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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Cinenovidades


O Grande Gatsby, versão 2013, com Leonardo Di Caprio como protagonista. Estreia esta quinta nas nossas salas.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Capitães da Areia

Jorge Amado, um dos maiores escritores do Brasil -que injustamente não recebeu o Prémio Nobel de Literatura, que era mais do que merecido para um escritor de língua portugesa- é um retratista da Bahia, cidade e do Estado baiano. Conhecemos por ele o mundo dos "coronéis" e dos seus capangas, dos aventureitos da caatinga, dos cangaceiros, das meretrizes, dos comerciantes , dos pescadores, dos trapaceiros, dos bacaharéis e dos mangas de alpaca. Em todos os seus romances a crítica ao Brasil das primeiras décadas so século XX, à sociedade política, social e económica está destacada, tanta vezes travestida de insólito e de risível.
Este romance é, mais uma vez, uma feroz crítica social, desta vez repreentando os bandos de" meninos da rua", realidade que infelizmente chegou igual aos nossos dias, sem que governos de direita, de esquerda e uma ditadura militar, conseguissem ao menos minorá-la.
Cecília Amado, neta do escritor, fez um excelente filme baseado no romance, que nos mostra a realidade da Bahia dos anos 30, com ligeiras alterações, que não tiram nada de essencial. É, sobretudo, um filme de reflexão sobre a terrível realidade social daqueles anos e daqueles que os brasileiros - mas não só -ainda vivem.
Publicado em 1937, logo nesse ano foi alvo de um "auto de fé", em que foram queimados centenas de exemplares em Salvador e no Rio de Janeiro retirados das livrarias,  por serem considerados como incentivo ao comunismo e nocivos à sociedade. Talvez por isso,ao traçar o destino de cada um das personagens, o "professor" tenha dito que o destino de Pedro Bala, o chefe do grupo, seria lutar, como o pai comunista, pela liberdade.Uma mensagem que nos toca, sobretudo se nos abstivermos de pensar que essa liberdade é substancialmente diferente da que defendemos.
Um filme que, mesmo legendado (certamente para facilitar a compreensão do sotaque e da gíria nordestinos) merece ser visto.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PENSAMENTO(S) - 189


Se queres entender, entender realmente, como as coisas são neste mundo, tens de morrer pelo menos uma vez. E como essa é a lei, é melhor que morras enquanto és novo, enquanto ainda tens tempo para recuperares e começar de novo.

- Giorgio Bassani, in O Jardim dos Finzi-Contini.

P.S. - Livro que foi adaptado maravilhosamente ao cinema por Vittorio de Sica.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Heróis da Literatura - 3

( A melhor biografia que conheço do verdadeiro D'Artagnan é esta de Jean-Christian Petitfils, notável historiador francês, e da qual foi lançada recentemente uma edição de bolso, ao preço mais simpático de €9, pela Tallandier)
( Castelo de Castelmore, em Lupiac, local de nascimento e infância do verdadeiro D'Artagnan )
( Estátua de D'Artagnan, em Maastricht, Países Baixos. )


J'ai perdu d'Artagnan en qui j'avais la plus grande confiance et m' était bon à tout. D'Artagnan et la gloire ont le même cercueil.



( Este belo epitáfio consta de uma carta escrita em Junho de 1673 por Luís XIV para a sua mulher, Maria Teresa de Áustria, após o cerco de Maastricht. )



É sempre bom começar pelo princípio, o que no caso dos meus heróis literários passa necessariamente por D'Artagnan, o quarto mosqueteiro. Infelizmente, não está em Lisboa a primeira edição dos 3 Mosqueteiros que li, e esqueci-me de a trazer, mas posso garantir-vos que está gasta pelo uso. Lida e relida. A minha paixão dumasiana, e creio que mesmo o meu grande interesse pelo Siècle de Louis XIV, para usar o título da obra de Voltaire, nasceu com a leitura desta obra-prima do prolífico e prodigioso Alexandre Dumas.
Comecemos pelos factos, antes da ficção. Foi no castelo que está acima, o castelo de Castelmore, que nasceu, entre 1611 e 1615, o verdadeiro D'Artagnan: Charles Ogier de Batz-Castelmore, filho de Bertrand de Batz e de Françoise de Montesquiou d' Artagnan, que foi para Paris ser Mosqueteiro do Rei e acabou sendo uma personagem importante no reinado de Luís XIV, já que tinha a confiança deste monarca.
Foi D'Artagnan quem prendeu Fouquet, o famoso "ministro das Finanças" caído em desgraça, tal como foi também a ele que o rei confiou a detenção de Lauzun, o amigo de Luís XIV que olhou muito alto, querendo casar com a Grande Mademoiselle, a riquíssima prima direita do rei.
Mas Charles d'Artagnan não foi apenas um homem da corte, tendo sido também um competente soldado, carreira que o levou a perecer no Cerco de Maastricht de 1673, uma das muitas e ruinosas campanhas militares do Rei-Sol.
Apesar de todos estes feitos, que lhe garantiram um lugar na história francesa, creio que seria mais um nome esquecido no meio de tantos outros que ocupam os rodapés da História.
Não fora um dia de Junho de 1843, e aqui começa a segunda vida de D'Artagnan: foi nesse ano e mês que um escritor chamado Alexandre Dumas descobriu na biblioteca de um amigo umas memórias de um antigo companheiro de armas e amigo de D'Artagnan e pediu o livro emprestado ( que nunca devolveu...) já que tinha ficado fascinado com as façanhas destes quatro mosqueteiros ( Aramis, Athos e Porthos foram baseados em reais amigos de Charles d'Artagnan ).
Como é sabido, seguiu-se uma das mais duráveis e apaixonantes trilogias literárias ( Os Três Mosqueteiros, 20 Anos Depois e o comovente O Visconde de Bragelonne ), que fez, no entanto, vários entorses à História ( D'Artagnan a ser mosqueteiro no reinado de Luís XIII, e inimigo de Mazarin, ou o pretenso romance entre Ana de Áustria e o duque de Buckingham, entre outros).
Trilogia literária esta que no século seguinte se tornou das obras mais adaptadas ao cinema, embora nem sempre com igual padrão de qualidade.
E o interesse cinematográfico não esmoreceu, já que em 2011 estreará mais uma adaptação de Os Três Mosqueteiros, segundo li muito fiel à obra, estando já disponíveis no YouTube fotografias das filmagens, que estão infra.
D'Artagnan, meu primeiro herói literário, foi o catalisador de várias outras paixões minhas: o romance histórico ( e a descoberta de Sir Walter Scott foi outra "febre"), a História de França, Luís XIV e o seu século ( e a descoberta do duque-memorialista, Louis de Saint-Simon, foi um outro coup de foudre ). Paixões que levam quase três décadas de existência, e que tiveram altos e baixos como acontece com todas as paixões, mas permanecem.



