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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Lá fora - 367







A colecção Thannhauser, do Guggenheim de Nova Iorque, visitável na Provença, até 29 de Setembro.

Hotel de Caumont, Centre d'Art, Aix-en-Provence .

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Lá fora - 312



Uma exposição no Museu Guggenheim de Nova Iorque que visa celebrar os 80 anos da Fundação Solomon R.Guggenheim, mostrando 170 obras provenientes quer da colecção do museu nova-iorquino como vindas do Museu Peggy Guggenheim de Veneza. Estão presentes todas as vanguardas artísticas desde o fim de Novecentos com Cézanne, Chagall, Kandinsky, Klee, Mondrian ou Jackson Pollock :

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Catálogo do Museu Guggenheim em formato ebook

Georges Seurat, Peasant Woman Seated in the Grass, 1883


Oil on canvas, 38.1 x 46.2 cm,Guggenheim Museum, New York




Museu Guggenheim vai passar a disponibilizar o catálogo das suas exposições em formato ebook


«Os catálogos de exposições, assim como os livros de arte, são um dos géneros que mais terão a ganhar com o formato ebook, tanto no formato tradicional como no enhanced. Com os custos de impressão e do papel, que são uma fatia de importante nos livros de arte ilustrados, reduzidos a zero, a qualidade das imagens garantida pela cada vez melhor resolução dos ecrãs e a facilidade de aquisição a partir de qualquer local, os ebooks de arte poderão de forma fácil levar a arte e os artistas a novos públicos. Por exemplo, o catálogo de Cattelan, que em papel (256 páginas) custa 50 dólares, na versão ebook fica por menos de metade (19,99). »


Retirado daqui

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Os títulos dos romances de Sagan


Adieu tristesse
Bonjour tristesse
Tu es inscrite dans les lignes du plafond
Tu es inscrite dans les yeux que j'aime
Tu n'es pas tout à fait la misère
Car les lèvres les plus pauvres te dénoncent
Par un sourire
Bonjour tristesse
Amour des corps aimables
Puissance de l'amour
Dont l'amabilité surgit
Comme un monstre sans corps
Tête désappointée
Tristesse beau visage

Paul Eluard
In: La vie immédiate, 1932


«Dans un mois, dans un an, comment souffrirons-nous, - Seigneur, que tant de mers me séparent de vous?»

Racine
In: Bérénice, 1670


L'ÉTRANGER
- Qui aimes-tu le mieux, homme enigmatique, dis? ton père, ta mère, ta soeur ou ton frère?
- Je n'ai ni père, ni mère, ni soeur, ni frère.
- Tes amis?
-Vous vous servez là d'une parole dont le sens m'est resté jusqu'à ce jour inconnu.
- Ta patrie?
- J'ignore sous quelle latitude elle est située.
- La beauté?
- Je l'aimerais volontiers, déesse et immortelle.
- L'or?
- Je le hais comme vous haïssez Dieu.
- Eh! qu'aimes-tu donc, extraordinaire étranger?
- J'aime les nuages... les nuages qui passent... là-bas... là-bas... les merveilleux nuages!

Baudelaire
In: Petits poèmes en prose, vol. I (1869)

VIVRE ICI

Quand je l’ai vue, je l’ai perdue
La trace d’une hermine sur les vitres givrées.
Une étoile, à peine une étoile, la lumière,
Ses ongles sur le marbre éveillé de la nuit.

Je ne parle plus pour personne,
Le jour et la nuit se mêlent si bien dans la chevelure,
Sous mon regard, sous ses cheveux elle se fane,
Être vertueux, c’est être seul.

Inconnue, elle était ma forme préférée,
Je n’avais pas le souci d’être un homme,
Et, vain, je m’étonne d’avoir eu à subir
Mon désir comme un peu de soleil dans l’eau froide.

Paul Éluard
In: Le poète et son ombre


Face aux rideaux apprêtés
Le lit défait vivant et nu
Redoutable oriflamme
Son vol tranchant
Eteint les jours franchit les nuits
Redoutable oriflamme
Contrée presque déserte
Presque
Car taillée de toute pièce pour
le sommeil et l'amour
Tu es debout au pied du lit

Paul Éluard
Foi neste quadro de Magritte que Sagan se inspirou para o título da peça de teatro Il fait beau jour et nuit.

René Magritte - L'Empire des lumières
Óleo sobre tela, 1953-1954
Nova Iorque, Guggenheim


MAX ERNST

Dans un coin l'inceste agile
Tourne autour de la virginité d'une petite robe.
Dans un coin le ciel délivré
Aux épines de l'orage laisse des boules blanches.

Dans un coin plus clair de tous les yeux
On attend les poissons d'angoisse
Dans un coin la voiture de verdure de l'été
Immobile glorieuse et pour toujours.

