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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Gaby Deslys (1881-1920)

 
Ilustração de Barribal.


Gaby Deslys foi uma atriz, cantora e dançarina francesa, muito popular no início do século passado, que teve um relacionamento com o rei D. Manuel II. Faleceu em Paris, a 11 de fevereiro de 1920. Este romance parece ter inspirado a ópera de Leoncavallo, La Reginetta delle Rose, composta em Londres em 1911.

Também Hervé Bromberger realiza L'inconnu d'un soir (1949), no qual uma orfã dotada para o canto e para a dança torna-se vedeta em Paris, cidade na qual trava conhecimento com um homem, que mais tarde sabe ser rei de um pequeno país. 


António Torrado compôs ainda sobre os mesmos amores, uma ópera cómica, Gaby, a Primeira, que foi levada à cena em Famalicão, em 2010.

terça-feira, 27 de março de 2012

Henry Murger

O novelista e poeta Henry Murger nasceu em 27 de março de 1822 na capital francesa e morreu, na mesma cidade, a 22 de janeiro de 1861. Baseado na sua própria experiência, escreveu Scènes de la vie bohème, que inspirou Puccini e Leoncavallo para as suas óperas La bohéme. Há várias edições da obra em português, a primeira das quais de 1898.

Busto de Henry Murger no Jardim do Luxemburgo, Paris.
No 17, rue des Prêtres Saint-Germain l'Auxerrois, em Paris, ficava o Café Momus, no qual se reunia alguma boémia intelectual no século XIX, como Chateaubriand, Nadar, Taine, Saint-Beuve, Courbet, Baudelaire, Renan e Henry Murger, Era aqui que Rudolfo (o poeta) se encontrava com os amigos. 

Colline e Schaunard «Subiram a um café situado na rua Saint-Germain-l'Auxerrois e que tinha pintado na tabuleta Momo, Deus dos Jogos e dos Risos. [...]
«Colline entendeu dever responder a esta cortesia oferecendo alguma coisa para tomarem. Rodolfo aceitou. Veio a conversa a descambar em literatura. Interrogado Rodolfo acerca da sua profissão já atraiçoada pelo traje, confirmou as suas relações com as musas, e mandou repetir a dose. [...]
«Naqueles tempos, Gustavo Colline, o grande filósofo, Marcelo, o grande pintor, Schaunard, o grande músico, e Rodolfo, o grande poeta, como mutuamente se tratavam, eram frequentadores regulares do café de Momus, onde lhes puseram a alcunha de quatro mosqueteiros, pelo facto de os verem sempre juntos [...].
«Haviam escolhido para ponto de reunião uma sala onde cabiam quarenta pessoas à vontade, o que não obstava a que sempre os encontrassem sós, pois tinham acabado por a tornar inacessível aos frequentadores ordinários.» (Cenas da vida boémia. Porto: Livr. Lélo, [1936], p. 24, 28, 130)
Capa de Le petit journal, assinalando o cinquentenário da morte de Henry Murger.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009