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quarta-feira, 15 de abril de 2020
quinta-feira, 9 de abril de 2020
Marcadores de livros - 1595
Leonardo da Vinci - A última ceia
Já falei aqui várias vezes deste fresco de Leonardo da Vinci uma das pinturas mais maravilhosas que vi ao vivo.
E a apresentação deste filme-instalação fantástico de Peter Greenaway, que nunca encontrei em vídeo. Vi-o em Milão e é difícil (mesmo impossível) colocá-lo num vídeo.
segunda-feira, 6 de abril de 2020
domingo, 3 de janeiro de 2016
Correggio e Parmigianino. Arte em Parma no Cinquecento

Parmigianino - Conversão de Saulo, ca 1527
Uma exposição sobre a arte em Parma, na primeira metade do século XVI, vai abrir na primavera, em Roma, no Palácio do Quirinal. Esta época de ouro da pintura renascentista italiana tem essencialmente como protagonistas Correggio e Parmigianino. Do primeiro, que foi para Parma no auge de sua carreira e lá permaneceu até ao final da vida, serão apresentados alguns dos seus trabalhos sobre temas religiosos e mitológicos, que muito influenciaram os artistas posteriores .
De Parmigianino, cuja carreira se desenrolou em Roma e Bolonha, serão expostas obras religiosas e mitológicas, bem como alguns dos seus retratos.
De Parmigianino, cuja carreira se desenrolou em Roma e Bolonha, serão expostas obras religiosas e mitológicas, bem como alguns dos seus retratos.
Poderemos igualmente ver desenhos destes dois artistas.
Um dos efeitos mais notáveis da presença de Correggio e Parmigianino em Parma foi o surgimento de um círculo de alunos e discípulos: a chamada Escola de Parma, de que se destacam Michelangelo Anselmi, Francesco Maria Rondani, Girolamo Mazzola Bedoli e Giorgio Gandini del Grano.
Um dos efeitos mais notáveis da presença de Correggio e Parmigianino em Parma foi o surgimento de um círculo de alunos e discípulos: a chamada Escola de Parma, de que se destacam Michelangelo Anselmi, Francesco Maria Rondani, Girolamo Mazzola Bedoli e Giorgio Gandini del Grano.
Mais perto do acontecimento, voltarei a esta exposição.
sábado, 13 de julho de 2013
Lucrécia Bórgia - Leituras de Verão
Dosso Dossi ou Giovanni Nicolò de Luteri, (1490-1542), possível retrato de Lucrécia Bórgia quando jovem,
National Gallery of Victoria, Melbourne Victoria
Ando a ler Lucrécia Bórgia de Funck-Bretano (historiador e bibliotecário). Comprei o livro na Livraria Lumière depois de ver o seu título no respetivo blog. Era uma biografia que gostava de ler. Não é um livro "científico" mas tem referências e notas de historiadores e cronistas da época e da atualidade. O único senão é não ter uma bibliografia descritiva a não ser nas notas de rodapé. Está muito bem escrito e distancia-se de ideias panfletárias e pré-concebidas. Dá relevo à personagem despindo-a com moderação e honestidade intelectual, registando relatos de cronistas da época a favor e contra os Bórgia.
Em suma, Lucrécia vai sendo desvendada através do aproveitamento político a que foi sujeita e que os três casamentos comprovam. Comecei a lê-lo ontem e faltam poucas páginas para terminar.
Possível retrato de Lucrécia Bórgia atribuído a Bernardino di Bretti, conhecido por Pinturicchio (1454-1513) [Wikipedi, cortesia do Google] O meu livro tem esta gravura na capa.
Sobre a viagem de Lucrécia de Roma até Spoleto, Marradi Labronio, poeta italiano, escreveu, já em nossos dias, um bonito poema qe foi taduzido por Emmanuel Rodocanachi:
Sobre a estrada ardente de Spoleto
cavalgava vagarosamente sob o sol de agosto
Dona Lucrécia em brilhante cortejo
De padres e de cortesãos.
