Caravaggio deixou-nos em 18 de Julho de 1610. Curiosamente, Jane Austen também partiu neste dia, mas em1817. Ambos deixaram vasta obra (cada um no seu género) e muitos admiradores. Bom sábado! 🎨📚
Uma justa evocação de CARAVAGGIO, o genial Pintor a quem devemos a criação de múltiplas obras-primas ("A Negação de Pedro", por exemplo), perante as quais ficamos, sempre, maravilhados!...
A tal propósito, seja-me permitida uma telegráfica (mas, contudo, oportuna e, sobretudo, irresistível) referência a duas outras simbólicas "efemérides":
1) No dia 18 de Julho de 1936, aconteceu o trágico início (formal) da Guerra Civil Espanhola. Um conflito que, como sabemos, culminou com a sangrenta (e vingativa) vitória do Fascismo Franquista sobre os diversos e heróicos sectores progressistas dos POVOS de Espanha (inclusive, os Catalães, Bascos e Galegos, aos quais a "nova ordem" ditatorial jamais reconheceu as respectivas identidades distintas).
Aspecto curioso! Alinhando com o regime repressivo Castelhano, ideologicamente aparentado, o "Estado Novo" Fascista Lusitano não só jamais reivindicou o justíssimo regresso de OLIVENÇA à soberania Portuguesa, como chegou ao extremo de tolerar, em 1956, o famigerado e provocatório "programa de colonização do território Oliventino" [cf., por ex., César de OLIVEIRA (1941-1998), "Salazar e a Guerra Civil de Espanha", cujo precioso exemplar (1.ª ed., O Jornal, 1987) tenho aqui à mão]...
Acabo de saber, pelo último Editorial do "EL PAÍS" e por outros interessantes textos, publicados em periódicos hispânicos de qualidade, como "EL VIEJO TOPO", que, apesar de tudo, o sangue dos Mártires não terá sido derramado em vão!... 90 Anos depois da bárbara sublevação que derrotou a Segunda República [Espanhola], os neofascistas ibéricos não passarão!!!...
2) Como é possível que, decorrido mais de meio século sobre o inacabado (melhor dizendo, falhado) "processo" da Revolução em Portugal, o "comemorativismo" dominante continue a omitir e/ou falsificar o que se passou em 1975, quando o Partido revisionista (lacaio do decadente P"C"US) preparava o assalto ao aparelho de Estado e apadrinhou a repressão sobre os Comunistas liderados por Arnaldo MATOS?!...
Não esquecerei nunca o impacto das criminosas arbitrariedades, veementemente condenadas por inúmeros Cidadãos (Socialistas e outros DEMOCRATAS), e o apelo à "libertação imediata" e incondicional do meu saudoso Camarada, acções que explicam o carácter vitorioso (e, de facto, inédito) do "Grande Comício" que teve lugar no Campo Pequeno, em 18 de Julho daquele ano, tão decisivo para a derrota dos intolerantes e agressivos agentes social-fascistas!!!...
Releio a propósito, uma brevíssima e exemplificativa passagem, sobre as escandalosas violações dos Direitos Humanos, subjacentes aos históricos "casos" "REPÚBLICA" (honra à memória de Raul REGO!) e MRPP, inserta nas páginas 150-151 do volume "obrigatório" de Adelino GOMES e J. PEDRO CASTANHEIRA, "Os Dias Loucos do PREC" [co-ed. PÚBLICO e Expresso, 2006]:
"(...) 'O Jornal', dirigido por Joaquim Letria, dá grande destaque ao assunto. 'Mesmo aqueles que que consideram que o MRPP é nocivo (...), puseram reservas à forma como os militantes detidos em Caxias e em Pinheiro da Cruz estarão a ser tratados, e à maneira como diversos órgãos de informação, com especial relevo para a TV [RTP], se referiram aos acontecimentos', nota, a abrir um 'dossier', no qual fala em 'violência desnecessária' por parte dos militares e traça um perfil admirativo de Arnaldo Matos. (...)"
Muito grato pela atenção e Bom Fim-de-Semana para todo(a)s!
6 comentários:
Muito lindo post.
Caravaggio está bem em qualquer representação .
Bom dia
Um abraço
Caravaggio deixou-nos em 18 de Julho de 1610.