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Citações - 139


Ainda Tolstoi, e aquela que é provavelmente a citação mais conhecida da sua obra:

As famílias felizes parecem-se todas; as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.

in Anna Karenina.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

In memoriam - Charles Dickens

Faz hoje 140 anos que morreu Charles Dickens. Em sua memória deixo um trailer com uma das suas histórias mais conhecidas: David Cooperfield.
David Copperfield é um telefilme realizado por Peter Medak em 2000 e Hugh Dancy encarnou o personagem.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Cinenovidades - 116 : Solomon Kane

Estreou ontem nas nossas salas o filme Solomon Kane. Eu, que sou um indefectível de Robert E.Howard, espero que o filme faça justiça ao puritano sobrenatural que é sem dúvida uma das grandes criações howardianas.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Citações - 69

O comércio evita um contabilista sentimental
Ouvida ontem, dia em que com um ano de atraso vi finalmente o Singularidades de uma rapariga loura do Manoel de Oliveira. A frase é proferida pelo pobre Macário quando anda à procura de emprego depois de ter sido despedido pelo tio.
E sobre o filme já foi dito bastante aqui no blogue, tanto por mim ( Cinenovidades-41 ) como pela Ana que o viu aquando da estreia. Mas gostei da frase e registei-a.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Cinenovidades - 114 : Eclipse

Confirmando que os vampiros estão muito na moda ( até a SIC e a TVI aderiram com séries vampirescas de produção nacional ), o youtube tem recebido milhares de visitas para conhecer o trailer do terceiro filme da série Crepúsculo: Eclipse, a estrear a 30 de Junho.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cinenovidades - 80 : Na Casa Assombrada

Depois da televisão, as criações de Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães chegam ao grande ecrã. Estreia amanhã a primeira adaptação cinematográfica da colecção Uma Aventura, a mais bem sucedida série infanto-juvenil portuguesa das últimas décadas.

sábado, 28 de novembro de 2009

Richard Zimler no Clube Literário do Porto



Richard Zimler, no Clube Literário do Porto,

domingo, dia 29, às 17h00

O Espelho Lento

Curta-metragem baseada num conto de Richard Zimler

No próximo domingo, dia 29 de Novembro, às 17h00, o Clube Literário do Porto e o escritor Richard Zimler convidam-no (a) a assistir à projecção de «Espelho Lento», uma curta-metragem de 22 minutos, baseada num conto do autor.

No final, Richard Zimler falará sobre o filme e a ligação dele com o seu novo romance, OS ANAGRAMAS DE VARSÓVIA. Neste contexto, falará sobre a ligação dos temas do filme com a nossa compreensão da História e do passado.

OBJECTIVO: Estabelecer um diálogo com a audiência sobre o filme e sobre os romances do autor.

Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, n.º 22
4050-430 Porto
T. 222 089 228
Fax. 222 089 230
Email: clubeliterario@fla.pt
URL: www.clubeliterariodoporto.co.pt


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cinenovidades - 41 : Singularidades de uma rapariga loura

Estreia amanhã o mais recente filme de Manoel de Oliveira, Singularidades de uma rapariga loura, que adapta o conto com o mesmo título escrito por Eça de Queiróz. Ricardo Trêpa, já conhecido dos filmes de Oliveira e neto deste, é Macário, Diogo Dória interpreta Francisco, tio de Macário, e Catarina Wallenstein é Luísa Vilaça, a rapariga loura.