A beleza fulva da sua cabeleira abundante
Enchia de sombra o esplendor de seus olhos semi-cerrados.
Fatigado, o senador ia calado
Ao lado da duquesa, assim como
O último dos filhos de Vanozza (Jofré);
Aborrecidos, os padres lembravam-se
Da frescura do Vaticano... (1)
(1) Emm. Rodocanachi, Une cour princière, p. 228. in Funck-Bretano, Lucrécia Bórgia. Porto: Livraria Tavares Martins, 1947, p.85
quinta-feira, 30 de maio de 2013
A arte do retrato
Bronzino, Andrea Doria como Neptuno, Pinacoteca di Brera, Milão.
O velho almirante pode já estar grisalho, mas o pintor sugere-nos que não perdeu a virilidade tal é a profusão de símbolos fálicos e o próprio membro que espreita ...
Algum almirante contemporâneo se deixaria, ou atreveria, ser assim representado? :)
segunda-feira, 25 de março de 2013
Leituras no Metro - 124
Paris: L'Express, 2013
Já falei deste livro, que continuo a ler. Num dos capítulos, sobre «os mistérios dos templários», Augias trata da Igreja de Santo Onofre, no Gianicolo, em Roma. O Gianicolo é uma colina romana, no cimo da qual se encontra um monumento a Garibaldi. Tem uma vista soberba sobre Roma.
O poeta Tasso viveu no convento, junto à igreja de Santo Onofre, os últimos anos da sua vida, encontrando-se sepultado nesta igreja.
Chateaubriand visitou o local em 1829, tendo ficado muito impressionado.
Gravura de Giuseppe Vasi, 1761
Foto de Markus Mark
http://commons.wikimedia.org/wiki/File:S_Onofrio_-_tomba_di_Torquato_Tasso_1080321.JPG
Túmulo de Tasso.
«Hier, entre deux conseils dans l'attente du nouveau pape. je me suis rendu à Sant'Onofrio [...]. Quelle solicitude enchanteresse! Quel vue admirable! Quelle chance de reposer là, entre les fresques du Dominiquin [Domenichino] et celles de Leonardo da Vinci! J'aimerais y être enterr«e aussi, jamais je n'ai été tenté à ce point.»
Carta de Chateaubriand a Madame Récamier, 21 mar. 1829
Esta «Madona com bambino e donatore», de Cesare da Sesto, parece ter sido em tempos atribuída a Leonardo da Vinci.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Pintores e pinturas -5
Lavínia Fontana, nasceu em Bolonha em 1552, filha do pintor da Escola de Bolonha, Próspero Fontana, que foi seu professor e a influenciou na escolha da escola maneirista É considerada como uma das mais emblemáticas figuras da pintura renascentista italiana e a mais importante mulher pintora, antes de 1700.


Foi,sobretudo, retratista, que ficou conhecida e admirada pelo uso de cores vibrantes e pelo detalhe rigoroso do vestuário e das jóias dos seus retratados. A sua obra primé e o seu "Auto-retrato tocando espineta".
Pintou também temas religiosos, sendo de destacar " A Sagrada Família com o Menino adormecido", encomendado para o Mosteiro do Escorial, de 1589 e "A Visão de São Jacinto", encomenda do Cardeal Ascoli, de cerca de 1600, que lhe abriu as portas de Roma, para onde se mudou com o marido, o também pintor Gian Paolo Zappi, que colaborou em alguns dos seus quadros e de quem teve 11 filhos, a convite do Papa Gregório XIII, de quem pintou o retrato.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Auto-retrato(s) - 158
Sandro Botticelli
(pormenor do quadro da Adoração dos Magos)
Galleria degli Uffizi, em Florença.
Recordado quando passam 502 anos sobre a sua chorada morte.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Cima da Conegliano
Todos os dias há bons motivos para ir a Paris. Desta vez é uma exposição no Museu do Luxemburgo sobre Cima da Conegliano (ca 1459-ca1517), pintor do renascimento veneziano, conhecido pelas suas cores luminosas.
