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domingo, 28 de junho de 2026

Moedas do Mundial de Futebol

Verso e reverso de um moeda portuguesa, da autoria de Nuno Martins, com valor facial de €5,00 mas que se vende a €90,00.
Em baixo as moedas francesas: em cima, uma com valor facial de €10,00 custa €151,00 e em baixo a com valor facial de €20,00 que se vende a €595,00.

O jogo é extremamente popular, mas não souberam fazer uma emissão corrente. Vivemos no mundo do incrível!

9 comentários:

Isabel disse...

São moedas de coleccionador. Podiam fazer as mesmas moedas em materiais menos nobres, para todos poderem tê-las. Porque suponho que essas sejam de prata e ouro ou pelo menos com mistura de prata e ouro, não é?...

MR disse...

Sim, podiam fazer uma moeda daquelas que circulam de €2,00 por exemplo. Era o mínimo.
Bom domingo!

Fernando FIRMINO disse...

Lamento! Porém, um pouco à margem da programada e permanente intoxicação televisiva, ao mesmo tempo cómica e absurda, em torno das "excitações" e (sobretudo) "depresssões" dos angustiados adeptos Lusitanos, decorrentes dos (in)sucessos futebolísticos dos "heróis do mar" de uma "selecção" onde (ainda) pontifica um controverso "modelo" (!!!) individualista para as Juventudes (sonhadoras e, contudo, oprimidas) do Planeta, estou seriamente preocupado com a ausência de uma plena consciência colectiva entre nós, Portugueses, perante a dimensão catastrófica dos efeitos globais da tragédia sísmica da VENEZUELA, a República Bolivariana que é, cada vez mais, objecto da insaciável e criminosa cobiça Ianque...

Releio, a este propósito, diversos capítulos, essenciais, do rigoroso e muito aliciante trabalho (bilingue), intitulado "1755: O Terramoto de Lisboa / The Lisbon Earthquake" [2.ª ed., Argumentum, 2005], de João DUARTE FONSECA, ilustre docente e investigador da área de Engenharia Sísmica e Sismologia. Escreve o Autor (pp. 129-131):

"(...) "Os terramotos históricos são uma fonte indispensável de informação sobre os processos geológicos, em particular quando se pretende quantificar o risco sísmico que impende sobre determinada região. (...) Uma melhor compreensão do terramoto de Lisboa de 1755 - ainda objecto de intenso debate científico - permitirá conhecer mais adequadamente o risco sísmico que afecta a Grande Lisboa, o Algarve e o Norte de África. (...) Volvidos 250 anos (...), consolidado o conhecimento científico sobre (...) as técnicas de construção sismorresistentes, urge agora, na senda de Manuel da Maia, Carlos Mardel e Eugénio dos Santos, aplicar a Ciência para tornar Portugal um local mais seguro face aos terramotos. Salvar vidas por antecipação é um desafio de modernidade a que devem responder cientistas, engenheiros, arquitectos e decisores políticos."

P.S.: Ninguém ignora que, nas actuais circunstâncias, subsistem elevados riscos de agravamento das contradições no próprio interior de Países e/ou Regiões como a Rússia e os Balcãs. É, pois, neste contexto que considero de elementar dever o telegráfico registo do especial significado de duas "efemérides": a revolta - contra o despótico poder do Czar - do Couraçado POTEMKINE, ao largo da costa da Ucrânia, em 27 de Junho de 1905; e o assassinato do Arquiduque Francisco Fernando, a 28 de Junho de 1914, em Sarajevo (capital da BÓSNIA-Herzegovina que, ao tempo, o Império Austro-Húngaro controlava), um atentado que, como sabemos, se encontra na génese da Primeira Guerra Mundial.

Muito Boa Noite!

Fernando FIRMINO disse...

Ainda a propósito da fascinante temática do "Couraçado Potemkine", título de um belíssimo filme de Serguei EISENSTEIN, permito-me recomendar a sua "visualização" (aliás, disponível em DVD) e a própria (re)leitura de um célebre poema de Jorge de SENA (São Paulo, Dezembro de 1961): "(...) Partiu há muito tempo. Era Odessa/ no Mar Negro. Deu a volta ao mundo./ O mundo é vasto e vário, e dividido, e os mares/ São largos./ Fechem os olhos,/ cerrem fileiras, / o couraçado vem."

Muito Boa Noite!

MR disse...

Já não se pode com as depressões / delírios / depressões dos comentadores e dos adeptos. Eu percebo que o futebol é muito popular e está estudado que quando a Seleção ou o Benfica ganham o povo fica mais feliz, mas a vida não é só futebol. E como a vida está, não é mesmo.
Quando se fala no «Couraçado Potemkine» o que vejo é a escadaria de Odessa. Que cena!... Será que a escadaria ainda existe ou já foi bombardeada?
Boa semana!

Fernando FIRMINO disse...

Acabo de consultar, ainda que de relance, diversas "fontes" [digitais] da UNESCO e, na verdade, não encontro quaisquer referências à destruição da monumental Escadaria que EISEINSTEIN imortalizou, no "Couraçado Potemkine". Como é óbvio, esta constatação não impede o reconhecimento dos crimes contra o "património protegido" (?!) de Odessa! A Guerra actual é, lamentavelmente, "aquele monstro" cujas características ultrapassam de longe a eloquente (e, de facto, inesquecível) descrição do Jesuíta A. VIEIRA!!!...

