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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Centro de Arte Contemporânea em Coimbra


O Estado adquiriu por cinco milhões de euros a coleção de arte do BPN, que irá ficar patente ao público em Coimbra, primeiramente na Rua Ferreira Borges, num edifício contíguo ao Arco de Almedina, para depois ser instalada no antigo edifício da Manutenção Militar, que irá sofrer profundas obras de remodelação.
Esta coleção de 196 obras que inclui obras de cerca de 80 artistas, com destaque para Amadeo, Vieira da Silva, Paula Rego, Júlio Pomar, Mário Cesariny, António Dacosta, Eduardo Batarda e Rui Chafes. 
Pedro Calapez, Carlos Calvet, Joaquim Rodrigo, Ana Vidigal, Eduardo Nery, Fernando Calhau, João Vieira, Nadir Afonso, António Sena, José Pedro Croft, Nikias Skapinakis, Pedro Casqueiro e Jorge Martins  também estão representados neste acervo.
Finalmente parece que o Estado vai 'ganhar' alguma coisa com a gestão danosa do BPN, abatendo estes cinco milhões de euros aos milhões que o Estado já gastou com esse banco.
Esperemos que o mesmo venha a acontecer em relação à coleção de fotografia do BES e outras coleções de arte de outros bancos.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Números



510 milhões

de euros, o valor recentemente injectado pelo Estado na Parvalorem e na Paraups, criadas pelo Governo para absorver o " lixo tóxico " do BPN.
Engraçado como os que falam dos " milhões que se faziam com os Miró " se calam bem caladinhos face a estas verbas dez vezes maiores...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Números



85

Mais uma vez se prova que no BPN era tudo " em grande ", com a sua " colecção secreta " de oitenta e cinco telas de Joan Miró. Serão vendidos precisamente daqui a um mês na Christie's de Londres, sendo previsível que o Estado português arrecade 50 milhões de euros com a venda da colecção.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Exilado de Cabo Verde

Só há dias é que soube que este nosso concidadão, Manuel Dias Loureiro, está a viver em Cabo Verde. Por cá, não se encontra um único bem penhorável, lá é o dono do maior resort da Ilha do Sal. Puxando pela memória, lembrei-me que no centro do "CASO BPN" estava uma coisa chamada Banco Insular de Cabo Verde, será coincidência? Uma vida verdadeiramente off-shore...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

"Só hoje é que percebi"

A frase que é o título deste post foi ontem proferida por Manuel Dias Loureiro, à saída do interrogatório de ontem como arguido no DCIAP, a propósito claro está do caso BPN.
Não fiquei surpreendido com Dias Loureiro ter sido constituído arguido, o segundo depois de Oliveira e Costa, era expectável, mas fiquei estarrecido com as declarações que prestou aos jornalistas à saída do interrogatório, designadamente quando disse que só na inquirição é que percebeu alguns dos negócios em que está implicado. Dias Loureiro tem um descaramento e uma desfaçatez impressionantes.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Citações - 26 : Sobre Oliveira Costa e não só


" (...) A lama que Oliveira Costa distribuiu na Assembleia da República vem directamente do pântano em que se transformaram muitos dos negócios das últimas duas décadas. Foi aí que nasceu o BPN, mas não está sozinho. É um pântano feito de interesses suspeitos, habilidades, jogos de interesses e promiscuidade entre a política e os negócios.
É um pântano onde alguns enriquecem subitamente, sem explicação conhecida. Onde muitos se sentem impunes, à sombra do Estado. Onde não há fronteiras partidárias, porque o dinheiro e a ganância não têm cartão de partido.
Durante sete horas, Oliveira Costa mostrou uma pequena parte desse triste mundo em plena Assembleia da República. Foi o sítio certo, para vergonha do Parlamento. Muitos desses interesses têm passado por lá. "
- Luís Marques, O banqueiro anarquista, no suplemento de Economia do Expresso do passado sábado.

sábado, 21 de março de 2009

Quem passa por Cabo Verde ...


Depois de ter lido e ouvido tanta gente, incluindo antigos altos responsáveis do BPN, declararem que não conheciam o agora famoso Banco Insular de Cabo Verde, ou que só ouviram falar dele tardiamente, fui ontem surpreendido com uma notícia do Público, assinada por Cristina Ferreira, onde se diz que o BPP de João Rendeiro manteve relações de negócio com o dito Banco Insular através do qual fez circular transacções associadas a operações mal sucedidas geradoras de prejuízos, servindo ainda o Banco Insular como "plataforma de transferência de fundos para outras contas noutros países".
Se isto corresponde à realidade, então podemos desde logo concluir que ao menos João Rendeiro conhecia o Banco Insular de Cabo Verde, estando melhor informado que muita gente do BPN, supostamente a entidade proprietária do banco cabo-verdiano.
Ídolos do mercado com autobiografias hagiográficas mas com pés de barro...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Os amigos de Dias Loureiro - 1 : El Assir

- Foi a única foto que consegui, o cavalheiro e a sua família actual.

