Julie Frances Christie nasceu em Chukua/Assam (Índia) a 14 de Abril de 1941.
Após uma infância e juventude de rebeldia, vividas na Índia, Inglaterra e França, inscreve-se na Central School of Drama de Londres aos 17 anos. Em 1960, é descoberta por Michael Hayes para a série televisa A For Andromeda. Apesar do sucesso em TV, recebe a primeira proposta para o grande écran apenas dois anos mais tarde: Terence Young deslumbra-se com Christie para o papel de Honey Rider na primeira película de James Bond, mas Albert Broccoli (produção) impõe Ursula Andress como Bond-girl. Outros desafios lançam a jovem actriz para a Sétima Arte: The fast lady (1962), Crooks anonymous (1962) ou Billy Liar (1963) de John Schlesinger ao lado de Tom Courtenay.
Christie afirma-se definitivamente no estrelato cinematográfico a partir de 1965: brilha em
Young Cassidy de
Jack Cardiff ao lado de
Rod Taylor e
Maggie Smith. Em
Darling, juntamente com
Dirk Bogarde e novamente sob a direcção de
Schlesinger, interpreta o papel de
Diana Scott, premiado com o Óscar para melhor actriz.
Durante as filmagens de
Darling, recebe o telefonema que viria a mudar a sua vida:
David Lean prepara
Doctor Zhivago e convida
Christie para o papel de Lara. Seguem-se ainda as participações em obras primas, tais como,
Fahrenheit 451 (1966) de
Truffaut ou
Far from the madding crowd (1967) de
John Schlesinger.
A relação com
Warren Beatty entre 1968 e 1978 proporciona alguns projectos em comum:
McCabe & Mrs. Miller (1971) de
Robert Altman ou
Heaven can wait (1978). Em
Don’t look now, baseado na obra de
Daphne du Maurier, Christie impressiona como
Laura Baxter ao lado de
Donald Sutherland, ainda que o filme se torne conhecido junto do grande público mais através de uma cena de amor bem ousada à luz dos padrões da época do que através da interpretação da
leading woman.
Poucas são as propostas interessantes nos anos que se seguem. O
comeback dá-se em meados dos anos 80, quando
Christie integra séries de TV europeias. O espectador do grande écran revê-a em
Hamlet (1996) de
Kenneth Branagh, Harry Potter and the Prisoner of Azkaban (2004),
Finding Neverland (2004) e, por fim, no papel de uma doente de Alzheimer em
Away from her (2006) pelo que é nomeada para o Óscar de melhor actriz.
Al Pacino terá considerado
Julie Christie como a “mais poética de todas as actrizes”. Na verdade, a beleza e sensualidade, mas também o seu talento, tornaram
Christie num dos maiores ícones do cinema britânico.
Imagens: Julie Christie (1970); em Darling (1965); em Doctor Zhivago (1965); Julie Christie hoje