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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Le Grand Condé: Le rival du Roi-Soleil?


É a primeira exposição dedicada a Luís II de Bourbon, príncipe de Condé, mais conhecido como o Grand Condé.
Primo de Luís XIV, rivalizou com o rei em vários domínios, como os artísticos e culturais, fazendo do palácio de Chantilly um "Anti-Versailhes", mais livre e tolerante.
Esta exposição, que reúne cerca de 120 peças, é uma oportunidade para descobrir as jóias da sua coleção de pintura, onde mestres como Van Dyck emparceiram com os maiores pintores do reinado de Luís XIV, como Le Brun ou Mignard. O Grand Condé foi também um amante de literatura e teatro, tendo recebido Molière, Racine, Boileau e La Fontaine na sua casa de Chantilly.
Pode ser vista até 2 de janeiro de 2018 em Chantilly.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Lá fora - 282

 Gostaria muito, e não seria o único prosimetronista seguramente, de ver estes maravilhosos velinos, alguns com 300 anos , agora expostos no Cabinet d' Histoire du Jardin des Plantes, em Paris . Estão expostas 120 aguarelas naturalistas da assombrosa colecção de 7000, única no mundo, começada por Gaston d' Orléans, tio de Luís XIV, continuada por este, aumentada pela doação de 600 peças por Colbert , e que em 1793 é entregue ao recém-criado Museu Nacional de História Natural . A colecção parou de ser aumentada em 1905, fixando-se em 7000 peças, raramente vistas e sequer expostas, apesar de muitas das aguarelas serem assinadas pelos melhores artistas de cada época e serem preciosos documentos de Zoologia e Botânica .




 Resta a quem não pode ir a Paris aceder a um livro, que é mais que um catálogo pois nele constam 800 pranchas, acompanhadas de textos de 10 autores especialistas nos vários saberes em causa :


Précieux Vélins, trois siècles d' illustration naturaliste, Jardin des Plantes, Cabinet d' histoire, 57, rue Cuvier, Paris . Até 2 de Janeiro de 2017 .

Les Vélins du Muséum national d' histoire naturelle, sob a direcção científica de Pascale Heurtel e Michelle Lenoir, éditions Citadelle&Mazenod, 830 ilustrações, 624 páginas, € 430 .

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Lá fora - 238












Para além do Palácio, também a cidade de Versalhes quis lembrar os 300 anos passados sobre a morte de Luís XIV , que ao fim e ao cabo foi o criador da cidade ao transformar o velho pavilhão de caça do seu pai no mais esplendoroso palácio europeu .Esta exposição é uma excelente ocasião também para conhecer a bela biblioteca municipal e outros espaços .

sábado, 15 de março de 2014

Parabéns, Luís!

E já agora que tal um jantar à Luís XIV, em Paris, não digo com a sua corte, mas com os seus amigos?
http://www.traces-h.net/statuaire/hvilleparis/hotel_ville_paris_l03.html
Luís XIV jantando com a sua corte, em Paris.

Um dia muito feliz!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Novidades

A obra colectiva que celebra o tricentenário da Escola de Dança francesa, desde a sua fundação por ordonnance de Luís XIV, passando por Cléo de Mérode, Yvette Chauviré, Serge Lifar e tantos outros até aos dias de hoje, nem sequer interrompida pela Segunda Guerra Mundial.
É uma edição Albin Michel, em colaboração com a BNF e a Opéra National de Paris.

Será que a nossa M.R. vai resistir a esta tentação ? :)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A propósito da exposição em Versalhes

Lisboa: Livros Horizonte, 2003
€15,00

Romance sobre uma amizade improvável, entre Luís XIV e o seu jardineiro, André Le Nôtre. 
«Em conjunto escreveram o maior livro do mundo – mil hectares –, o romance do Sol encarnado. A única história ocidental que impressionava Quialong, o imperador da China, o criador do Jardim da Transparência Perfeita.» (Érik Orsenna)

segunda-feira, 25 de março de 2013

A arte do retrato


 René Antoine Houasse ( 1645-1710 ), Louis XIV à cheval, óleo sobre tela, 97x79,5cm.

