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segunda-feira, 11 de março de 2024

Parabéns, Maria!


A mesa para o almoço já está posta no Petit Trianon (Versalhes) com o serviço de porcelana Sèvres, motivo perles et barbeaux, encomendado por Maria Antonieta:

Fotos Sébastien Giles.

O almoço está marcado para as 12h30, hora francesa. 

Tenha um dia feliz!

domingo, 27 de agosto de 2023

Livro e marcador(es) - 71

Fotos Maria.

Antonia Fraser faz hoje 91 anos. «Biógrafa, viúva de Harold Pinter, escreveu o livro que inspirou o filme da Sofia Coppola.» (Maria)

A foto da capa do livro é de uma pintura de Elizabeth Vigée Le Brun, Maria Antonieta e a rosa, 1783.


quinta-feira, 16 de abril de 2020

Marcadores de livros - 1600


Élisabeth Vigée Le Brun - Maria Antonieta com rosa, 1783
Versalhes


Élisabeth Vigée Le Brun - Maria Antonieta e os seus filhos, 1787
Versalhes


Para Jad.

sábado, 2 de novembro de 2019

Maria Antonieta, metamorfoses de uma imagem


Maria Antonieta é hoje considerada uma figura da cultura popular. Através do cinema, da arte e da moda, a Conciergerie explora múltiplas representações da rainha nesta exposição, organizada em seis secções, que está patente até 26 de janeiro de 2020.



quinta-feira, 9 de março de 2017

Biografias e afins


Um retrato completo de Maria Antonieta , não em forma biográfica simples mas pelos textos dos que a conheceram, dos que com ela privaram : o marido, Luís XVI de França, o irmão, José II da Áustria, o amante mais ou menos platónico Axel de Fersen, mas também o procurador do seu julgamento, Fouquier-Tinville, as suas amigas e inimigas.
Todas as etapas são percorridas, dos primeiros tempos em França como princesa herdeira, aos conflitos com os cortesãos, sem esquecer o longo calvário de separação do marido e dos filhos até à guilhotina ...

O prefácio e a coordenação desta antologia são de Arthur Chevallier : Grasset, 296p, €9.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A arte do retrato


A 2 de Novembro de 1755 nascia em Viena a arquiduquesa Maria Antonieta, futura Rainha de França, 15º filho da Imperatriz Maria Teresa e de Francisco de Lorena . Baptizada no dia seguinte, foram seus padrinhos por procuração os Reis de Portugal, D.José I e Mariana Vitória de Espanha .
Ninguém em Viena e no resto da Europa Central fazia ideia do estado em que estava Lisboa , a recém-nascida, que vemos na tela ainda no seu berço,  achou sempre que tinha sido um mau presságio tanto o nascer em Dia de Fiéis Defuntos como o Grande Terramoto de Lisboa ...

( Martin van Meytens , Familia Augusta, 1755, Palácio de Versalhes - comprado pelo Rei Luís Filipe )

Marcadores de livros - 507


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A arte do retrato





Quando for meio-dia, passarão hoje precisamente 220 anos sobre a execução de Maria Antonieta na que é actualmente a Praça da Concórdia, então Praça da Revolução. E este é seguramente o último retrato da rainha, desenhado por Jacques-Louis David, que depois foi pintor imperial ( de Napoleão ) e real ( dos Bourbons restaurados ) e que era também político ( Jacobino ), tendo inclusivamente votado a favor desta execução. David retrata a rainha a partir de uma janela onde assiste ao cortejo que conduz à guilhotina, e este pequeno ( 15x10cm ) mas impressivo retrato está hoje no departamento de artes gráficas do Louvre.
Sobre o que se passou a seguir, ficam estas reflexões de Marie Ferranti numa obra de que aqui falei recentemente :

Selon un chroniqueur du temps, bien qu' ayant les mains liées dans le dos, la reine descendit de cette charrette « avec légéreté et promptitude ». Cette grâce inoubliable, elle est encore dans les derniers mots qu' elle prononce. Marie Antoinette marche sur le pied de son bourreau et lui dit : « Je vous demande pardon, monsieur » . Cette exquise politesse traduit un dégré de civilisation qu' on ne reverra plus.
L' élégance, dépourvue des artifices et des accessoires qui la révèlent, est aussi une manière de se tenir; c' est être toujours, d' une certaine façon, dans le dépassement de soi. Ainsi, comme l'affirme Stefan Zweig dans sa remarquable biographie de la reine : « À la dernière heure de sa vie, à la toute dernière heure, Marie-Antoinette, nature moyenne, atteint au tragique et devient égale à son destin. »
La reine avait en commun avec Napoléon de sentir le caractère inéluctable du destin et de savoir reconnaître le deus ex machina qui le met en branle. Elle avait toujours pensé que les astres ne luit étaient pas favorables. Elle s' attendait au désastre, ce qui pourrait expliquer sa futilité et son goût excessif pour le jeu.


