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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Ópera. Pasión, poder y política

Loie Fuller na sua nova criação Salomé, ca 1895.

Esta exposição apresenta o desenvolvimento da ópera desde o século XVII , através de oito estreias de óperas em oito cidades europeias. Estão patentes cerca de 200 peças vindas de 25 museus.
Na Caixa Forum de Madrid até 11 de agosto.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Cranach no MNAA


Salomé com a cabeça de S. João Baptista
Óleo sobre madeira de tília, ca 1509-1510
Lisboa, MNAA
Judite com a cabeça de Holofernes
Óleo sobre madeira de tília, ca 1530
Nova Iorque, The Metropolitan Museum of Art

«A reunião destas duas pinturas [...] permite-nos ver a forma semelhante como Cranach retrata duas figuras diferentes, utilizando os mesmos artifícios e uma componente similar. Ao mesmo tempo, dá-nos a perceber a evolução estilista do pintor: de um período inicial, influenciado por Dürer e pelos pintores flamengos, à sua fase madura, cujas características englobam um desenho mais linear, contrastes vincados, uma cor menos vibrante e referências aos modelos germânicos e mesmo medievais, traduzindo um nacionalismo a que a Reforma Protestante não é, por certo, alheia. Este acontecimento molda para sempre a vida de Cranach.» (da folha de sala)
A cor será menos vibrante no retrato de Judite?

Estas duas obras podem ser vistas, lado a lado, até 28 de abril, no MNAA.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cortem-lhes a cabeça ?


Perguntava-me há dias um amigo se tinha visto a Salome do São Carlos e que tinha achado. Respondi que não tinha visto, nem estava muito a par da recepção. Na verdade, tenho estado um pouco "divorciado" do nosso teatro de ópera, tanto pelo que de pouco bom lá vai passando como pelo que de muito bom vai aparecendo em dvd. Fiquei mais elucidado ao ler no Expresso deste sábado a opinião de Jorge Calado :
" (...) É, simplesmente, o pior espectáculo que vi em toda a minha vida ( e vi vários muito maus, cá e lá fora ) . Há duas décadas, Gustafson era uma cantora com algum mérito. Hoje, com a voz esfrangalhada, mantém apenas um registo agudo com alguma qualidade ( embora desafinado ) , que o resto é inaudível. Muitas vezes suspeitei que cantava porque a via mexer a boca. A sua leitura do papel é muito aproximada, fraseia aos soluços e defende-se descradamente para chegar ao fim. Enfim, um suplício. Jason Howard, em Jochanaan ( São João Baptista ), canta com um vibrato onde cabem rodos de notas, a dicção é péssima e a afinação deixa muito a desejar. De Graciela Araya ( Herodias ) nem a vale a pena falar. "
E sobre a encenação de Karoline Gruber :
" (...) A ópera começa com um arabesco erótico na orquestra. Mas o erotismo ficou nos camarins. Esta é uma « Salome» pedófila, onde os homens usam saias e as mulheres calças. A protagonista cinquentona usa tranças e soquetes, brinca com bonecas, desmembra insectos e põe o dedinho na boca. (...) O pedófilo do Herodes veste-se com a roupa interior da enteada. Há couro e cabedal da pesada e fodas homo e hetero para todos os gostos (...) "
Jorge Calado termina o seu texto assim:
" O verdadeiro deboche da corte do tetrarca está nas cabeças que regem o teatro. Como Portugal foi pioneiro na abolição da pena de morte, apetece-me dizer que o melhor é fechar o São Carlos ( já que não podem pôr a direcção na rua ) . Poupavam-se rios de dinheiro, e o Opart até podia ir à viola, gabando-se dum lucro de milhões. "
Confesso que perante esta opinião de um nossos mais reputados críticos de ópera fico a pensar se realmente o que passou em São Carlos foi a adaptação de Strauss da grande peça de Oscar Wilde ou outra coisa qualquer com o mesmo nome.
E daqui do blogue, alguém pode falar com conhecimento de causa?

quarta-feira, 25 de março de 2009

Nancy Gustafson em Lisboa

A partir de quinta-feira vamos ter a norte-americana Nancy Gustafson a cantar em São Carlos a Salomé de Richard Strauss, numa co-produção com o Biwako Hall do Japão. Como sabem os mais operáticos, foi esta ópera o primeiro grande sucesso de Strauss, que se inspirou na tradução alemã ( Hedwig Lachmann ) da peça homónima de Oscar Wilde.
Deixo-vos La Gustafson não no Antigo Israel, mas numa das árias mais apreciadas do mundo da ópera, e onde ela não está nada mal.