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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Meu Maio


A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua
– Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário
– Este é o meu maio!
Sou camponês
– Este é o meu mês.
Sou ferro
– Eis o maio que eu quero!
Sou terra
– O maio é minha era!

Maiakoski

terça-feira, 1 de maio de 2012

Celebrando o 1.º de Maio

Música de Aaron Copland (1900-1990) para um poema de Alfred Hayes (1928-2005)

Trrim! Trrim!...

Acabaram de me cantar ao telefone:
Viva o trabalho
Viva o Fontana
Viva o descanso
Sete dias na semana.

domingo, 1 de maio de 2011

O 1º de Maio e eu

 Acordei com a CGTP, melhor dizendo com os preparativos para a festa do Dia do Trabalhador aqui mesmo à porta, mas também não resisto a mostrar um convite, nos antípodas da CGTP, que me foi enviado por um amigo de outras "extremas". E a verdade é que não é só a extrema esquerda que pode retirar benefício político de uma situação como a que vive o nosso país...

sábado, 1 de maio de 2010

Ainda bem que está sol...


Ainda bem que está sol, porque vou agora fugir de casa, não por "alergia " à organização supra, que domina grande parte do meu horizonte, ou ao Dia do Trabalhador, mas sim porque o ruído ( especialmente os bombos...) está a ficar um bocadinho incomodativo... E os discursos ainda nem começaram.

Mês das flores

Como Maio é o mês da Primavera dedico a primeira vinheta do mês às flores. O cacto Schlumbergera Truncata embora comum entre nós tem origem no Brasil e é um exemplar apreciado pelas suas flores, de várias cores, que lembram um camarão. O nome cacto surgiu do termo "cactus" (flores com espinhos) dado pelo grego Teofrasto, discípulo de Aristóteles e considerado o Pai da Botânica, por ter sido o primeiro a formular uma terminologia descritiva das plantas. Segundo o Feng Shui os cactos são plantas purificadoras do ambiente agindo como uma barreira contra os raios gama emitidos pelos equipamentos electrónicos.

Emma Goldman, a propósito do 1.º de Maio


Lisboa: Assírio & Alvim, 2008

«[...] a 1 de Maio de 1886, uma imensa onda grevista assolou o país. Só em Chicago, que encabeçava o movimento, paralisaram incialmente vinte e cinco mil trabalhadores mas, três dias passados, a grande cidade estava em greve geral. Entretanto, ocorriam por todo o lado confrontos sangrentos entre a polícia e mercenários e os trabalhadores. O ataque mais brutal foi sobre os grevistas da McCormick Harvester Company de Chicago, onde a polícia e os Pinkertons desfecharam deliberadamente rajadas matando quatro trabalhadores e ferindo outros em elevado número.

http://www.boisestate.edu/socwork/dhuff/us/EXTRA%20IMAGES/haymarket%20(Small).jpg
«Contra este assassínio a sangue-frio, foi convocada uma reunião maciça de protesto para o dia 4 de Maio, em Haymarket Square, que decorreu pacificamente. Apesar de o próprio Mayor de Chicago, Carter Harrison, ao sair do local, ter informado o chefe da polícia de que tudo se estava a passar ordeiramente, pelas dez horas da noite, já com o último orador – Samuel Fielden – na plataforma e muitas pessoas a dispersar, o Capitão Ward irrompeu por entre os manifestantes que restavam com uma força policial, batendo impiedosamente em homens e mulheres. Então, inesperadamente, algum objecto voou a zunir pelo ar: era uma bomba que explodiu matando um polícia e ferindo vários. Os tiros de resposta sobre a multidão em fuga acabaram por matar mais seis polícias e muitos civis. O número total de mortos foi de sessenta e sete, a maioria devido a ferimentos de balas e não a estilhaços da bomba. Não se descobriu o bombista, nem a polícia fez grandes esforços para o identificar; em vez disso, prendeu todos os oradores e uns tantos anarquistas conhecidos. A polícia e os jornais inflamaram a opinião pública contra os trabalhadores contra os políticos de esquerda, contra os anarquistas em particular.
«De volta a casa, Emma Goldman estava certa do que sempre suspeitara: George Engel, Samuel Fielden, Adolph Fischer, Louis Lingg, Óscar Neebe, Albert Parsons, Michael Schwab, August Spies – ameaçados com a pena máxima – e os outros homens de Chicago estavam inocentes. Tinham sido apanhados numa armadilha. No entanto, uma dúvida permanecia. Greie falara deles como socialistas, mas os jornais acusavam-nos de perigosos anarquistas bombistas. Afinal o que era o anarquismo?» (p. 30, 33)

Desenho de Walter Crane, 1894

sexta-feira, 1 de maio de 2009

1º de Maio e a Arte, José de Guimarães.

1º de Maio de José de Guimarães, Maio de 1975

Feliz "dia do Trabalhador" e que melhores dias se avizinhem sem o constante flagelo dos que ficam desempregados.

1.º de Maio

«O 1.º de Maio começou a ser dedicado à festa do trabalho, que é também a festa da humanidade.
«Por mera coincidência, já o 1.º de Maio era consagrado pela tradição popular. As festas da Antiguidade, em geral de origem naturalista, como hoje se sabe, ou foram adoptadas pelo Catolicismo, que lhes introduziu uma significação cristã, ou ficaram na tradição dos povos celebradas anualmente e explicadas por qualquer lenda do evangelho popular. Foi o que sucedeu com a festa popular do 1.º de Maio – as Maias, outrora celebrada em todos os pontos de Portugal e em muitos do estrangeiro […].
«A ideia da festa do trabalho surgiu de uma maneira espontânea. […]»
Teixeira Bastos
In: O Primeiro de Maio. Lisboa: Comp. Nac. Editora, 1898

Na verdade, em 1 de Maio de 1886, trabalhadores manifestaram-se nas ruas de Chicago, pela redução da jornada de trabalho para oito horas diárias. Depois de muitas lutas para instituir o horário de oito horas diárias de trabalho, em 23 de Abril de 1919, o Senado francês ratifica o dia de oito horas, elegendo o dia 1 de Maio como feriado. No ano seguinte, é a vez da Rússia adopta o 1.º de Maio como feriado nacional, no que é seguida por muitos outros países.