Voltando ao desenho de David, se é verdade que é muito conhecido,  talvez não seja conhecida ( eu não conhecia ) esta tela que Joseph van den Busshe pintou em 1900 e que mostra David executando o dito desenho a partir de uma janela por onde passa o cortejo a caminho do cadafalso ( e ainda hoje se discute qual o prédio de Paris a que pertence a dita janela ). Tela esta que está hoje no Musée de la Révolution, no castelo de Vizille.

domingo, 7 de abril de 2013

Mais flores e frutos


Anne Vallayer-Coster ( 1744-1818 ), Bouquet de fleurs dans un vase de cristal, 1791, óleo sobre tela, 76x72cm.

Exposto no Salon de l' Académie Royale de 1791, foi oferecido pela artista à rainha Maria Antonieta e desapareceu aquando do saque do Palácio das Tulherias no dia 10 de Agosto de 1792, voltando a aparecer  uns anos depois já propriedade do revolucionário Vadier...
Em 1847 foi oferecido aos condes de Seraincourt pelo filho de outro revolucionário e deputado da Convenção, Courtois, e ficou na posse dos Seraincourt até à passada sexta-feira quando foi à praça em Paris com uma base de licitação entre os 200 e 250 000 euros.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Adeus, minha rainha

Hoje fui ver este filme - uma boa maneira de celebrar a implantação da República. :)
Gostei bastante do filme, apesar de certas falhas. Ao meu lado, ouvia dizer: «Então, onde está o tinteiro?» , quando deram um aparo e papel à protagonista que conta a história, para ela escrever uma lista de livros; e ela escreveu com o aparo seco. :)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Um quadro por dia


Léon-Maxime Faivre ( 1856-1941 ), La mort de la Princesse de Lamballe, 1908, óleo sobre tela, Versalhes.

3 de Setembro de 1792 : começam os Massacres de Setembro, e o extermínio da nobreza francesa. Uma das primeiras vítimas é a Princesa de Lamballe, fiel ( e sabia que corria risco de vida... ) amiga de Maria Antonieta.

sábado, 21 de julho de 2012

Les Dames du Trianon

Jean-Marc Nattier (1685-1766) - Madame de Pompadour 
Pierre Mignard (1612-1695) - Madame de Montespan 
Madame Elizabeth, irmã de Luís XIV 
G. F. P. Simon (1770-1837) - Joséphine de Beauharnais, em traje imperial

Encontra-se no Palácio de Versalhes uma exposição sobre as mulheres, mais ou menos conhecidas, que habitaram o Trianon.
Uma galeria de retratos evoca desde a imperatriz Maria Teresa de Áustria até à imperatriz Eugénia, passando pela Madame Pompadour, Madame du Barry, Maria Antonieta ou a imperatriz Maria Luísa. Estão também representadas outras personagens (como as damas da corte) que tiveram uma ligação forte às rainhas, princesas e favoritas reais.
Uma exposição sobre três séculos de história da corte francesa, que permite apreciar a evolução da arte do retrato e da moda.

Até 14 de outubro.

sábado, 6 de agosto de 2011

Maria Antonieta como nunca a vimos...



