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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Os meus franceses - 1041

Este filme sobre François Truffaut (falecido há 40 anos) passou no domingo no DocLisboa. Pode ser visto aqui, mas entremeado de muitos anúncios.


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Boa noite!


Leituras no Metro - 1033

Paris: Gallimard, 2003

Catorze escritores e realizadores abordam o tema de Hollywood ou debruçam-se sobres estrelas de cinema (atores e realizadores) e oferecem-nos retratos delas por vezes surpreendentes.
Um livro muito interessante.

Truffaut a propósito de Hitchcock: «Beaucoup de gens ne voient en Hitchcock que la science, l'habileté, ignorant ce qui, avec le temps passé, m'impressionne le plus en lui: sa profonde émotivité.» (p. 25)

Para Paula e Rui.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Caixa do correio - 101

Já vi estas fotos vezes sem fim, mas não sabia que eram de Gilles Caron. Fiquei a sabê-lo graças a estes dois postais e a um folheto de uma exposição que está na Mairie de Paris, enviados por dois visitantes do Prosimetron.
Em cima: Daniel Cohn-Bendit diante da Sorbonne, 6 maio 1968; em baixo: François Truffaut e Jean-Pierre Léaud na rodagem de Beijos Roubados, Paris, fev. 1968.
As fotografias vinham acompanhadas deste maravilhoso cartão em papel reciclado com duas flores.
Muito obrigada, Paula e Rui Lima, por estes presentes inesperados. 


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Leituras no Metro - 976

Lisboa: Livros do Brasil, 1956

«Li o Fahrenheit 451 – o n.º 33 [da coleção Argonauta] – depois de ter lido O Mundo Marciano (tradução das Martian Chronicles) e O Homem Ilustrado, duas colectâneas de contos de Bradbury. Devo-o ter lido no Verão de 1958, dois anos depois de ter saído em Portugal. Nesse tempo, as minhas leituras tinham passado da colecção Salgari, com Sandokan, o Tigre da Malásia, para a colecção De Capa e Espada das Edições Romano Torres, onde me ia familiarizando com Ponson du Terrail (Os Quatro Cavaleiros da Noite, Um Trono por Amor, O Pagem do Rei, As Luvas Envenenadas) e com Paul Féval, criador do Lagardère. Também já tinha lido, nas mesmas edições Romano Torres, o Walter Scott em português.
«Fahrenheit 451 era já um romance, uma coisa mais séria, uma história completa; a história de uma sociedade futura onde os livros tinham sido banidos e onde os bombeiros já não apagavam fogos – as casas eram de materiais não inflamáveis –, só queimavam livros. Fahrenheit 451 (233º Celsius) era a temperatura a que ardiam os livros.
«Para viciados na leitura, que continuam a gostar de ler e de ter livros – livros de todos os géneros, das novidades aos clássicos, livros com folhas, letras impressas, capas, encadernações, edições modernas e antigas (tenho algumas primeiras edições do Camilo Castelo Branco, compradas no Brasil) – esta destruição dos livros é equivalente a um apocalipse.
«Quando saiu nos Estados Unidos, em 1953, Fahrenheit 451 foi lido como um manifesto contra a censura, como um panfleto contra todas as inquisições. Estaline tinha morrido nesse ano, a memória de Hitler ainda estava bem viva e o macartismo tomava a América de assalto.
«Hoje percebemos melhor o seu significado mais fundo, ou percebemos o livro à distância, de maneira diferente, e talvez mais interessante civilizacionalmente. Até porque é na nossa distância que as sombras de Fahrenheit 451 parecem incidir com maior crueza, como se vivêssemos agora o futuro adivinhado no livro. O próprio Bradbury insistia que o livro não era “uma resposta ao senador Joseph McCarthy” nem era sobre a “censura estatal”, mas sobre o modo como a televisão estava a destruir “o nosso interesse pela leitura e pela literatura” e a “transformar as pessoas em imbecis” (“It is about people being turned into morons by TV”).
«Assim, em Fahrenheit 451, queimam-se livros porque os livros são perigosos e levam a pensar e a julgar criticamente, encerrando um passado que pode denunciar, empalidecer ou pôr em causa o presente e sugerir outro futuro. No livro, os que deixaram de ler livros – como a vaporosa Mildred, mulher do protagonista – estão alienados pela televisão e por uma espécie de redes sociais tridimensionais que lhes fornecem famílias fictícias e lhes preenchem o dia-a-dia como companhias virtuais. […]
«Ao entrar hoje no mundo das redes sociais e ao assistir de relance a alguns shows populares de duvidosa ética e estética, percebemos que a visão de Bradbury transcende o piedoso e sempre correto comentário anticensura para penetrar incisivamente no coração do futuro – o nosso presente.»


