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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

«Visita ao café»

Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro, que Stefan Zweig, provavelmente, frequentou.

«Se no Brasil fazemos uma visita, oferecem-nos logo café, qualquer que seja a hora do café: café simples, saboroso, em pequenas xícaras. É uma praxe amável, como todas neste país hospitaleiro. O café é bebido aqui como na Europa - ou melhor: el verdadeiramente não é bebido, mas sim tomado de um só trago como um licor -, é ingerido muito quente, tão quente que, como cá se diz, um cão sairia a correr aos uivos, se sobre ele se derramassem algumas gotas. [...]
«Os árabes levaram o revigorante elixir para a Turquia; por ocasião do cerco de Viena, sacas de café caíram em poder dos austríacos; dentro de pouco tempo abriu-se nessa cidade o primeiro café e o uso dessa bebida escura tornou-se moda em toda a Europa [...].» 
Stefan Zweig - Brasil, um país do futuro. Lisboa: Balzac, 2024,  p. 257-259

Talvez por isto se bebe bom café na Áustria, ao contrário do que acontece do que acontece nos países do centro e norte da Europa.

2 comentários:

Mª Luisa disse...

Lindo trecho de leitura.
Por aqui também costumamos oferecer um café quando alguem vem por casa.
Quando eu era criança, a avó sempre tinha perto do lume uma panelinha com água. Tempo depois soube que era por se chegava alguem , para fazer o café com rapidez.
Bom dia!

MR disse...

Por cá também. Até se convidavam amigos para tomar café e conversar depois do jantar. Hoje é mais difícil, dado o tempo que as pessoas demoram nos transportes e engarrafamentos...
Bom dia! ☕