Já que as jóias estão na ordem do dia, aqui fica uma bem contemporânea que tinha pensado incluir numa nova série de Vanitas Contemporâneas. Uma criação do joalheiro francês Franck Montialoux que, como habitualmente, junta História de França e humor neste pendente de prata, ametistas e pérolas. Só mesmo para republicanas.... :)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lembrando Madame de Lamballe

Poderia falar do casamento de Luís XVI e Maria Antonieta, cuja data passou recentemente, mas prefiro falar de uma figura que me merece o maior respeito. Falo da Princesa de Lamballe, que reputo como verdadeira mártir da amizade.
Esta mulher, princesa pelo nascimento e pelo casamento, foi das poucas verdadeiras amigas de Maria Antonieta. E pagou com a vida essa perigosa amizade.
Passo a lembrar: na sequência da Revolução Francesa, os mais endinheirados e/ou precavidos aristocratas e mesmo príncipes de sangue conseguiram fugir de França antes de começaram os grandes tumultos e aquilo a que se chamou mais tarde o Terror e o Grande Terror, aqueles dias em que a guilhotina trabalhava de dia e de noite não poupando ninguém: os aristocratas, os girondinos e mesmo os religiosos e religiosas que recusavam aceitar a Nova Ordem.
Ora, apesar de estar a salvo no estrangeiro, a Princesa de Lamballe temia pela vida do casal real e obedecendo aos ditames da amizade decidiu regressar a França para acompanhar os reis na provação. Acabou por morrer antes dos seus régios amigos, morta e mutilada por uma multidão em fúria, acabando espetada a sua cabeça num chuço e desfilada pelas ruas de Paris.
É este regresso a França, contra toda a prudência, para estar perto dos amigos em dificuldades que me levam a considerá-la como mártir da amizade. E ontem prestei-lhe a homenagem possível.
P.S. - Para o JAD que, acreditem ou não, está na génese deste post.

domingo, 7 de março de 2010

Fica-lhe bem

Descobri esta foto do mais conhecido madeirense da actualidade no Mel com cicuta, o blogue da Laura Abreu Cravo.
É na desgraça que sabemos quem somos- escreveu um dia Maria Antonieta quando estava já presa e adivinhava o que destino lhe reservava. Se um mundo, ou vários, separam o jovem Ronaldo da Rainha de França, não é menos verdade que o melhor e o pior ( como se tem visto no Haiti e no Chile) da natureza humana emergem aquando das calamidades.
Gostei do gesto do Cristiano Ronaldo, até porque o olhar dele nesta fotografia não engana.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Bon voyage!


...aos próximos viajantes.


E como sugestão eclética, a Conciergerie, onde um pode peregrinar no r/c e os demais no primeiro andar, todos os objectos de devoção igualados pelo rasoir national.

Para os últimos, será azado lembrar o pseudo-epitáfio do alegadamente Incorruptível: Passant, ne pleure pas mon sort... ;)


Divirtam-se!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Para abrir o apetite...

- Hubert Robert, - Vue du Parc de Versailles lors de l' abattage des arbres, Óleo sobre tela, 1775.


O autor desta tela foi, além de pintor, o Dessinateur Officiel des Jardins du Roi , tendo colaborado em alterações nos jardins de Versalhes e sendo um dos autores dos jardins dos castelos reais de Rambouillet e Compiégne.
Esta tela tem um particular interesse porque mostra uma "visita dos proprietários": Luís XVI, o cavalheiro de casaca encarnada e bengala, e Maria Antonieta, de branco com as crianças, visitam uma zona do parque de Versalhes por ocasião da Grande Desflorestação de 1774, evento que marca a grande renovação do parque real- milhares de árvores e arbustos envelhecidos, datados do reinado de Luís XIV, são arrancados e substituidos por milhares de árvores e arbustos novos, cuja grande maioria são as espécies arbóreas que ainda hoje podemos ver no parque real.



Não deixa de ser impressionante esta imagem do Parque de Versalhes fornecida pelo Google Earth, já que se trata de uma área de 815 hectares. Mas se considerarmos que esta área é apenas uma parte do parque original que compreendia milhares de hectares...

Foi com a Revolução Francesa que o parque original foi amputado, perdendo uma parte muito considerável da sua área inicial: foram vendidas parcelas para exploração agrícola ou florestal, para construção de aquartelamentos militares e até para o desenvolvimento urbanístico. Felizmente, sobreviveu ainda uma parte considerável, sobretudo pelos esforços de botânicos, paisagistas e agrónomos que foram convencendo os sucessivos líderes revolucionários a limitarem os parcelamentos, tendo o parque estabilizado com o advento da Era Napoleónica.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

La petite musique de Marie Antoinette

para o aniversariante



Quotidianos - 7

Hoje, para o João Mattos e Silva.


Elizabeth Vigée Lebrun - Marie-Antoinette et ses quatre enfants
Óleo sobre tela, 1787
Versailles, Château de Versailles et Trianon