São Sebastião
Estrasburgo. Museu das Belas Artes
sexta-feira, 30 de março de 2012
Santa Ana, a última obra-prima de Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci - A Virgem e o Menino, com Santa Ana, 1501-1519
Pela primeira vez, e depois de restaurado, este quadro está no centro de uma exposição. A génese da obra remonta a 1501 e Da Vinci foi sempre aperfeiçoando-a, deixando-a inacabada quando morreu em 1519.
Através de esboços, desenhos preparatórios, estudos para a paisagem e do cartão existente na National Gallery - que, pela primeira vez, pode ser visto junto ao quadro - podemos ver as diferentes soluções pensadas pelo pintor para a execução deste quadro.
Museu do Louvre
Até 25 Junho
domingo, 13 de novembro de 2011
Em Roma
Il Rinascimento a Roma. Nel segno di Michelangelo e Raffaello
Fondazione Roma Museo, Palazzo Sciarra
Via Marco Minghetti, 22
até 12 Fev. 2012
http://www.fondazioneromamuseo.it/it/738.html
Georgia O'Keefe
Fondazione Roma Museo, Palazzo Cipolla
Via del Corso,320
até 22 Jan. 2012
http://www.fondazioneromamuseo.it/it/737.html
Filippino Lippi e Sandro Botticelli nella Firenze del ‘400
Scuderia del Quirinale
até 15 Jan. 2012
http://www.scuderiequirinale.it/Mediacenter/FE/CategoriaMedia.aspx?idc=336&explicit=SI
domingo, 28 de agosto de 2011
Rostos da Renascença
Os Museus Estatais de Berlim, sob a égide da Fundação do Património Cultural Prussiano, organizaram em conjunto com o Metropolitan Museum de Nova Iorque uma exposição única, dedicada à arte do retrato italiana do período renascentista. Desde quinta-feira passada, mais de 150 obras da autoria de 40 artistas italianos convidam o público a visitar o Bode Museum, situado na bela ilha dos museus da capital alemã. Cerca de 50 museus, entre eles, o Louvre, a National Gallery de Londres e os Uffizi florentinos, emprestaram alguns dos mais notáveis exemplos de retratos como contributo para esta iniciativa.
Os primórdios da arte do retrato, como género artístico próprio, remontam ao século XV. Em Itália, desenvolvem-se rapidamente formas e estilos diversos de retratar a mulher na sua beleza, o aristocrata, o militar ou o comerciante rico. Em quadros de pintura, bustos, desenhos ou moedas, eternizam-se personalidades anónimas ou conhecidas na época.
O percurso pela exposição testemunha esta evolução e evidencia, em três grandes secções, as particularidades dos diferentes centros de arte italianos: em Florença, enquanto metrópole importante de comércio, surge o ideal da bellezza feminina, e nascem os retratos intemporais dos poderosos Medici. Nas cortes dos príncipes e condottieri, reproduz-se o gosto selecto, bem como o conceito humanista de então. Veneza, por último, adopta a arte do retrato mais tarde, dando então uma importância de destaque ao retrato.
As obras de Leonardo da Vinci, Donatello, Botticelli, Mantegna, Pisanello, Antonello da Messina e outros, poderão ser visitadas até 20 de Novembro.
Imagens: A famosa "Dama con l'ermellino" de Leonardo da Vinci, retrato de Battista Fiera de Lorenzo Costa
sábado, 17 de abril de 2010
Giambattista Cima da Conegliano: Il poetta del paesaggio
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Será de Leonardo da Vinci? Polémica em torno duma tela em pergaminho.
Retrato de Uma Mulher de Perfil / rebaptizado La Bella Principessa por Martin Kemp
Nesta belíssima pintura, atribuída a um pintor alemão do século XIX, foi encontrada uma impressão digital de Leonardo da Vinci. Como é que se chegou a este pintor?As deduções foram feitas a partir de três métodos:
1 - Datação pelo método do Carbono 14;
2 - Análises com raios infravermelhos da técnica do artista;
3 - Impressão digital captada por uma câmara multiespectral da empresa Lumière Technology.
x"Segundo Peter Paul Biro, um perito forense em arte do Canadá, a impressão digital corresponde a ponta do dedo indicador e é «muito parecida» com a encontrada num São Jerónimo do pintor renascentista italiano que se conserva no Vaticano.