Porque foi hoje à praça, na casa Piasa em Paris, com uma base entre 30.000 e 40.000 euros. E se pensam que já o viram é provável que tenham visto alguma das outras versões que existem, uma delas na Rua das Janelas Verdes em Lisboa trazida pelo então embaixador de França na corte portuguesa.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Novidades - 205

O lado negro da história do mais imponente palácio francês, grande símbolo do Antigo Regime, contado por Alain Baraton, actual Jardineiro-Chefe do Domínio de Versalhes. Do custo humano da construção do palácio, aos muitos envenenamentos ( até de familiares do poderoso Rei-Sol ), infidelidades, duelos e traficâncias várias ( sobretudo da virtude, feminina e masculina ).

- Vice et Versailles, Alain Baraton, Grasset, Outubro de 2011, 320p, €15.

terça-feira, 15 de março de 2011

Pour Louis, un Louis




Só hoje, ao fim de tantos anos, dei conta da coincidência do nome...

Cá vai, directamente das paredes do Oeil de Boeuf!

Um grande dia e um excelente ano à tua frente!

Grande abraço!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Heróis da Literatura - 3

( A melhor biografia que conheço do verdadeiro D'Artagnan é esta de Jean-Christian Petitfils, notável historiador francês, e da qual foi lançada recentemente uma edição de bolso, ao preço mais simpático de €9, pela Tallandier)
( Castelo de Castelmore, em Lupiac, local de nascimento e infância do verdadeiro D'Artagnan )
( Estátua de D'Artagnan, em Maastricht, Países Baixos. )


J'ai perdu d'Artagnan en qui j'avais la plus grande confiance et m' était bon à tout. D'Artagnan et la gloire ont le même cercueil.



( Este belo epitáfio consta de uma carta escrita em Junho de 1673 por Luís XIV para a sua mulher, Maria Teresa de Áustria, após o cerco de Maastricht. )



É sempre bom começar pelo princípio, o que no caso dos meus heróis literários passa necessariamente por D'Artagnan, o quarto mosqueteiro. Infelizmente, não está em Lisboa a primeira edição dos 3 Mosqueteiros que li, e esqueci-me de a trazer, mas posso garantir-vos que está gasta pelo uso. Lida e relida. A minha paixão dumasiana, e creio que mesmo o meu grande interesse pelo Siècle de Louis XIV, para usar o título da obra de Voltaire, nasceu com a leitura desta obra-prima do prolífico e prodigioso Alexandre Dumas.
Comecemos pelos factos, antes da ficção. Foi no castelo que está acima, o castelo de Castelmore, que nasceu, entre 1611 e 1615, o verdadeiro D'Artagnan: Charles Ogier de Batz-Castelmore, filho de Bertrand de Batz e de Françoise de Montesquiou d' Artagnan, que foi para Paris ser Mosqueteiro do Rei e acabou sendo uma personagem importante no reinado de Luís XIV, já que tinha a confiança deste monarca.
Foi D'Artagnan quem prendeu Fouquet, o famoso "ministro das Finanças" caído em desgraça, tal como foi também a ele que o rei confiou a detenção de Lauzun, o amigo de Luís XIV que olhou muito alto, querendo casar com a Grande Mademoiselle, a riquíssima prima direita do rei.
Mas Charles d'Artagnan não foi apenas um homem da corte, tendo sido também um competente soldado, carreira que o levou a perecer no Cerco de Maastricht de 1673, uma das muitas e ruinosas campanhas militares do Rei-Sol.
Apesar de todos estes feitos, que lhe garantiram um lugar na história francesa, creio que seria mais um nome esquecido no meio de tantos outros que ocupam os rodapés da História.
Não fora um dia de Junho de 1843, e aqui começa a segunda vida de D'Artagnan: foi nesse ano e mês que um escritor chamado Alexandre Dumas descobriu na biblioteca de um amigo umas memórias de um antigo companheiro de armas e amigo de D'Artagnan e pediu o livro emprestado ( que nunca devolveu...) já que tinha ficado fascinado com as façanhas destes quatro mosqueteiros ( Aramis, Athos e Porthos foram baseados em reais amigos de Charles d'Artagnan ).
Como é sabido, seguiu-se uma das mais duráveis e apaixonantes trilogias literárias ( Os Três Mosqueteiros, 20 Anos Depois e o comovente O Visconde de Bragelonne ), que fez, no entanto, vários entorses à História ( D'Artagnan a ser mosqueteiro no reinado de Luís XIII, e inimigo de Mazarin, ou o pretenso romance entre Ana de Áustria e o duque de Buckingham, entre outros).
Trilogia literária esta que no século seguinte se tornou das obras mais adaptadas ao cinema, embora nem sempre com igual padrão de qualidade.
E o interesse cinematográfico não esmoreceu, já que em 2011 estreará mais uma adaptação de Os Três Mosqueteiros, segundo li muito fiel à obra, estando já disponíveis no YouTube fotografias das filmagens, que estão infra.
D'Artagnan, meu primeiro herói literário, foi o catalisador de várias outras paixões minhas: o romance histórico ( e a descoberta de Sir Walter Scott foi outra "febre"), a História de França, Luís XIV e o seu século ( e a descoberta do duque-memorialista, Louis de Saint-Simon, foi um outro coup de foudre ). Paixões que levam quase três décadas de existência, e que tiveram altos e baixos como acontece com todas as paixões, mas permanecem.



