Não conheço este livro, mas as abelhas andam muito activas por aqui. Mal abro uma janela aparece logo um monte delas🐝🐝🐝 Parabéns à Cláudia pelas fotos e bom dia para as três 🌞
Curiosa referência bibliográfica [Paul MURRAY, "A Picada da Abelha" (Livros do Brasil, 2024)], neste simbólico DIA Mundial DA ABELHA!
Determinada pela ONU em 2017, para que viesse a comemorar-se no ano seguinte, a jornada celebra o meritório trabalho dos defensores das colónias apícolas, cujo declínio global nas últimas décadas é, de facto, um problema planetário. [Veja-se, entre outras imagens impressionantes, o DVD "Abelhas e Homens", memorável documentário de Markus IMHOOF (ed. Alambique, 2012).]
Foi, curiosamente, no Verão passado que ouvi, com solidária tristeza, um cuidadoso apicultor (meu conterrâneo, antigo colega de Escola Primária e fraternal amigo), vítima de um terrível incêndio que veio a destruir a sua propriedade agrícola e a dizimar a produtiva "colónia" de abelhas, comentar a "desgraça" que atingiu as colmeias e o próprio "habitat" dos polinizadores (nas margens do Zêzere), denunciando mais um CRIME - inclusive, contra o Património paisagístico -, de proporções dramáticas!!!...
Seja-me lícita uma oportuna (e muito especial) menção à preciosa edição bilingue do clássico trabalho "AS ABELHAS, 4.ª Geórgica", de Públio VIRGÍLIO Marão, com a versão, os prefácios e as elucidativas e pedagógicas anotações do saudoso latinista [Prof.] Nicolau FIRMINO [co-ed. Luso-Brasileira, das Livrarias Académica (Lisboa) e H. Antunes (RIO de Janeiro), 1966)].
O excelente capítulo inicial (introdutório), particularmente dedicado "Aos Apicultores", pertence ao erudito Eng.º Vasco PAIXÃO, ao tempo Director do Posto Central de Fomento Apícola (Lisboa, Tapada da Ajuda). [Notável interesse têm, ainda hoje, os volumes de divulgação técnica, do referido Agrónomo, intitulados "Manual do Apicultor" (ed. do Autor, 1974) e "APICULTURA: As Abelhas ao Serviço do Homem" (Liv. F. Franco, 1983).]
Pedindo desculpa por não disfarçar a inegável emoção (de carácter familiar), no que concerne à permanente actualidade da temática Viirgiliana, cuja dimensão ultrapassa o próprio âmbito da "ENEIDA" (uma outra tradução modelar!), não resisto à breve citação de Joaquim de CARVALHO ["Traduções Portuguesas de AS GEÓRGICAS", in "VIRGÍLIO e a Cultura Portuguesa: Actas do Bimilenário da Morte de Virgílio" (Lisboa, IN-CM, 1981, p. 141]:
"(...) Cumpre-me ainda esclarecer que R. M. [Ruy MAYER, docente de Agronomia e controverso "translator" de Virgílio (1948)] não traduziu o Livro IV [das "Geórgicas"]. A lacuna foi posteriormente cumulada por Nicolau Firmino, que pacientemente verteu os seus 566 versos ('As Abelhas', 1966). Merece o nosso respeito pelo seu entranhado amor a Virgílio."
4 comentários:
Muito linda a capa e o marcador , assim alusivos.
Bom dia!
Já nem me lembrava deste livro...
Tenho vários para fotografar com os respectivos marcadores, mas vou adiando...
O trabalho não o permite!
Bom dia!
Não conheço este livro, mas as abelhas andam muito activas por aqui.
Mal abro uma janela aparece logo um monte delas🐝🐝🐝
Parabéns à Cláudia pelas fotos e bom dia para as três 🌞
Curiosa referência bibliográfica [Paul MURRAY, "A Picada da Abelha" (Livros do Brasil, 2024)], neste simbólico DIA Mundial DA ABELHA!
Determinada pela ONU em 2017, para que viesse a comemorar-se no ano seguinte, a jornada celebra o meritório trabalho dos defensores das colónias apícolas, cujo declínio global nas últimas décadas é, de facto, um problema planetário. [Veja-se, entre outras imagens impressionantes, o DVD "Abelhas e Homens", memorável documentário de Markus IMHOOF (ed. Alambique, 2012).]
Foi, curiosamente, no Verão passado que ouvi, com solidária tristeza, um cuidadoso apicultor (meu conterrâneo, antigo colega de Escola Primária e fraternal amigo), vítima de um terrível incêndio que veio a destruir a sua propriedade agrícola e a dizimar a produtiva "colónia" de abelhas, comentar a "desgraça" que atingiu as colmeias e o próprio "habitat" dos polinizadores (nas margens do Zêzere), denunciando mais um CRIME - inclusive, contra o Património paisagístico -, de proporções dramáticas!!!...
Seja-me lícita uma oportuna (e muito especial) menção à preciosa edição bilingue do clássico trabalho "AS ABELHAS, 4.ª Geórgica", de Públio VIRGÍLIO Marão, com a versão, os prefácios e as elucidativas e pedagógicas anotações do saudoso latinista [Prof.] Nicolau FIRMINO [co-ed. Luso-Brasileira, das Livrarias Académica (Lisboa) e H. Antunes (RIO de Janeiro), 1966)].
O excelente capítulo inicial (introdutório), particularmente dedicado "Aos Apicultores", pertence ao erudito Eng.º Vasco PAIXÃO, ao tempo Director do Posto Central de Fomento Apícola (Lisboa, Tapada da Ajuda). [Notável interesse têm, ainda hoje, os volumes de divulgação técnica, do referido Agrónomo, intitulados "Manual do Apicultor" (ed. do Autor, 1974) e "APICULTURA: As Abelhas ao Serviço do Homem" (Liv. F. Franco, 1983).]
Pedindo desculpa por não disfarçar a inegável emoção (de carácter familiar), no que concerne à permanente actualidade da temática Viirgiliana, cuja dimensão ultrapassa o próprio âmbito da "ENEIDA" (uma outra tradução modelar!), não resisto à breve citação de Joaquim de CARVALHO ["Traduções Portuguesas de AS GEÓRGICAS", in "VIRGÍLIO e a Cultura Portuguesa: Actas do Bimilenário da Morte de Virgílio" (Lisboa, IN-CM, 1981, p. 141]:
"(...) Cumpre-me ainda esclarecer que R. M. [Ruy MAYER, docente de Agronomia e controverso "translator" de Virgílio (1948)] não traduziu o Livro IV [das "Geórgicas"]. A lacuna foi posteriormente cumulada por Nicolau Firmino, que pacientemente verteu os seus 566 versos ('As Abelhas', 1966). Merece o nosso respeito pelo seu entranhado amor a Virgílio."
Muito grato pela atenção e Boa Noite!
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