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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Mário Mesquita entrevista Mário Soares


«Vamos acabar com a segurança social e regressar ao "reagamismo" ou à senhora Tatcher? Não, vamos repensar a segurança social e criar novos parâmetros de ação solidária. Esses são os grandes desafios do futuro. Creio que os socialistas estão mais aptos a responder a esses desafios do futuro do que os conservadores ou os neoliberais. Estes não têm soluções!» (p. 257-258)

«A meu ver, o discurso socialista (democrático) deve, hoje, concentrar-se em três conceitos: liberdade, solidariedade e participação. Deve aprofundá-los, no quadro de sociedades pluralistas , descentralizadas e civilistas. A ecologia e a União Europeia - e aqui há que repensar as instituições europeias e o seu controlo democrático - devem ser preferenciais, como os problemas de emprego, a segurança social, a igualdade de oportunidades e as exclusões sociais.» (p. 259)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ainda os briefings do Lomba

Segundo Tozé Brito, na primeira edição de Vilar de Mouros (1968) “as drogas circularam e o sexo fez-se”. Uma frase inspiradora para reagir à suspensão dos briefings semanais entre o Executivo e os jornalistas. Neste caso, “a crise política aconteceu e o briefing não se fez”, como o que estava agendado para hoje às 12 horas. Agora só dia 13. Estas comunicações que deveriam ser diárias, tal como foi anunciado, realizam-se com uma frequência de duas por semana, às terças e sextas-feiras.

Os briefings do Lomba


Helena Sacadura Cabral foi chamada ao briefing do Lomba para dar mais explicações à comunicação social acerca do sofrimento do vice-primeiro ministro desde setembro do ano passado. A sessão não correu bem e o Governo decidiu entretanto averiguar "inconsistências problemáticas" da mãe de Paulo Portas. Como acontece sempre nos briefings do Lomba, o caso terminou com o pedido de demissão de Helena Sacadura Cabral do cargo de mãe de Paulo Portas, que será agora entregue à Segurança Social para ser dado para adoção.
O Inimigo Público, sexta-feira, 9 de agosto de 2013

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Frase da semana ( que passou )


É necessário mudar o sistema político, nem que seja com um novo género de ditadura.

Não é a primeira vez que Joe Berardo é escolhido para figurar nesta rubrica, e palpita-me que não será a última, mas esta sua frase da semana passada teve honras de destaque na imprensa escrita e na blogosfera. Merecidamente...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Desabafos... - 1

Não consigo imaginar-me a viver com 450 euros por mês

Esta frase foi proferida pelo Francisco Van Zeller há dias no Diário Económico. Percebo perfeitamente a perplexidade do sr.eng. perante a quantia que é a realidade mensal de muitos portugueses, mas se assim é não entendo porque é que ele e outros seus colegas "patrões dos patrões" se opuseram tanto à subida do salário mínimo para 2010, subida que apenas deu cumprimento aliás ao que já estava anunciado pelo Governo que não desiste, e bem, de ter o salário mínimo nacional fixado em 500 euros em 2012.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A despedida

Considerações político-partidárias à parte, até porque já sabem que não é isso que me move, ontem fiquei admirado com a longevidade parlamentar de Manuel Alegre. É verdade, Manuel Alegre, que até aprecio como poeta, despediu-se ontem da Assembleia da República, onde foi deputado durante 34 anos. O pior, para mim, não são os 34 anos assim a seco, são os 34 anos que passaram sem que o nome dele tivesse alguma vez ficado associado a uma lei, ou a um projecto legislativo de monta. E só nos últimos anos, depois das presidenciais, é que se deu mais por ele nas votações quando começou a mostrar um sentido de voto próprio.
Ficará sempre a dúvida de que a "carreira" parlamentar de Alegre foi agora encerrada, não por qualquer ideal de renovação das pessoas que ocupam cargos políticos, mas sim para começar a corrida de fundo dirigida a um certo palácio cor-de-rosa...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Sr.Conselheiro

Há dias, dizia ao nosso MLV que já poucas coisas me espantam, e eis que logo no dia seguinte tive de morder a língua: confesso que fiquei espantado com a escolha de Vítor Bento para substituir Dias Loureiro no Conselho de Estado. Mesmo muito espantado. Tanto tempo que Cavaco teve para escolher um novo conselheiro, porque até ele deve ter percebido a certa altura que iria ficar sem Dias Loureiro, e sai-se com Vítor Bento, ex-Director-Geral do Tesouro, e que deixou as funções ( mas apenas com licença sem vencimento... ) no Banco de Portugal para ser o que é actualmente, Presidente do Multibanco. É um bom economista, ninguém duvida, mas e depois?