Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro, que Stefan Zweig, provavelmente, frequentou.
«Se no Brasil fazemos uma visita, oferecem-nos logo café, qualquer que seja a hora do café: café simples, saboroso, em pequenas xícaras. É uma praxe amável, como todas neste país hospitaleiro. O café é bebido aqui como na Europa - ou melhor: el verdadeiramente não é bebido, mas sim tomado de um só trago como um licor -, é ingerido muito quente, tão quente que, como cá se diz, um cão sairia a correr aos uivos, se sobre ele se derramassem algumas gotas. [...]
«Os árabes levaram o revigorante elixir para a Turquia; por ocasião do cerco de Viena, sacas de café caíram em poder dos austríacos; dentro de pouco tempo abriu-se nessa cidade o primeiro café e o uso dessa bebida escura tornou-se moda em toda a Europa [...].»
Stefan Zweig - Brasil, um país do futuro. Lisboa: Balzac, 2024, p. 257-259

2 comentários:
Lindo trecho de leitura.
Por aqui também costumamos oferecer um café quando alguem vem por casa.
Quando eu era criança, a avó sempre tinha perto do lume uma panelinha com água. Tempo depois soube que era por se chegava alguem , para fazer o café com rapidez.
Bom dia!
Por cá também. Até se convidavam amigos para tomar café e conversar depois do jantar. Hoje é mais difícil, dado o tempo que as pessoas demoram nos transportes e engarrafamentos...
Bom dia! ☕
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