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quarta-feira, 1 de maio de 2013
Meu Maio
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua
– Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário
– Este é o meu maio!
Sou camponês
– Este é o meu mês.
Sou ferro
– Eis o maio que eu quero!
Sou terra
– O maio é minha era!
Maiakoski
quinta-feira, 31 de março de 2011
Boa noite!
Alla Bayanova (1914-), talvez a maior cantora russa, canta um poema de Anna Akhmatova.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Boris Pasternak, enquanto poeta
Para Miss Tolstoi
Vento
Eu acabei e tu estás viva.
E o vento, queixando-se e chorando,
abana a casa e as árvores à volta.
Não cada pinheiro isoladamente,
mas todas as árvores juntas
de todos os infinitos distantes,
como navios ao sabor das correntes
nas baías brilhantes ancorados.
E isso não por audácia
ou por frenesia insensata,
mas para na melancolia encontrar as palavras
para a tua canção de embalar.
Boris Pasternak, Poetas Russos, Lisboa: Relógio de Água, 1995, p. 131
VentoEu acabei e tu estás viva.
E o vento, queixando-se e chorando,
abana a casa e as árvores à volta.
Não cada pinheiro isoladamente,
mas todas as árvores juntas
de todos os infinitos distantes,
como navios ao sabor das correntes
nas baías brilhantes ancorados.
E isso não por audácia
ou por frenesia insensata,
mas para na melancolia encontrar as palavras
para a tua canção de embalar.
Boris Pasternak, Poetas Russos, Lisboa: Relógio de Água, 1995, p. 131
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