outra planície, que na realidade é ainda a mesma, e nunca chegaremos ao fim.»
Annemarie Schwarzenbach – Morte na Pérsia. Lisboa: Tinta da China, 2008, p. 55