Curiosamente, Jane Austen também partiu neste dia, mas em1817.
Ambos deixaram vasta obra (cada um no seu género) e muitos admiradores.
Bom sábado! 🎨📚
Bom fim de semana para as duas.
Muy bonito el marcador
Boa tarde
Acabo de buscar información en internet y, efectivamente, murió tal día como hoy de vuelta a Roma. Un pintor con una obra muy característica.
Un abrazo.
Uma justa evocação de CARAVAGGIO, o genial Pintor a quem devemos a criação de múltiplas obras-primas ("A Negação de Pedro", por exemplo), perante as quais ficamos, sempre, maravilhados!...
A tal propósito, seja-me permitida uma telegráfica (mas, contudo, oportuna e, sobretudo, irresistível) referência a duas outras simbólicas "efemérides":
1) No dia 18 de Julho de 1936, aconteceu o trágico início (formal) da Guerra Civil Espanhola. Um conflito que, como sabemos, culminou com a sangrenta (e vingativa) vitória do Fascismo Franquista sobre os diversos e heróicos sectores progressistas dos POVOS de Espanha (inclusive, os Catalães, Bascos e Galegos, aos quais a "nova ordem" ditatorial jamais reconheceu as respectivas identidades distintas).
Aspecto curioso! Alinhando com o regime repressivo Castelhano, ideologicamente aparentado, o "Estado Novo" Fascista Lusitano não só jamais reivindicou o justíssimo regresso de OLIVENÇA à soberania Portuguesa, como chegou ao extremo de tolerar, em 1956, o famigerado e provocatório "programa de colonização do território Oliventino" [cf., por ex., César de OLIVEIRA (1941-1998), "Salazar e a Guerra Civil de Espanha", cujo precioso exemplar (1.ª ed., O Jornal, 1987) tenho aqui à mão]...
Acabo de saber, pelo último Editorial do "EL PAÍS" e por outros interessantes textos, publicados em periódicos hispânicos de qualidade, como "EL VIEJO TOPO", que, apesar de tudo, o sangue dos Mártires não terá sido derramado em vão!... 90 Anos depois da bárbara sublevação que derrotou a Segunda República [Espanhola], os neofascistas ibéricos não passarão!!!...
2) Como é possível que, decorrido mais de meio século sobre o inacabado (melhor dizendo, falhado) "processo" da Revolução em Portugal, o "comemorativismo" dominante continue a omitir e/ou falsificar o que se passou em 1975, quando o Partido revisionista (lacaio do decadente P"C"US) preparava o assalto ao aparelho de Estado e apadrinhou a repressão sobre os Comunistas liderados por Arnaldo MATOS?!...
Não esquecerei nunca o impacto das criminosas arbitrariedades, veementemente condenadas por inúmeros Cidadãos (Socialistas e outros DEMOCRATAS), e o apelo à "libertação imediata" e incondicional do meu saudoso Camarada, acções que explicam o carácter vitorioso (e, de facto, inédito) do "Grande Comício" que teve lugar no Campo Pequeno, em 18 de Julho daquele ano, tão decisivo para a derrota dos intolerantes e agressivos agentes social-fascistas!!!...
Releio a propósito, uma brevíssima e exemplificativa passagem, sobre as escandalosas violações dos Direitos Humanos, subjacentes aos históricos "casos" "REPÚBLICA" (honra à memória de Raul REGO!) e MRPP, inserta nas páginas 150-151 do volume "obrigatório" de Adelino GOMES e J. PEDRO CASTANHEIRA, "Os Dias Loucos do PREC" [co-ed. PÚBLICO e Expresso, 2006]:
"(...) 'O Jornal', dirigido por Joaquim Letria, dá grande destaque ao assunto. 'Mesmo aqueles que que consideram que o MRPP é nocivo (...), puseram reservas à forma como os militantes detidos em Caxias e em Pinheiro da Cruz estarão a ser tratados, e à maneira como diversos órgãos de informação, com especial relevo para a TV [RTP], se referiram aos acontecimentos', nota, a abrir um 'dossier', no qual fala em 'violência desnecessária' por parte dos militares e traça um perfil admirativo de Arnaldo Matos. (...)"
Muito grato pela atenção e Bom Fim-de-Semana para todo(a)s!
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