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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Leituras no Metro - 1100

 


«A questão das mães italianas será um lugar comum mas é rigorosamente verdadeiro. Juan Lara [...]  Viajava de autocarro e, numa paragem, o condutor levantou-se do lugar para se dirigir aos passageiros. Explicou-lhes que a mãe estava doente e que vivia ali perto. Será que se importavam que ele se desviasse um nadinha do percurso para a visitar? Os passageiros, ao que parece, não elvantaram objeções. O motorista mudou de percurso, conduziu até ao domicílio materno, estacionou em frente da porta (em segunda fila, evidentemente) e subiu para a visitar, enquanto a clientela esperava no lugar ou fumava um cigarrinho à porta. passado um quarto de hora, com o dever cumprido, o motorista regressou e agradeceu ao pessoal pela paciência. O pessoal, por sua vez, premiou-o com um apluaso: mãe há só uma.»
Enric González - Histórias de Roma. Lisboa: Tinta da China, 2015, p. 78.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

No Castelo Sforzesco

Este castelo, que visitei há anos, por acaso, alberga vários museus.

É aqui, no Pátio da Rochetta, que estão a decorrer as cerimónias fúnebres de Umberto Eco. 

Leonardo da Vinci - Cabeça de Leda, ca 1510
Miguel Ângelo - La Pietà Rondanini


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Graça Morais - Cadernos da Montanha



Graça Morais, Apontamentos para uma Primavera, colecção particular, 1983.
Exposto no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, 
integrado na exposição Cadernos da Montanha






quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Il dolce suono mi colpì di sua voce!


Il dolce suono mi colpì di sua voce!
Ah, quella voce m'è qui nel cor discesa!
Edgardo! io ti son resa. Edgardo! Ah! Edgardo, mio! Si', ti son resa!
fuggita io son da' tuoi nemici. (nemici)
Un gelo me serpeggia nel sen!
trema ogni fibra!
vacilla il piè!
Presso la fonte meco t'assidi alquanto! Si', Presso la fonte meco t'assidi.
Ohimè, sorge il tremendo fantasma e ne separa!
Qui ricovriamo, Edgardo, a piè dell'ara.
Sparsa è di rose!
Un'armonia celeste, di', non ascolti?
Ah, l'inno suona di nozze!
Il rito per noi s'appresta! Oh, me felice!
Oh gioia che si sente, e non si dice!
Ardon gl'incensi!
Splendon le sacre faci, splendon intorno!
Ecco il ministro!
Porgimi la destra!
Oh lieto giorno!
Al fin son tua, al fin sei mio,
a me ti dona un Dio.
Ogni piacer più grato,
mi fia con te diviso
Del ciel clemente un riso
la vita a noi sarà.

sábado, 13 de julho de 2013

Lucrécia Bórgia - Leituras de Verão

Dosso Dossi  ou Giovanni Nicolò de Luteri, (1490-1542), possível retrato de Lucrécia Bórgia quando jovem,     
National Gallery of Victoria, Melbourne Victoria

Ando a ler Lucrécia Bórgia de Funck-Bretano (historiador e bibliotecário). Comprei o livro na Livraria Lumière depois de ver o seu título no respetivo blog. Era uma biografia que gostava de ler. Não é um livro "científico" mas tem referências e notas de historiadores e cronistas da época e da atualidade. O único senão é não ter uma bibliografia descritiva a não ser nas notas de rodapé. Está muito bem escrito e distancia-se de ideias panfletárias e pré-concebidas. Dá relevo à personagem despindo-a com moderação e honestidade intelectual, registando relatos de cronistas da época a favor e contra os Bórgia. 
Em suma, Lucrécia vai sendo desvendada através do aproveitamento político a que foi sujeita e que os três casamentos comprovam. Comecei a lê-lo ontem e faltam poucas páginas para terminar.

Possível retrato de Lucrécia Bórgia atribuído a Bernardino di Bretti, conhecido por Pinturicchio (1454-1513)                         [Wikipedi, cortesia do Google] O meu livro tem esta gravura na capa.

 Sobre a viagem de Lucrécia de Roma até Spoleto, Marradi Labronio, poeta italiano, escreveu, já em nossos dias, um bonito poema qe foi taduzido por Emmanuel Rodocanachi:

Sobre a estrada ardente de Spoleto
cavalgava vagarosamente sob o sol de agosto
Dona Lucrécia em brilhante cortejo
De padres e de cortesãos.
A beleza fulva da sua cabeleira abundante
Enchia de sombra o esplendor de seus olhos semi-cerrados.

Fatigado, o senador ia calado
Ao lado da duquesa, assim como
O último dos filhos de Vanozza (Jofré);
Aborrecidos, os padres lembravam-se
Da frescura do Vaticano... (1)

(1) Emm. Rodocanachi, Une cour princière, p. 228. in Funck-Bretano, Lucrécia Bórgia. Porto: Livraria Tavares Martins, 1947, p.85


terça-feira, 7 de agosto de 2012

terça-feira, 20 de julho de 2010

Auto-retrato(s) - 56


Emilius-Ditlev Baerentzen (1799-1868) - Auto-retrato
Óleo sobre tela, 1825
Alemanha, col. particular


Emilius-Ditlev Baerentzen é um pintor dinamarquês que eu desconhecia. Gosto bastante deste auto-retrato.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Joshua Bell

Segundo a lenda foi o diabo que inventou o violino para fazer chorar os homens.

Joshua Bell "canta" Una furtiva lagrima
Gaetano Donizetti - L'elisir d'amore, 1832