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quinta-feira, 9 de junho de 2022

Nuno Barreto: Beber a água do Lilau

«O espólio de Nuno Barreto, doado à Fundação do Oriente em 2019, leva-nos numa viagem pela sua produção artística, através de uma retrospetiva da evolução da sua obra plástica, que culmina no prestígio atingido no período oriental. 
«Acrílicos, guaches, cadernos de desenhos, esboços, apontamentos, revistas, livros, catálogos e fotografias, transportam-nos para a sua vivência e transformação desde a pintura abstrata à pintura figurativa, à medida que foi entendendo o seu propósito de captar o espírito de um lugar assim como as gentes que povoam a cidade de Macau, a terra que, segundo o próprio, “lhe entrou no sangue para nunca mais sair”.» (Retirado daqui)
A exposição pode ser visitada na Fundação Oriente até 26 de junho.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

anos oitenta

quadro de Nuno Barreto

Um amigo, que também passa por este Blogue, mandou esta mensagem:

que melhor maneira de comemorar Outubro 5 que ficar na cama a ouvir musica e recordar, recordar, recordar... foram bestiais os anos 80, e nós nem sabíamos que estávamos a viver uma época tão especial...

e esta surpresa ! Obrigado JPS

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

domingo, 9 de agosto de 2009

Pátria. Homenagem a Nuno Barreto



Durante os últimos dias tenho convivido com Iok Lan Fu Barreto [=Teresa Fu Barreto], a companhia de Nuno Barreto, a mulher que lhe colocou Macau no coração.

Tem sido um convivio interessante. Nos seus olhos podem-se observar as saudades e as presenças...

Teresa (que tem como nome chinês Iok =Jade) escreveu um pequeno estudo sobre "Pátria" - uma das obras de Nuno Barreto, que tem um grande simbolismo para Macau e para a China. Não sabia que havia duas versões de Pátria. Com esse estudo, que hoje aqui recordamos, comungamos um mesmo objectivo, recordar Nuno Barreto, dado que nunca "desaparece" quem é lembrado.


Teresa é museóloga e está a fazer a sua tese de doutoramento.

sábado, 8 de agosto de 2009

Nuno Barreto


Nuno Barreto - Auto-retrato

Só hoje soube da sua morte. Fiquei chocadíssima. O primeiro contacto que tive com a sua pintura foi através de uma gravura editada pela Cooperativa de Gravadores Portugueses, há largos anos. Depois vi uma exposição, talvez em 1982 (não consigo encontrar o catálogo!), na galeria da Livraria Bertrand, no Chiado. Maravilhosa exposição. Fiquei sempre arrependida de não ter comprado um daqueles quadros com árvores do Douro.
Nuno Barreto foi professor da Escola de Belas-Artes do Porto. Mais tarde, instalou-se em Macau, onde foi o principal dinamizador da Escola de Artes Visuais, inaugurada em 1989, e que esteve na origem da actual Escola Superior de Artes.
Faleceu no dia de São João, no Porto.


Nuno Barreto - Sem caminho entre ruínas
Acrílico sobre tela, 1986

«O charme de se viver num país com passado! O toque cultural que as ruínas emprestam à paisagem...Às vezes, o nosso presente está tão atravancado de ruínas do passado, que é impossível alargar um passo para o futuro.»


Nuno Barreto - Natureza morta com três pontes
Acrílico sobre tela, 1995
Macau, col. Restaurante do Clube Militar

«No friso superior mostra-se uma vista de Macau tal qual se pode ver desde o alto da Ilha da Taipa. Quem se aproxime da tela, poderá distinguir, perto do centro, a Ponte Velha; à direita a Ponte Nova, ondulante nas suas duas corcovas e, na extrema esquerda, a ainda incompleta ponte chinesa que hoje já liga duas ilhas vizinhas. A composição em geral faz alusão ao passado, ao presente e ao futuro, este que, em 1995, era tão incerto como uma estrada que avança pela noite.»


Nuno Barreto - Labirinto junto ao Estuário
Acrílico sobre tela, 1999
Col. Autoridade Monetária e Cambial de Macau

«Tenho uma queda pelos labirintos. Este situei-o no estuário do Rio das Pérolas ou, para traduzir com mais rigor, Rio Cor de Pérola. Só o labirinto é inventado. Lá ao longe é o que se vê da janela.»

http://geocities.com/nbarreto41_98/NB_home.html
http://pontofinalmacau.wordpress.com/2009/06/25/o-artista-que-tinha-macau-no-sangue/