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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Lisboa Miniaturas


Uma feira dedicada a colecionadores e curiosos na arte da construção de casas de bonecas.
Dias 9 e 10 de maio, a partir das 11 horas Na Sala Veneza, no Hotel Roma em Lisboa.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Leituras no Metro - 1145

Porto: Sextante, 2016

«Edmund de Waal nasceu em 1964, em Nottingham, Inglaterra. É um prestigiado oleiro inglês, professor de Cerâmica na Universidade de Westminster. Quando herdou uma coleção de 264 pequenas esculturas japonesas, em madeira e marfim, chamadas netsuke, decidiu escrever a extraordinária história da família que as colecionou e de como elas atravessaram os séculos.» (Da sinopse.)
E quem foi essa família? 
Charles Ephrussi (1849-1905), que inspirou a Proust o personagem de Swann, foi o patriarca de uma das maiores famílias da burguesia judaica do século XIX. Amigos de Schnitzler e de Hofmannsthal, mecenas dos impressionistas (teve uma das primeiras coleções de pintura impressionista), os Ephrussi, vindos de Odessa, viajaram durante anos entre Viena e Paris, até que a a guerra os precipitou na tragédia. Desse tempo nada sobreviverá a não ser uma coleção de netsuke, entre as quais a miniatura que se encontra na capa deste livro, A lebre de olhos de âmbar.

«Odessa ficava na Zona de Residência, a área das fronteiras ocidentais do império russo em que os judeus eram autorizados a estabelecer-se. Famosa pelas suas sinagogas e escolas rabínicas, rica em literatura e música, a cidade era um íman para os empobrecidos shtetls da Galícia. A sua população de judeus, gregos e russos duplicava a cada dez anos; era uma cidade poliglota de investidores e especuladores financeiros, com docas cheias de intrigas e de espiões, em constante crescimento. Charles Joachim Ephrussi tinha transformado uma pequena firma de comércio de cereais numa enorme empresa que controlava totalmente o mercado do trigo. Comprava o grão a intermediários que, em carroças decrépitas, o traziam por estradas esburacadas dos férteis campos ucranianos, os maiores do mundo, até ao porto de Odessa, onde era armazenado nos seus entrepostos e finalmente embarcado a caminho do mar Negro, Danúbio e Mediterrâneo.
«Em 1860 a firma da família era o maior exportador mundial de cereais. [...] os Ephrussi eram [conhecidos por ...] os reis do trigo.» (p. 33-34)

Renoir - Le déjeuner des canotiers, 1881
The Phillips Collection

«[...] o cenário do espetacular quadro de Renoir, Le déjeuner des canotiers. Uma tarde de boémia simpática na Maison Fournaise, um restaurante á beira-Sena, num subúrbio recentemente ligado por comboio a Paris. Para lá dos salgueiros prateados avistam-se barcos á vela e um barco a remos. Um toldo às riscas vermelhas e brancas protege o grupo da torreira do sol. Estamos no fim do almoço no novo mundo de Renoir, um mundo de pintores, mecenas e atrizes, onde todos são amigos. Os modelos fumam, bebem e conversam entre as garrafas vazias e os restos da refeição deixados nas mesas em total à-vontade.
«A atriz Ellen Andrée, com uma flor no chapéu, leva o copo aos lábios. O barão Raoul Barbier, antigo governador da Saigão colonial, com o seu chapéu de coco castanho puxado para trás, fala com a jovem filha do proprietário. O irmão dela, com o chapéu de palha dos remadores profissionais, está de pé em primeiro plano, controlador. Caillebotte, descontraído e musculado, de camiseta branca e chapéu de remador, senta-se a cavalo na sua cadeira, a olhar para a jovem costureira Aline Charigot, amante e futura mulher de Renoir. O artista Paul Lhote passa um braço proprietário por cima da atriz Jeanne Samary. Um viveiro de namoricos e de conversas sorridentes.
«E Charles está presente. É o homem lá ao fundo de chapéu alto e fato preto, visto de lado. Mal lhe vemos o perfil, mas distinguimos a barba castanho-ruiva. Fala com um [Jules] Laforgue de rosto aberto e mal barbeado, vestido como um poeta que se preza, com um boné de operário [...].» (p. 84)


Depois do comentário que fez, a Maria enviou esta foto (25 fev. 2023):

domingo, 28 de abril de 2019

Mini-biblioteca

A nossa vinheta foca a beleza dos livros miniatura.

Mini-biblioteca portátil com 40 livros feita no século XVII por William Hakewill, membro do Parlamento britânico, que ofereceu quatro cópias para amigos entre 1617 e 1618


domingo, 15 de março de 2015

Mini-livros - 32

Dois volumes com a obra completa de Sá de Miranda (imp. 1944), encadernados conjuntamente. A encadernação tem 89 mm de alt.

O sol é grande, caem co’a calma as aves,
do tempo em tal sazão, que soe ser fria;
esta água que d’alto cai acordar-m’-ia
do sono não, mas de cuidados graves.

Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
qual é tal coração qu’em vós confia?
Passam os tempos vai dia trás dia,
incertos muito mais que ao vento as naves.

Eu vira já aqui sombras, vira flores,
vi tantas águas, vi tanta verdura,
as aves todas cantavam d’amores.

Tudo é seco e mudo; e, de mestura,
também mudando-m’eu fiz doutras cores:
e tudo o mais renova, isto é sem cura!
(Vol. 1, p. 318)

Agradeço a quem mo ofereceu.

domingo, 1 de março de 2015

Mini-livros - 31

Um pequeno livro (8 cm alt.) de orações para o mês de março, Petit mois de Saint Joseph. Não tem data de ed., nem de imp.
Apresento as folhas de rosto e anterrosto e a oração dedicada ao dia 1 de março.

Agradeço a quem me ofereceu este livrinho. :)

sábado, 10 de janeiro de 2015

Mini-livros - 30

Le petit fabuliste, da Petite bibliothèque de la jeunesse, da Imp. de A. Pinard. Quai Voltaire, 15 [Paris]. É de meados do século XIX e tem 84 mm alt.

Agradeço a quem mo ofereceu.

domingo, 28 de julho de 2013

Auto-retrato(s) - 183

Maria das Dores de Almeida Furtado
Auto-retrato, 1840
Têmpera sobre marfim
10.2 x 8.1 cm
Lisboa, MNAA, Inv. 94 Min.

É irmã de Francisca de Almeida Furtado, que figura na "postagem" anterior. Ambas filhas de José de Almeida Furtado «o Gata». Constituíram uma família de sucesso no que à pintura portuguesa de "miniaturas" diz respeito. 

sábado, 27 de julho de 2013

Auto-retrato(s) - 182

Francisca de Almeida Faria
Auto-retrato, 1865
Têmpera sobre marfim
13.7 x 10.6 cm
Lisboa, MNAA, Inv. 51 Min.

É irmã de Maria das Dores de Almeida Furtado, que figurará na próxima "postagem". Ambas filhas de José de Almeida Furtado «o Gata». Constituíram uma família de sucesso no que à pintura portuguesa de "miniaturas" diz respeito.