A la lueur de la jeunesse
Des lampes allumées très tard
La première montre ses seins que tuent des insectes rouges.

Paul Éluard
In: Répétitions

Em La maison de Raquel Vega, Sagan construiu uma novela à volta do quadro homónimo do colombiano Botero. O seu editor aqui foi Joaquim Vital.

Salientei a negro as palavras que Françoise Sagan aproveitou para títulos de alguns dos seus livros. A poesia de Paul Éluard foi uma fonte de inspiração para a escritora.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Post escrito (mas não publicado) do lounge de Newark, com o iPod em modo repetição com o álbum “Dear World”, de Jerry Herman. Este fim-de-semana escapuli-me para Nova Iorque para uns dias de descanso e imersão em teatro, para retemperar energias depois de uns meses de trabalho particularmente desgastantes.

Tive a boa fortuna de conseguir entradas para a exposição de Tim Burton no MoMA, e, por ordem cronológica, para “Hamlet”, na produção do britânico Donmar Theatre, com Jude Law (que o Filipe Vieira Nicolau tão eloquentemente expôs a 18 de Julho) e com Geraldine James; “A Steady Rain”, com Daniel Craig e Hugh Jackman; Kandinsky e “Memory” de Anish Kapoor no Guggenheim, “Next to Normal”, com Alice Ripley e Aaron Tveit (já apresentado neste blogue), o novo filme da Disney em exibição limitada, “The Princess and the Frog”, o filme “Precious – based on the novel “Push” by Saphire” e “A Little Night Music”, de Stephen Sondheim, com Catherine Zeta-Jones e Angela Lansbury. Além de ver Nova Iorque em manto natalício, com sul, chuva e neve, desde as montras do Macy’s (dedicadas ao filme “Miracle on 34th Street”), o ringue de patinagem em Rockefeller Centre, sob a égide da estátua dourada de Prometeu, Times Square ao rubro de luz e cor (e já com o calendário para as celebrações de 2010), as lojas engalanadas como se fosse um ano de grande prosperidade e a repassar as clássicas músicas de Natal. Vou fazer umas breves notas sobre a viagem.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

1959, o ano da cultura


Nova Iorque está em festa. E está em festa porque celebra, em simultâneo, o 50º aniversário do Lincoln Center e do Museu Guggenheim. Deve ser inédito um acontecimento deste género, o de comemorar ao mesmo tempo, na mesma cidade, dois grandes símbolos da cultura a nível mundial. Estava-se a 14 de Maio de 1959 quando o presidente Eisenhower inaugurava o maior centro cultural do país - o Lincoln - uma estrutura gigantesca de 64 mil metros quadrados que actualmente alberga 12 companhias entre as quais a Metropolitan Opera, Orquestra Filarmónica de NY ou o New York City Ballet. Não é fácil celebrar meio século de vida no mundo das instituições culturais mas o Lincoln Center goza de boa sáude e o seu futuro está assegurado com novas propostas que irão maximizar a oferta enquanto pólo cultural e não só. Da operação de restyling (orçada em 890 milhões de euros) faz parte um conjunto de restaurantes e jardins que vão tornar as idas ao centro ainda mais agradáveis tudo isto com a promessa de estar concluído a tempo e horas por forma a acolher em Setembro a Semana da Moda.
Frank Lloyd Wright morreu seis meses antes da inauguração do Guggenheim de NY, em Dezembro de 1959. Passados 50 anos é de toda a justiça a instituição homenagear o seu criador com uma exposição sobre os melhores projectos (concluídos e esboços de ideias) daquele genial arquitecto. Ao todo são 64 trabalhos que estam patentes ao público até 23 de Agosto para em Outubro viajarem até ao Guggenheim de Bilbao. A exposição mostra como Frank Lloyd não viveu o suficiente para concretizar muitas das suas ideias, nomeadamente um centro cultural para Bagdad, numa ilha à beira do rio Tigre. Sobretudo nos últimos anos, Lloyd demonstrava grande interesse por algumas regiões da Ásia e era um apaixonado pelo livro As Mil e Uma Noites.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Dormir no museu

Para quem quer ver mais que os outros visitantes, o Museu Guggenheim de Nova Iorque arranjou uma solução: um quarto de hotel, que poderá ser alugado, durante uma noite, e, no máximo para duas pessoas. A dormida custa entre 259 e 549 dólares, inclui todas as mordomias de um hotel, com uma diferença: os hóspedes podem ter, durante uma noite, o museu só para eles. O horário do checkout é às 8H30 da manhã seguinte, e o pequeno almoço (croissants e cafés) será servido na cama.
A ideia foi de autoria de Carsten Holler inspirada numa instalação que o artista belga criou para a exposição theanyspacewhatever, ali patente, até dia 7 de Janeiro.
A originalidade pegou de tal forma que as reservas já estão esgotadas…