Marc Bloch entra hoje, ao final da tarde, no Panteão francês. Foi preso pela Gestapo e assassinado por esta em 16 de junho de 1944. É o primeiro historiador a entrar no Panteão francês.
Na quinta-feira abre no Panteão a exposição Marc Bloch, l'esprit de l'histoire. através da qual se poderá descobrir a vida, o historiador e a coragem do homem. Exposição que espero poder vir a ver.
No átrio dos Arquivos de Paris abre hoje a mostra Sur les traces de Marc Bloch à Paris que pode ser vista até 7 de agosto. Espero que ponham o itinerário online.
Monumento em Saint-Didier-de-Formans, que homenageia os 30 resistentes fuzilados em Roussille no dia 16 jun. 1944.
Para o Jad, que me lembrou a frase com que Marc Bloch começa a sua Apologia da História (em Portugal traduzida como Introdução à História). Uma pergunta que devia ser feita em todas as salas de aulas de História.




11 comentários:
Fazer a pergunta e explicar por que é importante não esquecer a Historia .
Um abraço
" História"
Claro! A «perceção» , conceito que está agora muito na moda, de que a História não serve para nada é a maior das burrices. E muito perigosa.
Bom dia!
Deve ser muito interessante.
Depois conte como foi😉
Bom dia!
Gosto muito deste autor. Boa tarde!
Para mim, é emocionante que ele entre no Panteão.
Boa tarde para as duas.
Ausente da "blogosfera" e da própria Área Metropolitana de Lisboa, durante alguns dias - particularmente dedicados à breve (mas, sobretudo, proveitosa) visita a diversos Burgos e "Sítios", ao Norte do Tejo -, não posso deixar de saudar o "PROSIMETRON" que, hoje, destacou, com visível cuidado, a ilustre e heróica Figura de MARC BLOCH.
Entretanto, após a transmissão televisiva (TV5 Monde) da cerimónia oficial da sua justíssima "entrada" no PANTHÉON Parisiense, tive oportunidade de (re)ler, no "magazine" [digital] "La Vie des Idées", uma interessante "recensão" ao recente trabalho (ed. Gallimard) de Peter SCHOTTLER, "MARC BLOCH: Une Biographie Intellectuelle". (Um volume cujas páginas espero, naturalmente, percorrer, numa próxima ocasião.) A propósito, recomendo, igualmente, a anunciada Exposição "L' Esprit de l' Histoire", que estará patente, até Janeiro de 2027, no Panteão da "Cidade-Luz"...
Dispomos já de distância (temporal) suficiente para concluirmos ser MARC BLOCH um historiador verdadeiramente imprescindível, cuja ausência do "nosso" espaço mediático dominante (influenciado pelos desprezíveis ideólogos ao serviço do Império Ianque, avessos à inovadora Cultura Europeia) é confrangedora!
Talvez o tempo actual seja excelente para "recuperar" o estudo, a salvaguarda e a divulgação da Memória (individual e colectiva) dos herócos resistentes Gauleses ao Nazi-Fascismo Germânico...
Muito Boa Noite!
Também estive a ver a cerimónia na Tv francesa. Aprendi qq coisa: desconhecia a mulher de Marc Bloch, Simonne Vidal, e o papel que ela teve como, o que hoje se chama, assistente de investigação do marido; e que Marc Bloch tinha uma biblioteca de 100 mil volumes, biblioteca que os nazis dispersaram. Cem mil volumes é qualquer coisa de relevante para uma biblioteca particular e nos anos 40 do século passado... não devia haver muitas.
Ler Marc Bloch foi muito importante na minha vida.
Boa noite!
Encomendei o livro Marc Bloch: l'histore en résistance. Quando chegar e o ler darei nota aqui.
Mais uma vez, boa noite.
Agradeço a curiosa referência à Obra "MARC BLOCH: L' Histoire en Résistance", que, francamente, não conheço!...
Particularmente interessantes o percurso biográfico de Simonne VIDAL [Bloch] e as próprias características da Biblioteca do casal (como sabemos, o Nazi-Fascismo e a Cultura humanística eram diametralmente antagónicos)!!!...
Muito Boa Noite!
A obra acabou de sair.
Achei graça ver o bisneto Matis, doutorado em História Contemporânea e prof. na Sorbonne, dizer que não escolheu nem a área do bisavô nem a do trisavô Gustave (especialista em História Antiga)
Bom dia!
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