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sexta-feira, 22 de agosto de 2025
sábado, 20 de julho de 2019
Da Terra à Lua
Este romance de Júlio Verne, com o subtítulo de Viagem direta em 97 horas e 20 minutos, foi editado em 1865 e foi traduzido para português por Henrique de Macedo para a Editora das Horas Românticas de David Corazzi, em 1878.
As minhas leituras de ficção científica ficaram pelas obras deste autor que estavam traduzidas quando eu tinha aí 12-13 anos - e que li compulsivamente - e pelo Farenheit 451 de Ray Bradbury. Outras tentativas que fiz não entusiasmaram nada.
Fogo: «Instantaneamente produziu-se uma detonação horrorosa, inaudita, sobre-humana, de que coisa alguma poderia dar ideia, nem o ribombar do trovão, nem o estampido das erupções. Das entranhas do soo, como de uma cratera, surgiu um jacto imenso de fogo. A terra tremeu e abriu-se, e apenas um ou outro espectador pode por instantes entrever o projétil que fendia vitoriosamente os ares envolto em chamejantes vapores.» (p. 241)
Fui comprar esta edição para oferecer. Vamos a ver se quem a recebeu vai gostar.
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Leituras no Metro - 976
Lisboa: Livros do Brasil, 1956
«Li o Fahrenheit 451 – o n.º 33 [da coleção Argonauta] – depois de ter lido O Mundo Marciano (tradução das Martian Chronicles) e O Homem Ilustrado, duas colectâneas de contos de Bradbury. Devo-o ter lido no Verão de 1958, dois anos depois de ter saído em Portugal. Nesse tempo, as minhas leituras tinham passado da colecção Salgari, com Sandokan, o Tigre da Malásia, para a colecção De Capa e Espada das Edições Romano Torres, onde me ia familiarizando com Ponson du Terrail (Os Quatro Cavaleiros da Noite, Um Trono por Amor, O Pagem do Rei, As Luvas Envenenadas) e com Paul Féval, criador do Lagardère. Também já tinha lido, nas mesmas edições Romano Torres, o Walter Scott em português.
«Fahrenheit 451 era já um romance, uma coisa mais séria, uma história completa; a história de uma sociedade futura onde os livros tinham sido banidos e onde os bombeiros já não apagavam fogos – as casas eram de materiais não inflamáveis –, só queimavam livros. Fahrenheit 451 (233º Celsius) era a temperatura a que ardiam os livros.
«Para viciados na leitura, que continuam a gostar de ler e de ter livros – livros de todos os géneros, das novidades aos clássicos, livros com folhas, letras impressas, capas, encadernações, edições modernas e antigas (tenho algumas primeiras edições do Camilo Castelo Branco, compradas no Brasil) – esta destruição dos livros é equivalente a um apocalipse.
«Quando saiu nos Estados Unidos, em 1953, Fahrenheit 451 foi lido como um manifesto contra a censura, como um panfleto contra todas as inquisições. Estaline tinha morrido nesse ano, a memória de Hitler ainda estava bem viva e o macartismo tomava a América de assalto.
«Hoje percebemos melhor o seu significado mais fundo, ou percebemos o livro à distância, de maneira diferente, e talvez mais interessante civilizacionalmente. Até porque é na nossa distância que as sombras de Fahrenheit 451 parecem incidir com maior crueza, como se vivêssemos agora o futuro adivinhado no livro. O próprio Bradbury insistia que o livro não era “uma resposta ao senador Joseph McCarthy” nem era sobre a “censura estatal”, mas sobre o modo como a televisão estava a destruir “o nosso interesse pela leitura e pela literatura” e a “transformar as pessoas em imbecis” (“It is about people being turned into morons by TV”).
«Assim, em Fahrenheit 451, queimam-se livros porque os livros são perigosos e levam a pensar e a julgar criticamente, encerrando um passado que pode denunciar, empalidecer ou pôr em causa o presente e sugerir outro futuro. No livro, os que deixaram de ler livros – como a vaporosa Mildred, mulher do protagonista – estão alienados pela televisão e por uma espécie de redes sociais tridimensionais que lhes fornecem famílias fictícias e lhes preenchem o dia-a-dia como companhias virtuais. […]
«Ao entrar hoje no mundo das redes sociais e ao assistir de relance a alguns shows populares de duvidosa ética e estética, percebemos que a visão de Bradbury transcende o piedoso e sempre correto comentário anticensura para penetrar incisivamente no coração do futuro – o nosso presente.»
«Assim, em Fahrenheit 451, queimam-se livros porque os livros são perigosos e levam a pensar e a julgar criticamente, encerrando um passado que pode denunciar, empalidecer ou pôr em causa o presente e sugerir outro futuro. No livro, os que deixaram de ler livros – como a vaporosa Mildred, mulher do protagonista – estão alienados pela televisão e por uma espécie de redes sociais tridimensionais que lhes fornecem famílias fictícias e lhes preenchem o dia-a-dia como companhias virtuais. […]
«Ao entrar hoje no mundo das redes sociais e ao assistir de relance a alguns shows populares de duvidosa ética e estética, percebemos que a visão de Bradbury transcende o piedoso e sempre correto comentário anticensura para penetrar incisivamente no coração do futuro – o nosso presente.»
Gostei bastante do texto de Jaime Nogueira Pinto a propósito de Fahrenheit 451 e que poderão ler na totalidade na revista Bang! (Lisboa, maio 2018, p. 82-84) e que me parece ser o prefácio a uma nova edição deste romance na Saída de Emergência. Li quase todos os livros que ele refere, que eram leituras das pessoas da minha geração, sem esquecer os romances de Jane Austen, também editados pela Romano Torres.
Fahrenheit 451 foi o primeiro livro de ficção científica que li. Não li muitos mais - não é um género que eu aprecie, mas gostei bastante deste romance de Ray Bradbury e da adaptação ao cinema que dele fez François Truffaut. Li-o na edição, cuja capa acima reproduzo.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Ray Bradbury (1920-2012)
O autor de ficção científica Ray Bradbury faleceu hoje em Los Angeles. Não sou leitora deste género literário, mas gostei imenso de Fahrenheit 451 que li (na edição de 1968) depois de ver o filme, dirigido por Truffaut.
Trad. de Mário Henrique Leiria.
Lisboa: Livros do Brasil, 1956. (Argonauta; 33)
Trad. de Mário Henrique Leiria.
Lisboa: Livros do Brasil, 1968
Aqui pode-se ver o filme na íntegra: http://www.youtube.com/watch?v=ZriW3CPU9G4
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