A obra em questão foi leiloada com o título Jovem de Perfil com vestido do Renascimento, mas Martin Kemp (professor emérito de História de Arte da Universidade de Oxford) rebaptizou-a como La Belle Principessa, e crê que a tela representa o rosto de Bianca Sforza, filha de Bernardina de Corradis e Ludovico Sforza, duque de Milão, para o qual Da Vinci trabalhou durante vários anos. Kemp acredita que o quadro terá sido realizado por volta de 1496, quando Bianca, então com 13 anos, casou com Galeazzo Sanseverino. A jovem viria a morrer três meses depois. (...)".
x
DN de 14 de Outubro, 2009, J.M.x
O quadro foi leiloado em 1998, em Nova Iorque, por 19 mil dólares (c. 12 800 euros) e, se for do pintor renascentista, poderá alcançar os 150 mil milhões de dólares (101 500 milhões de euros). Informação retirada do DN de 14 de Outubro 2009.
Será de Leonardo da Vinci?
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Um quadro por dia - 13
E aproveitando o dia dos canhotos, escolhi este São Sebastião, obra de juventude do grande Rafael, também ele canhoto. O quadro está hoje na Accademia Carrara, em Bergamo, Itália.Sempre achei curioso o facto dos 3 grandes mestres da Renascença Italiana serem canhotos, embora com a particularidade de Miguel Ângelo ser ambidextro.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Dia Internacional dos Museus, Hieronymus Bosch, MNAA!
Para homenagear os Museus, a minha escolha vai para o quadro de Bosch "As Tentações de Santo Antão", uma das jóias do Museu Nacional de Arte Antiga. Já aqui falei da Custódia de Belém que vai ser uma das peças em destaque neste dia Internacional dos Museus.
Parabéns ao Museu Nacional de Arte Antiga por ser um guardião de magníficas obras de arte e pelo seu papel na preservação das mesmas!
Sou amante de arquitectura, escultura e pintura, mas a pintura é, das três vertentes artísticas, a minha eleita, daí esta escolha:
As Tentações de Santo Antão é um tríptico do pintor holandês Hieronymus Bosch que terá sido pintado entre 1495 e 1510.

Parabéns ao Museu Nacional de Arte Antiga por ser um guardião de magníficas obras de arte e pelo seu papel na preservação das mesmas!
Sou amante de arquitectura, escultura e pintura, mas a pintura é, das três vertentes artísticas, a minha eleita, daí esta escolha:
As Tentações de Santo Antão é um tríptico do pintor holandês Hieronymus Bosch que terá sido pintado entre 1495 e 1510.

Pintura a óleo sobre madeira, 131,5 x 119 cm (painel central), 131,5 x 53 cm (cada painel lateral)
A obra Tentações de Santo Antão aborda um tema de ampla recorrência na iconografia e na literatura medieval europeia. Trata-se de uma passagem relatada na história de Santo Antão, asceta egípcio do século III que, após partilhar os seus bens com os desafortunados, passou vinte anos no deserto em meditação. O santo eremita teria então sofrido uma série de tentações diabólicas, às quais resistiu continuamente, tornando-se um poderoso símbolo de renúncia à vida mundana e ao pecado.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Andrea del Sarto
Ritratto di scultore ou Ritratto di giovane uomo, ca 1518, National Gallery, LondresAndrea del Sarto, pintor renascentista, nasceu em Florença a 16 de Julho de 1486 e veio a falecer na mesma cidade a 21 ou 22 de Janeiro de 1531. Alguns peritos consideram que o Ritratto di scultore é um auto-retrato do pintor.
