(...) Há muita coisa que não vai, pura e simplesmente, ser retomada. E entre essas coisas sujeitas à descontinuidade está a lógica que governava as cidades turísticas.
Evidentemente, não é de esperar que Veneza ou Roma continuem, como agora, vazias. Mas alguns factores de esvaziamento vão manter-se mesmo quando acabar a pandemia, por razões psicológicas, mas também por questões logísticas ( por exemplo : como é que as companhias aéreas de low cost vão retomar a sua actividade, depois de um desastre desta dimensão ? ).
- António Guerreiro, A pandemia urbanística, no PÚBLICO de Sexta-feira.