Ainda na sequência das massacrantes "imagens" e "opiniões", que a mediatização planetária do "Desporto-Rei" nos impõe, reconheço, no entanto, a inegável importância dos mecanismos de manipulação das multidões; métodos que, de acordo com alguns Autores Marxistas, citados por uma distinta socióloga [Ana SANTOS, "VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA: Narrativas, Territórios e Identidades" (Lisboa, Ed. Mundos Sociais, 2011, p. 16)], visam uma constante "alienação das massas perante os problemas da sua existência individual e colectiva", controlando, de maneira mais ou menos subtil, "uma agressividade que poderia ser aplicada na actividade política"...

E, a propósito de um outro trabalho (antropológico), igualmente curioso, desta investigadora ["Heróis Desportivos e Identidade Nacional: De Corpo a Ícone da Nação - Estudo de Caso de EUSÉBIO" (ed. Instituto do Desporto, 2004)]; independentemente de (eventuais) simpatias clubísticas, seria injusto subestimar as qualidades excepcionais do "imortal" jogador Benfiquista, considerado "o melhor marcador do 'Mundial' de 1966", onde, apesar da "impiedosa derrota ante a Inglaterra, país organizador (2-1, com um golo de Eusébio)", o Futebol Nacional alcançou o honroso terceiro lugar!

A terminar, vale a pena reflectir sobre as palavras de um conceituado Autor (da área desportiva), João MALHEIRO [in, "Sport Lisboa e BENFICA: 100 Gloriosos Anos", co-ed. A Bola, QuidNovi e SLB, 2004, Vol. 6, pp.44-45]:

"(...) A 'eusebiomania' que, muito justamente, no rescaldo de 66 atingiu Portugal e o Mundo reverteu a favor do Benfica. (...) 'É património do Estado', judiciou mesmo Salazar, confrontado com a hipótese de Eusébio representar a Juventus. 'Então eu mal conheço a pessoa, não é da minha família, como é que podia impedir-me de ir ganhar aquela pipa de massa?' Era a generosidade postiça do velho regime. Para trás ficaram também o Inter de Milão, o Real Madrid, o Vasco da Gama e tantos outros clubes que disputaram os seus préstimos."

Eram "outros tempos", mais cinzentos e puritanos, quando o "estilo de vida" fútil, decadente e provocatório de certos atletas multimilionários pareciam uma Utopia!!!...

Muito Boa Tarde!




MR disse...

Eu ainda sou do tempo em que íamos ao estrangeiro e de Portugal as pessoas só conheciam Eusebio [«Eusibio»] e Amália. Veja a crónica de Ilse Losa reproduzida neste blogue: https://prosimetron.blogspot.com/2014/05/o-futebol-nas-letras-25.html.
Bom dia!

Fernando FIRMINO disse...

As minhas desculpas mas, só agora, durante a segunda parte da transmissão de um excelente documentário (televisivo) do Canal ARTE, sobre a histórica e trágica ascensão do Nazi-Fascismo Hitleriano - um programa de facto especialíssimo, digno de inadiável "recuperação"! -, tenho oportunidade de (re)apreciar o texto inconfundível de ILSE LOSA, felizmente arquivado no "PROSIMETRON"...

Num tempo em que importa preservar a memória de respeitadas Figuras (como, por exemplo, o saudoso ensaísta Prof. Manuel SÉRGIO) para os quais não há Desporto sem Cultura, é quase inevitável relembrar o inesquecível poema que Manuel ALEGRE dedicou a EUSÉBIO, por ocasião da sua partida (2014, Janeiro), aliás disponível no "site" oficial do Autor de "Praça da Canção":

"Havia nele a máxima tensão/ Como um clássico ordenava a própria força,/ sabia a contenção e era explosão,/ havia nele o touro e havia a corça. // Não era só instinto, era ciência,/ magia e teoria já só prática./ Havia nele a arte e a inteligência/ do puro jogo e sua matemática. // Buscava o golo mais que golo: só palavra./ Abstracção. Ponto no espaço. Teorema./ Despido do supérfluo rematava/ e então não era golo: era poema."

P.S.: Neste ocasião em que várias Regiões da "Outra Europa" sofrem os efeitos das temperaturas caniculares, adquire especial significado o recente dia 17 de Junho, Jornada Mundial de Combate à Desertificação e à Seca. Recordo a propósito, a memorável Exposição colectiva, constituída por algumas dezenas de belíssimas fotografias, que foi oportuna e especialmente concebida pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais, quando em 2006 decorreu o Ano Internacional dos Desertos e da DESERTIFICAÇÃO. [Sem falsa modéstia, não resisto, pois, à evocação da referida "mostra" itinerante, que esteve patente em instalações tão diversas como a Sede da DGRF (Entidade promotora), o prestigioso CCB (Centro Cultural de Belém) e o próprio Clube Desportivo da minha recôndita Vila natal.]

Muito grato pela atenção e Boa Noite!

MR disse...

Sou uma grande admiradora de Eusébio. E estou grata ao Benfica por não o ter abandonado.
Não soube dessa expo que esteve no CCB e não a fui ver, mas ninguém pode hoje negar o que se passa no planeta em termos de clima. Poder... podem e fazem-no.
Bom dia!