Odivelas: Alma dos Livros, 2024.
Li este livro porque é um período histórico que me interessa: o gueto de Varsóvia.
«No meio de um emaranhado de prédios sujos e infestados, os nazis decidem criar um gueto para onde os judeus são enviados antes da derradeira descida aos infernos. Ao frio, com fome e à mercê de todo o tipo de doenças, muitos não sobrevivem.
«Irena Sendler, uma assistente social polaca de 29 anos, decide ajudar uma menina abandonada por pais desesperados a esconder-se, sob um nome falso, junto de uma família não judia.
«Aquilo que começa com um gesto isolado de bondade e coragem, transforma-se rapidamente numa operação de salvamento em grande escala. Irena tira cada vez mais crianças do gueto usando identidades arianas falsas.
«Além de lhes entregar comida, roupa e medicamentos, Irena Sendler encontrou também famílias não judias para as esconder e acolher. Sem a sua corajosa intervenção, estas crianças teriam sido trucidadas pela máquina de extermínio em massa montada pelo governo alemão.
«Sem nunca pensar em desistir, apesar do perigo constante, Irena não teme apenas pela própria vida. Adam, o amor da sua vida, também é judeu.» (Sinopse)

.jpg)
8 comentários:
Um tema que deveria interessar a todos, em todas as partes do mundo, onde quem mais sofre são sempre as crianças.
Quinta feliz 🌞
Que velhinha com ar simpático!
Já li qualquer coisa sobre ela, mas não me lembro onde nem porquê. Gostou do livro?
Continuação de boa tarde:))
As crianças sempre sofrem em guerras e agora já quase não fica lugar para onde mirar que não tenha conflitos...
Felizes dias !
Bem sabemos que não faz sentido a abordagem de quaisquer temas, cada vez mais candentes e actuais, ligados ao terror do nazi-fascismo hitleriano sem uma referência, ainda que (muito) sumária, às heróicas lutas da resistência Polaca (inclusive, no próprio "Gueto" de Varsóvia) contra as forças repressivas Alemãs de ocupação.
É, pois, no contexto das circunstâncias históricas ligadas às múltiplas tentativas de insurreição popular na chamada Frente Leste [da Segunda Guerra Mundial], que podemos compreender as corajosas formas de solidariedade demonstradas por resistentes como, entre outro(a)s, IRENA SENDLER (1910-2008). [Cf., por exemplo, a versão francesa do curioso livro de Tilar MAZZEO, "LES MILLE VIES D'IRENA: La Femme Qui Sauva 2.500 Enfants Juifs", ed. Belfond (2018) e Pocket (2020).]
Nota final - Mulheres e Homens arriscaram e, até, perderam a(s) sua(s) vida(s) por sublimes e imortais causas! Como em 1871, em Paris, quando, na "Semana Sangrenta", entre os dias 21 e 28 de Maio, o Exército esmagou os heróicos "Communards"!!!... Não é por casualidade que, todos os anos, por ocasião da "efeméride" das bárbaras execuções no próprio Cemitério de PÈRE-LACHAISE, a persistente Associação [O(A)S] AMIGO(A)S DA COMUNA promove uma sentida Romagem.
(Eu próprio faço questão de depositar uma simbólica rosa vermelha, à memória dos Mártires da COMUNA, quando, por vezes, visito o referido "Memorial", aliás muito próximo da campa onde repousa Jean-Baptiste CLÉMENT, que nos deixou "Le Temps des Cerises" mas, também, "La Semaine Sanglante"...)
Muito Boa Noite!
Lê-se bem. Quando o li, já tinha visto o doc sobre Irena Sender.
Bom dia!
E provavelmente a maioria foca marcada para a vida.
Bom dia!
Fiquei a saber que Marek Edelman (1919-2009) , um dos dois sobreviventes dos dirigentes do levantamento do gueto de Varsóvia, muito bem retrato em Mila 18 de Leon Uris, todos os anos en quanto foi vivo depositava um junquilho amarelo no local onde estava o bunker no n.º 18 da rua Mila, e onde a maioria dos dirigentes dos insurretos se suicidaram.
Bom dia!
É verdade. Há hoje estudantes do secundário que, quando veem filmes da II Guerra Mundial, pensam que são ficção... Isto foi-me dito por mais de um professor.
Bom dia!
Enviar um comentário