As investigações ao chamado caso BPN revelaram algumas "curiosas" e, para mim, inesperadas amizades de Manuel Dias Loureiro.
Comecemos por Abdul Rahman El-Assir, o amigo libanês, que se tornou conhecido nos anos 80 através do seu então cunhado, o famoso Adnan Kashoggi, e que terá a começado a vida empresarial no tráfico de armas. Depois, viu-se envolvido no caso BCCI, um escândalo financeiro internacional de contornos misteriosos, e radicou-se em Espanha, onde se tornou amigo do Rei e de José Maria Aznar. Tornou-se também, como Dias Loureiro já declarou, amigo deste nos anos 90, com muitas caçadas e jogos de golfe em comum. Foi El-Assir quem apresentou Dias Loureiro a Bill Clinton, tendo também estado presente no casamento de Joana Dias Loureiro, filha do antigo ministro de Cavaco Silva.
Evidentemente, Dias Loureiro, como qualquer um de nós, tem o direito de escolher os seus amigos. E, no caso dele, levá-los para o BPN e associá-lo aos negócios do banco e do grupo.
O que é facto é que El-Assir é persona non grata para vários governos europeus, que deixaram de o aceitar como intermediário para negócios ( ainda recentemente como veio na imprensa, a Polónia) por entenderem que o dito senhor continua a traficar armas.
Os nossos deputados estão a investigar as ligações a este amigo e outros, mas duvido da eficácia destas investigações- é peixe muito graúdo...

sábado, 6 de dezembro de 2008

O bloco central


Na semana passada, transcrevi parte da coluna do Pedro Norton sobre o caso BPN, publicada na Visão, em que o jornalista falava do bloco central dos negócios. A nossa MR indignou-se pois que achou abusivo falar-se de "bloco central" a propósito do caso ou casos BPN pois que até à data apenas se falava de políticos do PSD. Reservei a minha opinião, porque é habitual que os jornalistas apenas vão "deitando cá para fora" parte do que sabem, gerindo a informação que vão obtendo.
E não me enganei. Na Visão desta semana, uma das chamadas de capa é precisamente para a empresa, agora mais conhecida, Valor Alternativo, propriedade de Dias Loureiro e Jorge Coelho...
Há pouco, ouvi na SIC que Dias Loureiro vai esta noite ao telejornal daquela estação prestar esclarecimentos sobre a Valor Alternativo, pelos vistos também envolvida em episódios pouco claros.
Não quero ser demagógico, mas é verdadeiramente surpreendente como esta geração de políticos, os do cavaquismo mas não só, conseguiu acumular milhões em escassos anos, sendo certo que a grande maioria deles tem origens humildes, e com relativamente poucos anos de actividade fora da política.

domingo, 30 de novembro de 2008

Citações - 5

" (...) com a lista dos fundadores, administradores e membros dos vários órgãos sociais do banco [ BPN ] quase se pode conceber um deprimente museu de cera do bloco central ( ou um comboio fantasma comemorativo do pior que teve o cavaquismo). Finalmente, porque a solução para toda esta embrulhada ( refiro-me à nacionalização do banco) foi eminentemente política. (...) "

- Pedro Norton, in VISÃO, 27/11/2008, p.58

Adorei esta do museu de cera do bloco central. Aliás, vale a pena ler todo o artigo.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O humor e o BPN

" (...) Segundo o Correio da Manhã, em Março deste ano, Oliveira e Costa divorciou-se da mulher com quem era casado havia 42 anos, e passou os bens para o nome da senhora. Muito embora o divórcio se tenha realizado por mútuo consentimento, não deixa de ser admirável que um homem premeie a mulher de forma tão generosa na hora da separação. Trata-se do rigoroso oposto do «golpe do baú» : o objectivo não é casar para ficar rico, é divorciar-se para enriquecer o cônjuge. Que um homem tão desprendido dos bens materiais seja acusado daqueles crimes é simplesmente revoltante. (...) "

- Ricardo Araújo Pereira, in VISÃO, 27/11/2008