sábado, 6 de novembro de 2010

ONDE ME APETECIA ESTAR - 44 : Vaux-le-Vicomte


- Vaux-le-Vicomte, fachada sul com vista de uma parte dos jardins desenhados por Le Nôtre.

Uma das minhas lacunas na cadeira dos castelos franceses é Vaux-le-Vicomte, a sumptuosa residência de Nicolas Fouquet que provocou a inveja de Luís XIV e levou este a construir Versalhes para não mais ser ofuscado por um seu súbdito. A meros 55km de Paris, Vaux continua passados os séculos em mãos privadas e a ser a maior propriedade privada de França, mas felizmente visitável e várias vezes usada como cenário de filmes.
E se apetece sempre ir visitar este belo castelo e parque, hoje ( e amanhã ) há um motivo mais: é lá que se realiza a 3ª edição do Salon du Chocolat, onde se pode "déguster des merveilles signées de grands chocolatiers dans un décor de rêve".

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Está na hora de... - 7

Luís XIV visita Chantilly, a casa dos seus primos Condé, com ementa preparada pelo grande cozinheiro Vatel. Excerto do filme Vatel, de Roland Joffé, sendo que este tema, e outras partes da banda-sonora, é de Ennio Morricone. Bon Appétit!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lá fora - 79 : Uma capela para o rei

Uma exposição comemorativa do tricentenário da Capela Real de Versalhes, patente até 18 de Julho no Appartement de Madame de Maintenon, Palácio de Versalhes.

VÍDEO : http://www.chapelle.versailles.fr/

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dia Mundial da Dança -3

Luís XIV, sobretudo em jovem e antes de se tornar o homem quase obeso que conhecemos dos retratos da sua meia-idade, era um apaixonado da dança e ele próprio um grande dançarino. Ao seu serviço estava Jean-Baptiste Lully, que para ele compôs vários bailados de Corte e, sobre textos de Moliére, comédias-bailados, do qual o mais conhecido é o "Bourgeois Gentihomme", a versão da ópera francesa que reunia a experiência musical italiana e francesa.