Gostei bastante do texto de Jaime Nogueira Pinto a propósito de Fahrenheit 451 e que poderão ler na totalidade na revista Bang! (Lisboa, maio 2018, p. 82-84) e que me parece ser o prefácio a uma nova edição deste romance na Saída de Emergência. Li quase todos os livros que ele refere, que eram leituras das pessoas da minha geração, sem esquecer os romances de Jane Austen, também editados pela Romano Torres.
Fahrenheit 451 foi o primeiro livro de ficção científica que li. Não li muitos mais - não é um género que eu aprecie, mas gostei bastante deste romance de Ray Bradbury e da adaptação ao cinema que dele fez François Truffaut. Li-o na edição, cuja capa acima reproduzo.

sábado, 5 de maio de 2018

Leituras no Metro - 974

Lisboa: Orfeu Negro, 2015

«Os meus primeiros duzentos filmes foram vistos em estado de clandestinidade, ou por fazer gazeta à escola, ou por entrar na sala sem pagar (pela saída de emergência ou pelas janelas da casa de banho), ou anda por aproveitar as saídas noturnas dos meus pais, com a necessidade de me encontrar na cama no seu regresso a casa. Era, pois, com fortes dores de barriga que eu pagava este grande prazer, com a barriga num nó, a cabeça amedrontada, invadido por um sentimento de culpabilidade que só podia aumentar a emoção provocada pelo espetáculo. […)
«Perguntaram-me muitas vezes em que momento da minha cinefilia desejei tornar-me realizador ou crítico e, na verdade, não faço ideia; sei apenas que queria aproximar-me cada vez mais do cinema.
«Uma primeira fase constituiu, pois, em ver muitos filmes; uma segunda, em anotar o nome do realizador à saída da sala, uma terceira, em rever muitas vezes os mesmos filmes e determinar as minhas escolhas em função do realizador. Mas, neste período da minha vida, o cinema agia como uma droga de tal maneira que o cineclube que fundei em 1947 recebeu o nome, pretensioso mas revelador, de Cercle Cinémane. […]
«Quando era crítico, pensava que um filme, para ser conseguido, devia expressar simultaneamente uma ideia do mundo e uma ideia do cinema; A Regra do Jogo ou O Mundo a Seus Pés correspondiam bem a essa definição. Hoje, quando vejo um filme, peço-lhe que expresse a alegria de fazer cinema, ora a angústia de fazer cinema, e desinteresso-me de tudo aquilo que estiver entre os dois, isto é, de todos os filmes que não vibram.» (p. 15-18)

Estou a gostar imenso deste livro que vai aqui regressar de certeza.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Os meus presentes para os prosimetronistas

Deixo-vos umas virtualidades, com votos de Bom Natal:

http://www.comofazeremcasa.net/selecao-de-arvores-de-natal-diferentes-e-criativas-para-inspiracao/

Um livro para o Luís: E quando experimentar alguma destas receitas, não se esqueça de nos convidar para provarmos.

  
Paris: BnF, 2015

Um livro para a Ana:
Paris: Ed. Carpentier, 2015

«Françoise Hardy est partie d'une idée simple, prendre le meilleur de ces chanteurs américains qu'elle écoutait adolescente sur Radio Luxembourg et composer des chansons pop. Le plan a bien fonctionné. Trop bien, peut-être. En quelques mois, presque contre son gré, la sage étudiante en propédeutique de lettres est devenue la nouvelle idole des teenagers européens. De ce premier vinyle acidulé au succès immédiat, "Tous les garçons et les filles de mon âge", en 1962, à "L'Amour fou", en 2012, Françoise Hardy a traversé les modes, semant sur son trajet des perles ignorées du grand public comme "L'Eclairage" ou "La Question". Si l'on juge une icône pop à la qualité de ses fans (Bob Dylan, Mick Jagger, Etienne Daho, Jacno, Nick Drake, Keren Ann, Bertrand Burgalat, Damon Albarn...), il n'y a guère qu'une Marianne Faithfull qui puisse rivaliser, à cette altitude. Tant de belles choses retrace une carrière qui s'étend sur plus de cinq décennies. Les chansons, les films, les albums, les amitiés, les amours, les rencontres, les passions, les regrets, les belles et moins belles choses qui ont marqué la vie de celle que le magazine Time Life baptisa la yeh-yeh girl from Paris... Tout est là !» (Da apresentação do editor)

Para o João M. e S.:


Para o Filipe: Presentes de Nuremberga.

Para o JP:
Cambridge: Cambridge University Press, 2015

Para o MLV:
Lisboa: Planeta, 2015

Para o João Soares:
Lisboa: Orfeu Negro, 2015

sábado, 25 de outubro de 2014

Os meus franceses - 362

Antoine Duhamel faleceu no dia 11 de setembro. Deixou uma vasta obra musical: sinfónica, operática e bandas sonoras, a que lhe granjeou maior fama.



Boa noite!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Os meus franceses - 361

Revi este filme de François Truffaut há um mês, mais ou menos. Lucas Steiner, um judeu, diretor do Teatro de Montmartre é obrigado a esconder-se, durante a ocupação de Paris, nas caves do teatro, de onde continua a dirigi-lo...
Faz hoje 30 anos que Truffaut morreu.

Uma das canções da banda sonora do filme.

Boa noite!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ray Bradbury (1920-2012)

O autor de ficção científica Ray Bradbury faleceu hoje em Los Angeles. Não sou leitora deste género literário, mas gostei imenso de Fahrenheit 451 que li (na edição de 1968) depois de ver o filme, dirigido por Truffaut.

Trad. de Mário Henrique Leiria.
Lisboa: Livros do Brasil, 1956. (Argonauta; 33) 
Trad. de Mário Henrique Leiria.
Lisboa: Livros do Brasil, 1968 


Aqui pode-se ver o filme na íntegra: http://www.youtube.com/watch?v=ZriW3CPU9G4

quarta-feira, 9 de março de 2011

Truffaut / Godard


«Fascinante. É uma aula de história. Grandes revelações. Inesquecível.»
Stephen Farber (Hollywood Reporter)
10 a 23 de Março no Corte Inglês.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Os meus franceses - 101


Depois de ter (finalmente) visto Partir, de Catherine Corsini, a qual reaproveita esta música de Georges Delerue (1925-1992) para a banda sonora do filme.