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quinta-feira, 25 de abril de 2024

Marcadores de livros - 3004

Verso e  everso.

Verso e reverso.

Revolução

Como casa limpa 
Como chão varrido 
Como porta aberta 

Como puro início 
Como tempo novo 
Sem mancha nem vício 

Como a voz do mar 
Interior de um povo 

Como página em branco 
Onde o poema emerge 

Como arquitetura 
Do homem que ergue 
Sua habitação 

Sophia de Mello Breyner Andresen
27 de abril de 1974

Verso e reverso.

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Reverso e verso.

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Verso e reverso.





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Um dia feliz para todos!

sábado, 28 de maio de 2022

Mário Mesquita (1950-2022)

Ontem à hora do almoço vinha no metro a ler o essencial sobre o Diário de Lisboa. Em 1988, Mário Mesquita foi escolhido para diretor do Diário de Lisboa, cargo que só ocupou em dezembro de 1989.

«"O ambiente na redação era muito bom", recorda hoje Dina Soares, sublinhando que os recém-chegados à profissão como ela eram muito acompanhados. "Os estagiários saíam em serviço com os mais velhos. Quando os textos eram revistos - o que acontecia sempre -, chamavam-nos para nos explicarem o que estava mal e porque tinha sido alterado. Além disso, havia outra coisa muito boa para quem estava a começar, marcavam-nos todo o tipo de serviços. Eu, por exemplo, que estava na secção de Política, fui fazer um jogo de futebol." [...] "A família [Ruella Ramos] queria relançar o jornal e o contexto político internacional, com a queda do Muro de Berlim, era entusiasmante", contou Mário Mesquita [...]. A proposta de Mesquita é apostar num olhar reflexivo sobre a atualidade, diferenciando-se dos outros diários, e mantendo-se um jornal independente de esquerda.

«Fundador do PS em 1973 (partido de que se afastaria mais tarde), Mário Mesquita tinha começado no República e dirigira o Diário de Notícias entre 1978 e 1986 (e fora diretor-adjunto entre 1975 e 1978).» (Cláudia Lobo, p. 120-122)

Quando cheguei a casa, telefonaram-me a dizer que o Mário Mesquita tinha falecido. Que choque!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Mário Mesquita entrevista Mário Soares


«Vamos acabar com a segurança social e regressar ao "reagamismo" ou à senhora Tatcher? Não, vamos repensar a segurança social e criar novos parâmetros de ação solidária. Esses são os grandes desafios do futuro. Creio que os socialistas estão mais aptos a responder a esses desafios do futuro do que os conservadores ou os neoliberais. Estes não têm soluções!» (p. 257-258)

«A meu ver, o discurso socialista (democrático) deve, hoje, concentrar-se em três conceitos: liberdade, solidariedade e participação. Deve aprofundá-los, no quadro de sociedades pluralistas , descentralizadas e civilistas. A ecologia e a União Europeia - e aqui há que repensar as instituições europeias e o seu controlo democrático - devem ser preferenciais, como os problemas de emprego, a segurança social, a igualdade de oportunidades e as exclusões sociais.» (p. 259)