Philipp von Schulthess, neto de Claus e Nina von Stauffenberg e filho de Konstanze von Schulthess, nasceu em Zurique a 23 de Março de 1973.
Fotografias da autoria de Pascal Molière de Margarete Redl - von Peinen
Philipp von Schulthess, neto de Claus e Nina von Stauffenberg e filho de Konstanze von Schulthess, nasceu em Zurique a 23 de Março de 1973.
Fotografias da autoria de Pascal Molière de Margarete Redl - von Peinen
A estreia de Operação Valquíria na Alemanha estava prevista para Julho. Foi adiada para Fevereiro de 2009, mês em que se realiza o Festival de Berlim (Berlinale) – feliz coincidência…
Na minha humilde opinião, ser ou não ser cientologista em nada implicará na qualidade do filme. Independentemente da simpatia ou antipatia pessoal pelo actor, Cruise deu provas do seu talento (refira-se o seu desempenho em Magnólia de Paul Thomas Anderson, 1999). O sucesso de Operação Valquíria medir-se-á através da (in)capacidade do realizador em abordar, de forma historicamente correcta, um tema tão sensível – um desafio enorme a que nem todas as adaptações cinematográficas estiveram à altura. Excepções existem naturalmente sempre, lembro-me de A Queda de Oliver Hirschbiegel (2004) com um excelente Bruno Ganz no papel de Hitler ou Sophie Scholl – Os últimos dias de Marc Rothemund (2005) com uma extraordinária Julia Jentsch como protagonista prinicpal.



Manter a memória viva é uma das preocupações da condessa na Alemanha do pós-guerra. A opinião pública que durante os anos 50 ignorou os acontecimentos do Terceiro Reich toma, pouco a pouco, conhecimento da existência de uma Alemanha diferente entre 1933 e 1945. Toma nota de que alguns alemães, no meio de um colectivismo absoluto, discordavam com o totalitarismo e actuavam. E toma consciência de que estes indivíduos são individualidades notáveis e admiráveis, e não condenáveis, conforme muitos quadrantes sócio-políticos opinavam durante as primeiras décadas após 1945.
Nina von Stauffenberg empenha-se ainda em aproximar os alemães de outras culturas. Sua casa em Bamberg é centro de encontros e festas regulares entre alemães e americanos.
A vida de Nina von Stauffenberg é a história do século passado. Relatá-la na íntegra, é impossível. Muitos são os pormenores ocorridos entre Julho de 1944 e Junho de 1945 que ficaram omissos ao longo dos últimos capítulos. A mini-série peca, seguramente, por uma narrativa demasiado objectiva, demasiado linear, que dificilmente transmite a dimensão horrenda das circunstâncias em que alguém como Nina se encontra.
A biografia de Konstanze von Schulthess sobre Nina equivale, em primeiro lugar, a um depoimento de afecto e de amor de uma filha para com a sua mãe.
Como mais-valia histórica, revela-nos factos inéditos, de interesse para historiadores, bem como para o leitor comum.
Como testemunho para a posteridade, apresenta uma mulher extraordinária que, no anonimato durante muito tempo, lutou pelos ideais de um marido quem amou e perdeu aos 31 anos.
Se a Claus von Stauffenberg e a todos os membros activos da resistência, a Humanidade deve o respeito pela coragem inimaginável, a Nina e a todas as famílias a Humanidade deve a admiração pelo apoio incondicional com que a resistência pôde contar. Se em Claus von Stauffenberg vemos um marido, um pai e um herói, em Nina von Stauffenberg vemos uma esposa, uma mãe e uma das mais fascinantes personalidades femininas da História Contemporânea.
Nina Schenk Condessa de Stauffenberg morreu em Kirchlauter/Bamberg a 2 de Abril de 2006 aos 92 anos.
- Fim -
Nota: as imagens desta mini-série que não são do domínio público foram extraídas do livro "Nina Schenk Gräfin von Stauffenberg - Ein Porträt" de Konstanze von Schulthess, Pendo Verlag GmbH, Zurique e Munique, 2008





Claus von Stauffenberg é executado às 0.15h do dia 21 de Julho de 1944, poucas horas após o fracasso do atentado. Hitler sobrevive com ferimentos ligeiros e recebe Mussolini ainda no dia do golpe, para manifestar ao povo alemão que está em plena capacidade de continuar à frente do Terceiro Reich (ver imagem).
A situação em que Nina se encontra deve ser inimaginável: pensa e repensa sobre qual a melhor estratégia a seguir no inevitável confronto com a Gestapo. A incerteza sobre o futuro dos filhos apavora-a. Nina conhece o procedimento “habitual” do regime em relação aos filhos de adversários políticos: ou são deportados para um campo de concentração ou entregues para adopção. Nina está consciente de que o aparato nazi fará todas as diligências para exterminar a “estirpe” dos von Stauffenberg. A ideologia nazi impõe a chamada Sippenhaft, ou seja, a extinção de toda uma família de que provém o opositor ao regime. De facto, a 3 de Agosto de 1944, Heinrich Himmler, o Reichsführer da SS, viria a anunciar que “a família Stauffenberg será extinta até ao último membro.”
A Gestapo tenta obter informações sobre outros conspiradores ou planos subversivos. Nina desempenha, de forma convincente, o papel de mulher doméstica, nunca envolvida em questões políticas. Afirma nunca ter tido conhecimento das intenções do seu marido.
Nascem os filhos Berthold (1934), Heimeran (1936), Franz Ludwig (1938) e Valerie (1940). A filha mais nova, Konstanze, autora da biografia sobre Nina, viria a nascer em Janeiro de 1945, já após a morte do pai.

Nina Magdalena Elisabeth Lydia Herta Freiin von Lerchenfeld nasce a 27 de Agosto de 1913 em Kowno (Lituânia). Seu irmão Ludwig morre aos cinco anos, vítima de pneumonia e meningite.