No filme "Le Roi Danse", Luís XIV dança "Idylle sur la Paix -pour Madame da Dauphine" , de Lully, que dirige a orquestra e toca violino.




segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A solução

E M.R acertou, ainda que pela "pista republicana" :). O brasão que postei esta manhã é o de Saint-Germain-En-Laye, cidade a 19km de Paris, e o berço que figura no brasão deve-se ao facto de no Château de Saint-Germain ter nascido, a 5 de Setembro de 1638, Luís XIV. Com a construção de Versalhes, Saint-Germain perdeu importância, embora o Rei-Sol tivesse uma particular estima pelo edifício: nele nasceu, foi baptizado e se refugiou com a sua mãe na infância por ocasião das Frondas. Mais tarde, cedeu-o ao seu primo, o exilado Jaime II de Inglaterra. Actualmente, esta antiga residência dos reis de França tem um motivo suplementar de interesse: alberga o Musée des Antiquités Nationales.
Os jardins de Saint-Germain são a visitar, até porque foram desenhados pela "equipa" de Luís XIV, e dão a ver à distância, como se vê nesta foto, a capital.

Este é o antigo brasão de Saint-Germain-En-Laye, anterior ao do berço, com o L a remeter para o mais famoso Luís nascido na cidade, e as armas dos dois reinos ( França com as conhecidas flores de lis, e Navarra com a sua cadeia ) dos Bourbons.


domingo, 17 de janeiro de 2010

Para abrir o apetite... - 2

É a primeira exposição dedicada ao "dono da casa", por incrível que pareça, mas é uma mostra inebriante: 300 obras de arte excepcionais provenientes de colecções do mundo inteiro reunidas em Versalhes nesta Louis XIV-L' homme et le roi, patente até 7 de Fevereiro e que visitarei dentro de dias.

Para abrir o apetite...

- Hubert Robert, - Vue du Parc de Versailles lors de l' abattage des arbres, Óleo sobre tela, 1775.


O autor desta tela foi, além de pintor, o Dessinateur Officiel des Jardins du Roi , tendo colaborado em alterações nos jardins de Versalhes e sendo um dos autores dos jardins dos castelos reais de Rambouillet e Compiégne.
Esta tela tem um particular interesse porque mostra uma "visita dos proprietários": Luís XVI, o cavalheiro de casaca encarnada e bengala, e Maria Antonieta, de branco com as crianças, visitam uma zona do parque de Versalhes por ocasião da Grande Desflorestação de 1774, evento que marca a grande renovação do parque real- milhares de árvores e arbustos envelhecidos, datados do reinado de Luís XIV, são arrancados e substituidos por milhares de árvores e arbustos novos, cuja grande maioria são as espécies arbóreas que ainda hoje podemos ver no parque real.



Não deixa de ser impressionante esta imagem do Parque de Versalhes fornecida pelo Google Earth, já que se trata de uma área de 815 hectares. Mas se considerarmos que esta área é apenas uma parte do parque original que compreendia milhares de hectares...

Foi com a Revolução Francesa que o parque original foi amputado, perdendo uma parte muito considerável da sua área inicial: foram vendidas parcelas para exploração agrícola ou florestal, para construção de aquartelamentos militares e até para o desenvolvimento urbanístico. Felizmente, sobreviveu ainda uma parte considerável, sobretudo pelos esforços de botânicos, paisagistas e agrónomos que foram convencendo os sucessivos líderes revolucionários a limitarem os parcelamentos, tendo o parque estabilizado com o advento da Era Napoleónica.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Citações - 57 : A memória da fome

Pierre Mignard, - Madame de Maintenon, 1694, óleo sobre tela, Versalhes. E o arminho não está neste quadro por acaso...


Qui a souffert de la faim une seule fois dans sa vie s' en souvient jusqu'à son dernier jour.

- Françoise d' Aubigné

Françoise d' Aubigné, mais conhecida na História como Madame de Maintenon, último amor e segunda mulher ( ainda que mercê de um casamento secreto ) do Rei-Sol, sabia do que falava: aos 12 anos já órfã de pai ( este ex-governador de uma ilha caribenha caído em desgraça) chega a mendigar nas ruas de La Rochelle até que é colocada num convento graças ao apoio de uma tia, Madame de Neuillant. Os anos dourados de Versalhes vieram muito depois.