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sábado, 6 de novembro de 2010

ONDE ME APETECIA ESTAR - 44 : Vaux-le-Vicomte


- Vaux-le-Vicomte, fachada sul com vista de uma parte dos jardins desenhados por Le Nôtre.

Uma das minhas lacunas na cadeira dos castelos franceses é Vaux-le-Vicomte, a sumptuosa residência de Nicolas Fouquet que provocou a inveja de Luís XIV e levou este a construir Versalhes para não mais ser ofuscado por um seu súbdito. A meros 55km de Paris, Vaux continua passados os séculos em mãos privadas e a ser a maior propriedade privada de França, mas felizmente visitável e várias vezes usada como cenário de filmes.
E se apetece sempre ir visitar este belo castelo e parque, hoje ( e amanhã ) há um motivo mais: é lá que se realiza a 3ª edição do Salon du Chocolat, onde se pode "déguster des merveilles signées de grands chocolatiers dans un décor de rêve".

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Há piqueniques e piqueniques...

- parterre de tulipes do Castelo de Vaux-le-Vicomte.

Já aqui falei de Vaux-le-Vicomte, o sumptuoso castelo mandado construir por Nicolas Fouquet e que foi a sua desgraça, pois que era a prova dos desvios de dinheiro da Coroa. É em Vaux que se realiza todos os anos em Junho um deslumbrante piquenique, o mais luxuoso de França, em memória da grande festa dada por Fouquet ao seu rei, Luís XIV, e que foi o princípio da queda do então todo-poderoso Surintendant des Finances.
É já no próximo domingo, dia 21 de Junho, e como se vai trajado à época por algumas horas vive-se efectivamente uma viagem até ao Grand Siécle.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O que estou a ler - 3


- Nicolas Fouquet, retrato por Édouard Lacretelle, Palácio de Versalhes.

- Vaux-le-Vicomte, mandado erigir por Fouquet, que contou com Le Vau, Le Brun e Le Nôtre, o trio maravilha depois usado pelo rei para Versalhes. Ainda é propriedade privada.


" À 6 heures du soir, Fouquet était le roi de France, à 2 heures du matin, il n' était plus rien."
Estou a ler o primeiro romance de Alain Duménil, o grande homem de negócios francês apaixonado pela literatura, que até criou um prémio literário com o seu nome há dois anos. Mas trata-se de um romance que é praticamente uma verdadeira biografia do todo-poderoso Surintendant des Finances, Nicolas Fouquet. A extraordinária ascensão e queda de Nicolas Fouquet ainda hoje é lembrada como o exemplo supremo de que a ostentação das novas riquezas tem de ser moderada perante o olhar do soberano. A sumptuosidade com que Luís XIV e a sua família ( a rainha-mãe, Madame e Monsieur ) foram recebidos em Vaux-le-Vicomte, com uma peça de Molière criada para a ocasião ( Les Fâcheux) , " les cinq cents douzaines d' assiettes d' argent, les cent vingts douzaines de serviettes, les trent-six douzaines de plats et le service complet de vermeil sur les quatre-vingt tables et les trente buffets prévus à cet effet.", fogos-de-artifício, uma pequena orquestra e até um retrato do rei pintado por Le Brun, foi a perdição de Fouquet.
- La fête royale, Alain Duménil, Plon, 2008.