Nascita della Vergine, 1514, Chiesa della Santissima Annunziata, Florença
Madonna col Bambino e san Giovannino, ca. 1515, Galleria Borghese, Roma
Madonna delle Arpie, 1517, Galleria degli Uffizi, Florença
San Giovanni Battista, 1528, Palazzo Pitti, Florença
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PINTURA RENASCENTISTA
quinta-feira, 22 de maio de 2008
ANTONIO ALLEGRI (CORREGGIO)

A Galleria Borghese dedica, a partir de hoje, uma exposição a Correggio. 25 obras do pintor estão reunidas neste belíssimo espaço, entre elas, os vários quadros que compõem os Amori di Giove, encomendados por Federico Gonzaga, Duque de Mântua. Das pinturas sacras, destacam-se o Noli me Tangere do Prado de Madrid ou os Quattro Santi do Metropolitan de Nova Iorque. A exposição está aberta ao público até 14 de Setembro.
Nascido em Correggio na Emilia Romagna em 1489, Antonio Allegri, chamado Correggio, é um dos mais importantes representantes do Renascimento ao lado de Miguel Ângelo ou Rafael. Ao contrário dos seus ilustres colegas, Correggio não deixou nenhum testemunho da sua passagem por Roma. Aliás, as obras mais notáveis encontram-se nas igrejas de Parma.
Assim, a exposição tenta “provar” ao público que o pintor viveu alguns anos na Cidade Eterna, provavelmente por volta de 1518, ficando por isso influenciado pela arte antiga. Segundo peritos, muitas das obras do mestre emiliano, expostas na Galleria, reflectem o classicismo e o fascínio pela Antiguidade, próprios da Roma de 1500.
Correggio foi pioneiro na sua arte de aplicar cores claras, sobretudo visíveis nas obras profanas com temas da mitologia grega. Os contornos são suaves, por vezes indefinidos (sfumato), os movimentos dos personagens graciosos e delicados. O pintor retratava o que não parecia retratável, como a neblina ou o ar. Há ainda quem lhe chame “o pintor dos afectos”, pois manifesta-se uma graciosidade notável na sua tela. A imagem deste post, “O místico casamento de Santa Catarina”, mostra-nos como o Menino, delicadamente, segura com a sua mão esquerda o dedo anelar de Santa Catarina.
Correggio é precursor do Barroco (e estamos apenas no início do século XVI!), a sua obra influenciou artistas até ao século XVIII. Morreu a 5 de Março de 1534 na sua terra natal.
Nascido em Correggio na Emilia Romagna em 1489, Antonio Allegri, chamado Correggio, é um dos mais importantes representantes do Renascimento ao lado de Miguel Ângelo ou Rafael. Ao contrário dos seus ilustres colegas, Correggio não deixou nenhum testemunho da sua passagem por Roma. Aliás, as obras mais notáveis encontram-se nas igrejas de Parma.
Assim, a exposição tenta “provar” ao público que o pintor viveu alguns anos na Cidade Eterna, provavelmente por volta de 1518, ficando por isso influenciado pela arte antiga. Segundo peritos, muitas das obras do mestre emiliano, expostas na Galleria, reflectem o classicismo e o fascínio pela Antiguidade, próprios da Roma de 1500.
Correggio foi pioneiro na sua arte de aplicar cores claras, sobretudo visíveis nas obras profanas com temas da mitologia grega. Os contornos são suaves, por vezes indefinidos (sfumato), os movimentos dos personagens graciosos e delicados. O pintor retratava o que não parecia retratável, como a neblina ou o ar. Há ainda quem lhe chame “o pintor dos afectos”, pois manifesta-se uma graciosidade notável na sua tela. A imagem deste post, “O místico casamento de Santa Catarina”, mostra-nos como o Menino, delicadamente, segura com a sua mão esquerda o dedo anelar de Santa Catarina.
Correggio é precursor do Barroco (e estamos apenas no início do século XVI!), a sua obra influenciou artistas até ao século XVIII. Morreu a 5 de Março de 1534 na sua terra natal.
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