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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Leituras no Metro - 985

Lisboa: Relógio d'Água, D.L. 2010

Este livro, de que gostei muito, é a biografia de Friedrich von Hardenberg até ao período em que começa a assinar como Novalis. A Flor Azul de que Novalis fala em Heinrich d'Orterdingen ficou como símbolo do Romantismo.

«E o rapaz revirava-se na cama, com  pensamento no Estrangeiro, no que ele contara. Não, pensava ele para consigo; não são os tesouros que me despertam, no íntimo, tão inconfessáveis desejos; estou longe de sentir a mesma cupidez; mas quanto à Flor Azul, essa sim, anseio por descobri-la! Não me sai da cabeça, não consigo pensar ou imaginar outra coisa além dela. Nunca nada me impressionou desta maneira: tenho a sensação de que a minha vida, até aqui, não passou de um sonho, ou de que, enquanto dormia, vim ter a outro mundo; porque, naquele em que eu vivia, quem é que alguma vez se preocupou com flores? E de tão insólita paixão por uma flor única, muito menos, até aqui, ouvi falar.» (Cit. de Heinrich d'Orterdingen. Trad. de Luísa Neto Jorge.)

Novalis não chegou a completar Heinrich d'Orterdingen.