À NAUBelo navio que aqui me conduziste, bordejando a
Jónia, às ondas brilhantes eu te abandono e de pé ligeiro
para a praia salto.
Tu vais voltar a esse país onde a virgem é a amiga
das ninfas. Que não te esqueça agradeceres as invisíveis
conselheiras, e como oferenda leva-lhes estes ramos que
minhas mãos colheram.
Pinheiro foste, e sobre as montanhas o vasto Notos
inflamado teus ramos espinhosos agitava, teus esquilos
e pássaros sacudia.
Guie-te agora o Bóreas, brandamente te impelindo
para o porto, negra nave que delfins ao sabor do mar
benevolente escoltam.
- Pierre Louys, AS CANÇÕES DE BILITIS , trad.port. Júlio Henriques, Fora do Texto, 1990